23/01/2014

EM FAMÍLIA

Quando se é recebido assim, com o coração, é como se estivéssemos em casa.

Falta aqui o avô, o pai e o cunhado do Kousik...

Os dias que passei com a família do Kousik, na aldeia de Goghat, foram de uma empatia rara. A curiosidade de cada um - e cada qual à sua maneira - pelo estrangeiro; e a minha vontade de me integrar, de aprender e apreender. Que colorida harmonia, entre risotas e surpresas.

A noite passada a partilhar fotografias e histórias da minha família. Ou de viagens a países distantes. As conversas ao pequeno-almoço com o avô do Kousik, que em tempos foi professor de História, e que falava um inglês antigo, enferrujado mas aristocrático. A super-avó Bhaloma, sem dúvida o pilar central daquele lar, por quem eu me apaixonei e ela por mim. Queria saber o que significavam as minhas tatuagens; ouviu atentamente cada explicação acerca da minha família, traduzida pelo neto; queria lavar-me a roupa; cozinhou-me todas as suas especialidades; não queria que eu fosse embora - e no final chorou um bocadinho, já com saudades, a antecipar o meu regresso.

Quando me fui embora, fui com um nó na garganta, os olhos quentes, a voz embargada - mas fui com o coração cheio, o espírito renovado, e com saudades da minha família.

Ficam alguns momentos:











5 comentários:

carla disse...

deve ter sido uma experiência fantástica!

LV disse...

Devias tentar mandar-lhes estas fotografias em papel, deviam gostar.
Também nós temos muita ssaudades tuas meu querido :)

Claudia Frias disse...

Até me veio a lagrima ao olho. Săo estes os Momentos que enchem a nossa vida

Clara Amorim disse...

Grande testemunho, JV!!!

Tânia Magalhães disse...

Adoro!E a lição que aprendo com esta experiência é que coisas maravilhosas nos acontecem quando nos predispomos às coisas maravilhosas que nos surgem!