Na última volta que dei por Hong Kong fui visitar um templo na zona "histórica" da cidade, conhecido por ser muito auspicioso para escritores, copywriters e outras pessoas que lidam com letras.
Não resisti a ir pedir uma benção ;) e acendi três pauzinhos de incenso. Pedi inspiração, disciplina e sorte. A ver vamos, no que dá. Bem que preciso, porque ando aqui com "umas ideias".
De qualquer forma: seja qual for o resultado, valeu a pena - nem que seja pelo passeio e pelo ambiente dentro do templo. Ora vejam as fotos:
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10/07/2014
SABIA QUE... #27
...a cerimónia de abertura dos Jogos Olimpicos de Pequim começou no dia 8/8/8 às 8 horas da noite, oito minutos e oito segundos.
E este não é o único exemplo em que o número 8 foi usado por empresas, eventos e marcas por ser auspicioso. Ou porque "cai bem" com o público chinês.
As Torres Gémeas da Malásia, cuja arquitectura é quase toda de inspiração muçulmana, têm 88 andares cada.
Em 2003, um número de telefone em que todos os dígitos eram 8 foi vendido à Sichuan Airlines por duzentos e cinquenta mil euros. E esta não é a única companhia aérea a "aproveitar-se" do 8. O código do vôo da Air Canada entre Xangai e Toronto é o AC88. Mas se voarmos na KLM entre Hong Kong e Amesterdão, o vôo é o KL888. Se formos para Pequim pela Etihad Airways, voamos no EY888. Na United Airlines entre San Francisco e Pequim: UA888. Na British Airways, entre Londres e Chengdu: BA88. Na Cathay Pacific, entre HK e New York: CX888. Os voos da Singapore Airlines e da Sri Lanka Airlines para a China começam todos por 8.
A minivan da General Motors é vendida na China com o nome Buick GL8 - mas nos outros países tem outro nome.
Na China, quando se quer usar o "efeito psicológico" num preço não se usam números acabados em 9, como no Ocidente. Em vez disso, os preços acabam em 8, pois além de mais barato é auspicioso. É comum ver produtos nas lojas que custam 58, 88, 168 yuans...
Já o número 4, como falámos antes, é evitado. A Nokia não tem séries começadas em 4. A máquina fotográfica Powershot G, da Canon, passou da G3 para a G5. A transportadora rodoviária de Singapura "censura" todas as matrículas que tenham um 4.
O poder nos números, hem?
Ou, melhor: o poder da superstição.
E este não é o único exemplo em que o número 8 foi usado por empresas, eventos e marcas por ser auspicioso. Ou porque "cai bem" com o público chinês.
As Torres Gémeas da Malásia, cuja arquitectura é quase toda de inspiração muçulmana, têm 88 andares cada.
Em 2003, um número de telefone em que todos os dígitos eram 8 foi vendido à Sichuan Airlines por duzentos e cinquenta mil euros. E esta não é a única companhia aérea a "aproveitar-se" do 8. O código do vôo da Air Canada entre Xangai e Toronto é o AC88. Mas se voarmos na KLM entre Hong Kong e Amesterdão, o vôo é o KL888. Se formos para Pequim pela Etihad Airways, voamos no EY888. Na United Airlines entre San Francisco e Pequim: UA888. Na British Airways, entre Londres e Chengdu: BA88. Na Cathay Pacific, entre HK e New York: CX888. Os voos da Singapore Airlines e da Sri Lanka Airlines para a China começam todos por 8.
A minivan da General Motors é vendida na China com o nome Buick GL8 - mas nos outros países tem outro nome.
Na China, quando se quer usar o "efeito psicológico" num preço não se usam números acabados em 9, como no Ocidente. Em vez disso, os preços acabam em 8, pois além de mais barato é auspicioso. É comum ver produtos nas lojas que custam 58, 88, 168 yuans...
Já o número 4, como falámos antes, é evitado. A Nokia não tem séries começadas em 4. A máquina fotográfica Powershot G, da Canon, passou da G3 para a G5. A transportadora rodoviária de Singapura "censura" todas as matrículas que tenham um 4.
O poder nos números, hem?
Ou, melhor: o poder da superstição.
E POR FALAR EM NÚMEROS
Quem acompanha as minhas voltas há mais tempo sabe que gosto de números. Sendo assim, quando chego a um lugar como Hong Kong e começo a dar-de-caras, todos os dias, com exemplos vivos de números que têm influência no quotidiano das pessoas - adoro.
Como sou curioso, basta ver este-e-aquele para ir à net investigar... e descobrir logo mais não-sei-quantas histórias.
Este post é dedicado a números - e ao significado que têm na cultura chinesa.
O número 1 soa a "honra" e é por isso muito respeitado.
O número 2 é normalmente associado a sorte, na cultura chinesa. Diz-se que "as coisas boas vêm em pares" e é muito comum duplicar determinados números ou caracteres, para conseguir assim uma duplicação da sua força/sorte. Foneticamente, é muito parecido com a palavra "fácil".
O 3 tem um som muito parecido com "nascimento", "crescimento" ou "vida" e é por isso considerado um número de muita sorte. Além disso, são três os momentos mais marcantes da vida: nascimento, casamento e morte.
Elevador de um prédio que não tem os 4º, 14º e 24º andares.
Sobre o número 4 já conversámos no post anterior. É um número evitado por estar relacionado com a morte, e tem algumas combinações fatais. Mas também pode ter associações interessantes. Por exemplo: com o número cinco. Este tem um som muito parecido com "não" ou "nada", pelo que o 54 acaba por soar a "não-morte". Logo, a negação de uma coisa má... acaba por ser positiva.
Mas na maior parte das vezes, o número 5 está associado aos cinco elementos da filosofia chinesa (água, fogo, terra, madeira e metal); e também tem um som parecido com o pronome "eu". As gerações mais novas de alguns países asiáticos utilizam o 555 como uma espécie de LOL, pois soa a gargalhada.
O número 6 representa "riqueza" em cantonês e soa a "fuidez" em mandarim. É, por isso, um bom número para negócios. Mas também pode ter uma associação com "queda" ou "declínio", por isso é preciso ter cuidado com as combinações que se fazem com outros números.
Já o número 7, que também é um número de sorte no Ocidente, dá sorte a relacionamentos, pois simboliza "união" e "certeza". Em termos de fonética, também é muito parecido com "levantar" e com "essência da vida".
O número 8, que já foi mencionado no post anterior, é o mais auspicioso. Tem um som muito parecido com "prosperidade" e "riqueza" e é o mais procuradoe utilizado pelas pessoas. A ver se partilho aqui uma lista de exemplos que encontrei na internet... mas não agora, que tenho mais números aqui à espera ;)
O 9, por exemplo, tanto simboliza "harmonia" como "todo", ou mesmo "longa duração", ou "longa vida". É um número com muito sucesso em casamentos, pois claro. Mas é também um número que foi sempre associado, ao longo da História, às famílias imperiais e a variadíssimos rituais.
Há muitos mais números com significados e energias muito especiais, seja na China como noutros países asiáticos - e até de outras partes do globo. Há também combinações de números que, pelo som, acabam por ter variadíssimas conotações - positivas, negativas ou apenas caricatas. Podíamos ficar aqui o dia todo a explorar o assunto... mas para um post apenas, já temos aqui muito material.
Dou apenas um exemplo: o 168.
Este número é repetido vezes sem conta, normalmente em nomes de lojas, empresas ou então só para marcar presença em estabelecimentos comerciais. E porquê? Porque a pronunciação do número 1-6-8 acaba por soar a "prosperidade todo o caminho" ou "fazer dinheiro todo o caminho".
Assim seja!
E passa a outro e não ao mesmo, portanto.
;)
Como sou curioso, basta ver este-e-aquele para ir à net investigar... e descobrir logo mais não-sei-quantas histórias.
Este post é dedicado a números - e ao significado que têm na cultura chinesa.
O número 1 soa a "honra" e é por isso muito respeitado.
O número 2 é normalmente associado a sorte, na cultura chinesa. Diz-se que "as coisas boas vêm em pares" e é muito comum duplicar determinados números ou caracteres, para conseguir assim uma duplicação da sua força/sorte. Foneticamente, é muito parecido com a palavra "fácil".
O 3 tem um som muito parecido com "nascimento", "crescimento" ou "vida" e é por isso considerado um número de muita sorte. Além disso, são três os momentos mais marcantes da vida: nascimento, casamento e morte.
Elevador de um prédio que não tem os 4º, 14º e 24º andares.
Sobre o número 4 já conversámos no post anterior. É um número evitado por estar relacionado com a morte, e tem algumas combinações fatais. Mas também pode ter associações interessantes. Por exemplo: com o número cinco. Este tem um som muito parecido com "não" ou "nada", pelo que o 54 acaba por soar a "não-morte". Logo, a negação de uma coisa má... acaba por ser positiva.
Mas na maior parte das vezes, o número 5 está associado aos cinco elementos da filosofia chinesa (água, fogo, terra, madeira e metal); e também tem um som parecido com o pronome "eu". As gerações mais novas de alguns países asiáticos utilizam o 555 como uma espécie de LOL, pois soa a gargalhada.
O número 6 representa "riqueza" em cantonês e soa a "fuidez" em mandarim. É, por isso, um bom número para negócios. Mas também pode ter uma associação com "queda" ou "declínio", por isso é preciso ter cuidado com as combinações que se fazem com outros números.
Já o número 7, que também é um número de sorte no Ocidente, dá sorte a relacionamentos, pois simboliza "união" e "certeza". Em termos de fonética, também é muito parecido com "levantar" e com "essência da vida".
O número 8, que já foi mencionado no post anterior, é o mais auspicioso. Tem um som muito parecido com "prosperidade" e "riqueza" e é o mais procuradoe utilizado pelas pessoas. A ver se partilho aqui uma lista de exemplos que encontrei na internet... mas não agora, que tenho mais números aqui à espera ;)
O 9, por exemplo, tanto simboliza "harmonia" como "todo", ou mesmo "longa duração", ou "longa vida". É um número com muito sucesso em casamentos, pois claro. Mas é também um número que foi sempre associado, ao longo da História, às famílias imperiais e a variadíssimos rituais.
Há muitos mais números com significados e energias muito especiais, seja na China como noutros países asiáticos - e até de outras partes do globo. Há também combinações de números que, pelo som, acabam por ter variadíssimas conotações - positivas, negativas ou apenas caricatas. Podíamos ficar aqui o dia todo a explorar o assunto... mas para um post apenas, já temos aqui muito material.
Dou apenas um exemplo: o 168.
Este número é repetido vezes sem conta, normalmente em nomes de lojas, empresas ou então só para marcar presença em estabelecimentos comerciais. E porquê? Porque a pronunciação do número 1-6-8 acaba por soar a "prosperidade todo o caminho" ou "fazer dinheiro todo o caminho".
Assim seja!
E passa a outro e não ao mesmo, portanto.
;)
SABIA QUE... #26
...o Two Internacional Finance Center (mais conhecido por 2ifc) tem, supostamente, oitenta e oito andares - o número é extremamente auspicioso na cultura chinesa - mas na verdade não chega a tanto.
Tal como já tinha mencionado noutro post, os chineses (bem como os asiáticos em geral) são muito supersticiosos. Da astrologia à numerologia, passando pelo feng shui e curas/técnicas "medicinais" de validade científica duvidosa, são variadíssimas as tradições e rituais que fazem parte activa do dia-a-dia na China. E, claro está, em Hong Kong.
A Torre Dois do IFC foi construída em 2003 e é hoje o segundo edifício mais alto de Hong Kong, o quarto da China e o oitavo do Mundo. Tem a mesma altura que tinha o World Trade Center. Mas não tem oitenta e oito andares.
Porquê oitenta e oito?
O número 8 é um dos mais auspiciosos na cultura chinesa. O som da palavra, seja em mandarim, cantonês ou em dialectos locais, é muito parecido com "prosperidade", "riqueza" ou "fortuna".
E dois 8 juntos fazem lembrar o caractere usado para "dupla felicidade".
OK: isto explica a "pancada" com o oitenta e oito. Mas porque razão não tem o prédio os andares que dizem ter?
A justificação para esta disparidade está no facto de não existirem neste edifício os andares número 4, 14 e 24. Há mesmo alguns casos de edifícios que fazem "desaparecer" qualquer andar com o número maldito - 4, 14, 24, 34 e até os andares todos do 40 ao 49. Isto é pura verdade! Isto acontece mesmo. Mas, no caso do 2ifc - pelo menos por aquilo que me foi dito - só foram suprimidos os andares 4, 14 e 24.
Porquê o quatro, o catorze e o vinte e quatro?
O número 4 é um dos mais evitados pelos chineses. A palavra usada para "quatro" soa a "morte" ou "fatal". Assim sendo, é considerado um número de má sorte e a maior parte das pessoas evita-o.
O número 14 soa a "definitivamente fatal" e o 24 parece "facilmente fatal", em cantonês.
E há tantos outros exemplos, seja com estes números ou outros. Vou juntar alguns exemplos e já conversamos :)
Tal como já tinha mencionado noutro post, os chineses (bem como os asiáticos em geral) são muito supersticiosos. Da astrologia à numerologia, passando pelo feng shui e curas/técnicas "medicinais" de validade científica duvidosa, são variadíssimas as tradições e rituais que fazem parte activa do dia-a-dia na China. E, claro está, em Hong Kong.
A Torre Dois do IFC foi construída em 2003 e é hoje o segundo edifício mais alto de Hong Kong, o quarto da China e o oitavo do Mundo. Tem a mesma altura que tinha o World Trade Center. Mas não tem oitenta e oito andares.
Porquê oitenta e oito?
O número 8 é um dos mais auspiciosos na cultura chinesa. O som da palavra, seja em mandarim, cantonês ou em dialectos locais, é muito parecido com "prosperidade", "riqueza" ou "fortuna".
E dois 8 juntos fazem lembrar o caractere usado para "dupla felicidade".
OK: isto explica a "pancada" com o oitenta e oito. Mas porque razão não tem o prédio os andares que dizem ter?
A justificação para esta disparidade está no facto de não existirem neste edifício os andares número 4, 14 e 24. Há mesmo alguns casos de edifícios que fazem "desaparecer" qualquer andar com o número maldito - 4, 14, 24, 34 e até os andares todos do 40 ao 49. Isto é pura verdade! Isto acontece mesmo. Mas, no caso do 2ifc - pelo menos por aquilo que me foi dito - só foram suprimidos os andares 4, 14 e 24.
Porquê o quatro, o catorze e o vinte e quatro?
O número 4 é um dos mais evitados pelos chineses. A palavra usada para "quatro" soa a "morte" ou "fatal". Assim sendo, é considerado um número de má sorte e a maior parte das pessoas evita-o.
O número 14 soa a "definitivamente fatal" e o 24 parece "facilmente fatal", em cantonês.
E há tantos outros exemplos, seja com estes números ou outros. Vou juntar alguns exemplos e já conversamos :)
09/07/2014
HK BY NIGHT
À noite, HK pinta-se e veste-se a rigor, põe-se bonita, dá gosto ver.
Fui dar uma volta ao outro lado do rio e esperei para ver o tão famoso espectáculo "de luz e som", o maior do mundo, guinness ao barulho e-mais-não-sei.quê. Foi giro, e acredito que deve dar um trabalho imenso coordenar aquilo tudo... mas foi tal a expectativa que confesso que esperava mais.
E mesmo assim, como disse logo ao início deste post: dá gosto ver.
Fui dar uma volta ao outro lado do rio e esperei para ver o tão famoso espectáculo "de luz e som", o maior do mundo, guinness ao barulho e-mais-não-sei.quê. Foi giro, e acredito que deve dar um trabalho imenso coordenar aquilo tudo... mas foi tal a expectativa que confesso que esperava mais.
E mesmo assim, como disse logo ao início deste post: dá gosto ver.
HK PARA OS AMIGOS
Nas voltas que dei por Hong Kong (HK para os amigos) apanhei chuva e sol, vento e calor, as quatro estações num piscar de olhos. O tempo estava assim, de humor variável - mas isso não me deteve e quando não estava na praia em Stanley com os tugas, ou à conversa em casa, estava a passear pelo centro a descobrir o máximo possível desta cidade-mundo que tem muito que se lhe diga.
Chega de conversa - este post não é para conversa.
Senhoras e senhores, companheiros destas voltas: apresento-vos HK, durante o dia - quase sempre a olhar de baixo para cima.
Chega de conversa - este post não é para conversa.
Senhoras e senhores, companheiros destas voltas: apresento-vos HK, durante o dia - quase sempre a olhar de baixo para cima.
BOM DIA, DESTINO
O click de hoje é um testemunho da forma como a superstição está presente no dia-a-dia da Ásia em geral; e dos chineses em particular.
Hong Kong não é excepção. Desenganem-se aqueles que ainda estão de boca aberta com a arquitectura e os gadgets, o botox e os carrões, as modas e as marcas. Sim: esta cidade tem pinta. Bons restaurantes, gente bem vestida, lojas gigantes de marcas caras. Mas da mesma forma que os arranha-céus aqui são feitos com ajuda dos andaimes de bambu - também as pessoas têm o seu lado mais terra-a-terra, as suas tradições, antiguidade e superstições.
Acima de tudo: superstições.
Estas senhoras sentadas em bancos de plástico, por exemplo. Debaixo de um viaduto onde passam autocarros de dois andares movidos a electricidade, com avisos electrónicos em duas línguas, pagamento automático, etc... a meio de uma avenida com o metro quadrado mais caro do mundo... e aqui estão elas, disponíveis para dizer a quem passa o que lhes reserva o futuro. E não são poucos, os que aqui vêm consultar os seus serviços.
Hong Kong não é excepção. Desenganem-se aqueles que ainda estão de boca aberta com a arquitectura e os gadgets, o botox e os carrões, as modas e as marcas. Sim: esta cidade tem pinta. Bons restaurantes, gente bem vestida, lojas gigantes de marcas caras. Mas da mesma forma que os arranha-céus aqui são feitos com ajuda dos andaimes de bambu - também as pessoas têm o seu lado mais terra-a-terra, as suas tradições, antiguidade e superstições.
Acima de tudo: superstições.
POR FALAR NISSO
Já que abordo a portugalidade no post anterior, deixem-me partilhar aqui um momento muito engraçado que viv em Hong Kong, esta semana: estava às compras com os meus amigos portugueses no supermercado, quando um deles me chamou a atenção para a selecção de vinhos portugueses mas prateleiras.
Contei que em Macau tinha visto ainda mais marcas, ao que a Carolina me explicou que, como tem de ir ao território várias vezes por mês, aproveita sempre para trazer vários produtos portugueses que por lá se encontram. E não é só vinhos.
Mais tarde viria a confirmar isso mesmo, em casa. Quae nem se dá pelo facto de estarmos no outro lado do mundo. Tanta marca portuguesa!
É engraçada esta afinidade que de repente se encontra com as marcas, quando se vive "fora". Nem sempre porque são de qualidade excepcional, mas só pelo facto de nos serem tão familiares.
De volta ao supermercado: naquele momento tirei duas fotos, e depois fiz mais uma quando cheguei a casa. Podia ter feito mais, mas sinceramente não me lembrei.
Contei que em Macau tinha visto ainda mais marcas, ao que a Carolina me explicou que, como tem de ir ao território várias vezes por mês, aproveita sempre para trazer vários produtos portugueses que por lá se encontram. E não é só vinhos.
Mais tarde viria a confirmar isso mesmo, em casa. Quae nem se dá pelo facto de estarmos no outro lado do mundo. Tanta marca portuguesa!
É engraçada esta afinidade que de repente se encontra com as marcas, quando se vive "fora". Nem sempre porque são de qualidade excepcional, mas só pelo facto de nos serem tão familiares.
De volta ao supermercado: naquele momento tirei duas fotos, e depois fiz mais uma quando cheguei a casa. Podia ter feito mais, mas sinceramente não me lembrei.
08/07/2014
GELADO PARA CÃES?!
Uma pessoa acha que já viu tudo, ou quase tudo... e de repente vê isto:
Uma gelataria que tem sabores para cães. Há com cada um...
Uma gelataria que tem sabores para cães. Há com cada um...
SABIA QUE... #25
...em Hong Kong, na construção de grande parte dos prédios e arranha-céus, são utilizados andaimes de bambu.
Conhecidos por taap pang, os andaimes de bambu são utilizados há mais de mil anos na China, e continuam com muita "saída" por serem mais baratos que o alumínio e o metal, mais rápidos de montar e desmontar, mais flexíveis e - diz quem sabe - mais seguros. Além disso, não danificam as estruturas e, em caso de acidente, causam menos danos.
Numa cidade vertical como Hong Kong, eles lá sabem o que fazem. As estatísticas dizem que mais de cinco milhões de estacas de bambu são utilizadas anualmente na cidade, cada uma com seis a sete metros de comprimento. Há quase mil e oitocentos trabalhadores registados nesta profissão, e cerca de duzentas empresas de montagem de andaimes. Quanto a acidentes, dos vinte e quatro registados em 2012 na indústria da construção em Hong Kong, apenas três dizem respeito a quedas de pessoas em andaimes de bambu.
E esta, hem?
Eu só dei por esta curiosidade no final dos meus dias em HK, pelo que não consegui registar mais do que este prédio, mas andei a pesquisar na net acerca do tema e, além dos números interessantíssimos que já apresentei ;) descobri um artigo do Daily Mail ilustrado com fotografias muito boas, feitas pelo fotógrafo americano Peter Steinhauer, que vive desde os anos 90 na Ásia e documentou estas estruturas durante quatro anos.
Espreitem o link, o artigo em si não é nada de especial, mas as fotos são boas.
Conhecidos por taap pang, os andaimes de bambu são utilizados há mais de mil anos na China, e continuam com muita "saída" por serem mais baratos que o alumínio e o metal, mais rápidos de montar e desmontar, mais flexíveis e - diz quem sabe - mais seguros. Além disso, não danificam as estruturas e, em caso de acidente, causam menos danos.
Numa cidade vertical como Hong Kong, eles lá sabem o que fazem. As estatísticas dizem que mais de cinco milhões de estacas de bambu são utilizadas anualmente na cidade, cada uma com seis a sete metros de comprimento. Há quase mil e oitocentos trabalhadores registados nesta profissão, e cerca de duzentas empresas de montagem de andaimes. Quanto a acidentes, dos vinte e quatro registados em 2012 na indústria da construção em Hong Kong, apenas três dizem respeito a quedas de pessoas em andaimes de bambu.
E esta, hem?
Eu só dei por esta curiosidade no final dos meus dias em HK, pelo que não consegui registar mais do que este prédio, mas andei a pesquisar na net acerca do tema e, além dos números interessantíssimos que já apresentei ;) descobri um artigo do Daily Mail ilustrado com fotografias muito boas, feitas pelo fotógrafo americano Peter Steinhauer, que vive desde os anos 90 na Ásia e documentou estas estruturas durante quatro anos.
Espreitem o link, o artigo em si não é nada de especial, mas as fotos são boas.
O TRAM DO PEAK
Uma das primeiras voltas que dei em Hong Kong - e provavelmente aquela que mais me impressionou - foi ao Peak. Tal como o nome indica, é o cume de uma montanha mesmo "por trás" da cidade. Ou seja: com uma vista previlegiada sobre... enfim, quase tudo.
Faz-se assim:
Cá em baixo há o chamado "Peak Tram", uma espécie de funicular que leva os turistas e os curiosos lá para cima. Paga-se um bilhete, claro está - e aqui aconselho, a quem lá for, que compre a versão que inclui o deck de observação - e lá vamos pelos carris a subir... a subir... e a máquina cada vez a inclinar mais... a sério, acho que nunca tinha estado num funicular tão... hmmm... vertical.
Ora vejam algumas fotos:
Esta aqui em cima pode não dar para entender... mas acreditem que estávamos muuuuito inclinados mesmo, a mais de 45º.
Então vejam lá se conseguem ver as linhas (verticais) dos prédios, na foto de baixo? Pois.
Na próxima foto o funicular já estava menos inclinado, quase-quase a chegar ao topo.
E depois, no fim, subi não-sei-quantos lanços de escadas rolantes, lojas e lojas e lojas de souvenirs... e tive de "gramar" com esta vista:
Podia ser pior ;)
Faz-se assim:
Cá em baixo há o chamado "Peak Tram", uma espécie de funicular que leva os turistas e os curiosos lá para cima. Paga-se um bilhete, claro está - e aqui aconselho, a quem lá for, que compre a versão que inclui o deck de observação - e lá vamos pelos carris a subir... a subir... e a máquina cada vez a inclinar mais... a sério, acho que nunca tinha estado num funicular tão... hmmm... vertical.
Ora vejam algumas fotos:
Esta aqui em cima pode não dar para entender... mas acreditem que estávamos muuuuito inclinados mesmo, a mais de 45º.
Então vejam lá se conseguem ver as linhas (verticais) dos prédios, na foto de baixo? Pois.
Na próxima foto o funicular já estava menos inclinado, quase-quase a chegar ao topo.
E depois, no fim, subi não-sei-quantos lanços de escadas rolantes, lojas e lojas e lojas de souvenirs... e tive de "gramar" com esta vista:
Podia ser pior ;)
BOM DIAAAA
O click de hoje pede-me para abrandar, mas eu não vou ligar nenhuma e vou continuar à velocidade que me apetecer. Hoje temos mais curiosidades e insólitos da minha passagem por Hong Kong.
Vou só ali subir a uma montanha e já conversamos!
Vou só ali subir a uma montanha e já conversamos!
07/07/2014
QUANTOS XIS?
Uma vez ofereceram-me uma t-shirt XXXXL - com quatro xis. Na altura achei inédito - e fiquei a questionar-me como é que aquela senhora vietnamita me vê. Que exagero.
Mas seis xis?
Impressionante!
Mas seis xis?
Impressionante!
NADA DO QUE ESTAVA À ESPERA
Nestes dias passados em Hong Kong fiquei em casa de uns amigos portugueses que aqui vivem há alguns anos. Fiquei em Stanley - a pouco mais de meia hora de autocarro da cidade.
Eu não fazia ideia que Hong Kong fosse tão grande. Não a cidade - mas o território.
Eu pensava em Hong Kong e imaginava aquele horizonte vertical, aço e vidro e neons às cores, arquitecturas e engenharias, água à frente e nuvens em cima. Imaginava o postal ilustrado, a capa dos guias de viagem, a fotografia da reportagem.
Sabia lá que além da cidade principal há não sei quantas outras localidades, algumas muito mais pequenas, quase aldeias. Eu sabia lá que havia florestas e montanhas... e praias!
Pois é.
E eu fiquei perto de várias (praias).
Ou seja: no meu primeiro dia em Hong Kong, ainda a recuperar dos ritmos do Transiberiano e das caminhadas de Macau... quando o JP e a Carolina me desafiaram para ir dar um mergulho... nem hesitei.
Assim foi no primeiro dia, e assim foi ao longo da semana.
Que maravilha. Quem diria: areia e mar, uma cerveja na esplanada... disto é que eu não estava nada à espera. E ainda bem. São estas surpresas que enriquecem as experiências.
Eu não fazia ideia que Hong Kong fosse tão grande. Não a cidade - mas o território.
Eu pensava em Hong Kong e imaginava aquele horizonte vertical, aço e vidro e neons às cores, arquitecturas e engenharias, água à frente e nuvens em cima. Imaginava o postal ilustrado, a capa dos guias de viagem, a fotografia da reportagem.
Sabia lá que além da cidade principal há não sei quantas outras localidades, algumas muito mais pequenas, quase aldeias. Eu sabia lá que havia florestas e montanhas... e praias!
Pois é.
E eu fiquei perto de várias (praias).
Ou seja: no meu primeiro dia em Hong Kong, ainda a recuperar dos ritmos do Transiberiano e das caminhadas de Macau... quando o JP e a Carolina me desafiaram para ir dar um mergulho... nem hesitei.
Assim foi no primeiro dia, e assim foi ao longo da semana.
Que maravilha. Quem diria: areia e mar, uma cerveja na esplanada... disto é que eu não estava nada à espera. E ainda bem. São estas surpresas que enriquecem as experiências.
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