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01/08/2014

POR FALAR EM ARTISTAS

Quem anda a pé pelo Porto já deve ter reparado que a cidade está mais Hazul.

E se escrevo com "H" não é gralha nem erro ortográfico. Não estou a falar da cor azul, nem do Fê-quê-pê - mas de um artista que assina com este nome. Pelo Porto fora, em prédios devolutos e paredes várias, lá aparecem uma espécie de Nossas Senhoras estilizadas, várias formas geométricas, animais e/ou referências a animais - muita criatividade.

Jorge gosta disto.

Procuro na net e descubro uma "guerra" com Rui Rio, perfis em redes sociais, guias da cidade que incluem as suas obras, instruções para descobrir-lo pela cidade.

Vou estar ainda mais atento, a partir de agora.

E por enquanto fica um primeiro olhar:






01/10/2013

OLHA O ARCO-ÍRIS FRESQUINHOOO!

E já que estamos numa de cores, aqui no blog:

Como sabe quem me segue pelo facebook, antes de vir para este lado do mundo parei uns dias em Istambul - e aproveitei a oportunidade para dar uma espreitadela a um lugar que andava na boca de "toda a gente", na cidade.

Mas antes demais, deixem-me partilhar aqui a história que me contou a minha amiga Bahar, e que mais tarde confirmei na internet e através de relatos de outros amigos de Istambul.

"Diz" que um engenheiro florestal reformado decidiu animar um pouco o seu bairro, Cihangir (o mesmo onde eu "morei" durante quase dois meses, há uns anos) e dedicou quatro dias e mais de quinhentos euros em tinta, para pintar os degraus de uma escadaria. Mas em vez de os pintar de branco, ou às listas amarelas e pretas... o senhor criou uma espécie de arco-íris gigante.

A vizinhança apaixonou-se pelo resultado, passou palavra aos amigos, e os amigos aos amigos, e por aí fora... depressa a notícia atravessou a cidade, os arredores, o país inteiro.

Em muito pouco tempo, esta obra de arte improvisada transformou-se numa atracção turística - mas na manhã de 30 de Agosto último, os cidadãos de Cihangir acordaram para uma triste surpresa: as escadas tinham sido pintadas de cinzento.

Cinzento!

Imaginem só. Imaginem a diferença - e o simbolismo que esta imagem carrega.

Pintar um arco-íris de cinzento!

Frustração, raiva e tristeza espalharam-se depressa pelas redes sociais. E apesar de inicialmente a Câmara Municipal de Beyoglu negar a responsabilidade pelo acto, depressa tiveram de admitir a autoria, pois começaram a circular na internet fotografias em que apareciam funcionários, vestidos com a farda municipal, a pintar as escadas.

Num acto de colorido desafio, os residentes juntaram meios e forças e, à luz do dia, voltaram a pintar as escadas com cores brilhantes. A Cehangir juntaram-se mais algumas freguesias da cidade - e em solidariedade com Istambul, outras cidades turcas decidiram também pintar alguns lances de escadas com cores várias. De Izmir a Diyarbakir, passando por Ankara, Trabzon, Kayseri e Van... dezenas de lugares gritaram cores e sorrisos. A Turquia ficou um bocadinho mais colorida, este mês de Setembro.

Além de ter visto uma rua em Diyarbakir, já com as cores gastas por passar ali muita gente; não resisti a procurar as escadas mais coloridas de Istambul. Encontrei, em Cihangir, dois lugares. E claro que registei o feito :)








30/09/2013

OUTRAS CORES

Nem só de côr-de-rosa se pinta Singapura ;)

Voltando às voltas e às surpresas: outra agradável descoberta do fim-de-semana foi a ponte Alkaff, construída em 1997 e uma das três pontes pedonais sobre o rio Singapura. Com a forma de um tongkang - um barco tradicional utizado para transportar bens no rio, nos tempos antigos -, tem 55m de comprimento e mais de 230 toneladas, dizem. Mas não confirmei. Podem estar a exagerar.

Em 2004, a artista filipina Pacita Abad fez uma intervenção na ponte, utilizando cerca de 900 litros de tinta industrial e 55 tipos diferentes de cores... e o resultado final foi este:








10/04/2013

NO BECO DO BATMAN


Na verdade chama-se Rua Gonçalo Afonso, mas toda a gente a conhece como Beco do Batman. Esta ruela meio deserta na Vila Madalena é uma verdadeira galeria a céu aberto, com paredes cobertas de grafitti. Queria ter lá ido durante a primeira passagem por São Paulo, mas as voltas foram outras e entretanto lembrei-me que o Bunty adora paredes pintadas, por isso deixei para o regresso.

O fenómeno do Beco do Batman nasceu nos anos 80, curiosamente durante o auge da pop art, quando apareceu numa das paredees do bairro um desenho do super-herói com máscara e fato de cabedal. Imediatamente começaram a surgir outros grafittis, e pouco depois os estudantes de artes plásticas começaram a usar os muros da rua como tela. Do típico grafitti a pinturas cubistas e psicadélicas, tudo era bem-vindo. O Beco do Batman começou então a ganhar fama, no Brasil, até que saltou para a ribalta com uma reportagem da BBC, que o descrevia como um "local cheio de energia criativa".


A partir daqui, vários artistas internacionais fizeram questão de se juntar aos locais que já lá estavam. Contudo, havia - e há - regras: não se pode pintar em cima de outras obras - a isso chama-se "atropelar", e é quase um sacrilégio entre grafitters. Se algum desenho estiver em mau estado de conservação, pede-se licença ao autor para pintar por cima - e este pode autorizar, ou então ele próprio renova a parede.

Em três décadas de vida, esta viela já serviu de cenário a filmes de publicidade, festas e inúmeras sessões fotográficas. Há agências que levam turistas a visitar o Beco. E há nós: eu, o Bunty, o Inácio, a Leninha e os nossos anfitriões de São Paulo. A tirar fotos e a fazer poses rodeados de cor e imaginação. Tal como o casal-maravilha com fotógrafo profissional. Ou as modelos a fazer sessões para um qualquer catálogo. Ou a família que veio com os miúdos pintar pedras da calçada. Ou o grupo de amigos que veio à festa das bicicletas, onde quem levar uma t-shirt branca regressa a casa com esta grafitada.


O Beco do Batman é só um cantinho escondido desta cidade-mundo, desta Gotham com sabor tropical - mas é um cantinho onde os sonhos e os pesadelos aparecem desenhados nas paredes, nas portas e janelas, nas pedras da calçada, nos postes de electricidade. Não há limites. Mas há fotos. Ficam algumas.









´rio﷽﷽﷽﷽﷽﷽ida, esta viela passou a servir de cenizaçado de conservaçtiva".alguns estudantes de arte começaram a usar as paredes

08/04/2013

ORELHÕES: UM OLHAR MAIS ÍNTIMO

A criatividade na personalização dos orelhões não se limita apenas ao lado exterior destes. Aproveitei esta segunda passagem por São Paulo para espreitar para o "lado de dentro"... e descobri um lado mais íntimo cheio de cores e mensagens:








27/03/2013

I LOVE STREET ART... NO FACEBOOK


E porque hoje celebra-se a cor, nada como começar um novo álbum no facebook. Chama-se "I love street art" e é promete ser uma colecção de arte urbana pelo mundo fora, com imagens que vou recolher e acrescentar a tantas outras que já tenho coleccionado.

Começo com alguns grafittis no Rio de Janeiro, e nos próximos tempos vou manter-me fiel à América do Sul... mas assim que se justificar, acrescentarei também imagens de intervenções feitas noutros países.

Uma coisa posso prometer: este álbum vai ser o mais colorido do FUI DAR UMA VOLTA :)