...o pad thai apareceu pela primeira vez no "panorama culinário" tailandês graças a comerciantes vietnamitas, que há centenas de anos estabeleram relações com o reino de Ayutthaya.
No entanto, só nos anos trinta do séc. XX ganhou estatuto de prato nacional.
O responsável foi o primeiro-ministro Plaek Phibunsongkhram, o grande impulsionador de uma espécie de campanha patriótica que tinha como objectivo unificar e fortalecer a nação.
O reino do Sião, que no Sudeste Asiático conseguiu ser o único a nunca ser colonizado, estava nessa altura "cercado" por colónias francesas e inglesas. Além disso era etnicamente muito diverso, ou seja, com uma identidade cultural muito frágil. Oito anos depois de um golpe de estado que acabou com os poderes absolutos da monarquia, Phibun (diminutivo com que ficou conhecido) foi nomeado primeiro-ministro e considerou urgente encontrar factores que unissem o povo e o país, de forma a resistir a possíveis avanços dos vizinhos.
"Temos de ser tão cultos quanto as outras nações, senão ninguém quer ter contacto connosco. Ou, se vierem, acham-se superiores a nós, e assim estaremos indefesos e depressa seremos colonizados. Se formos cultos, poderemos manter a nossa integridade e independência."
Quanto mais fortes culturalmente, mais unidos em volta de uma ideia de Pátria, portanto.
O colonialismo era, aliás, justificado muitas vezes com uma "necessidade" quase missionária de civilizar culturas consideradas "retrógadas". Daí os argumentos de Phibun, que fora educado na Europa e considerava o antigo Sião um reino provinciano e antiquado. Aprovou então uma "carta" de 12 Mandatos Culturais que tinham como objectivo promover o povo siamês como produtivo, bem-educado e orgulhoso da sua nação moderna e civilizada.
Um dos doze mandatos alterou o nome do país... de Sião para Tailândia.
Outro desencorajava as pessoas a usar os trajes tradicionais dos seus grupos étnicos, a favor das roupas europeias. O chapéu, por exemplo, era quase obrigatório.
Também se trocou os pauzinhos chineses pelos talheres "à europeu".
E foi criado um prato nacional: o pad thai. Fala-se inclusivé de um concurso de receitas entre o povo, ou seja, o primeiro Masterchef da História... mas a opinião geral é que se adaptou a tal receita trazida pelos vietnamitas uns séculos antes.
Até então, a dieta tailandesa passava muito por um prato de arroz com pasta de chili, verduras e sal - que era vendida pelos chineses na rua. Ao promover o pad thai a "prato nacional", melhoravam-se os hábitos alimentares do povo; e ao instituir o wok e determinadas práticas como "correctas", melhoravam-se as condições de higiene e segurança alimentar. A receita "oficial" foi distribuida em panfletos, de Norte a Sul; foi criada uma campanha tipo "Made in Thailand" em que se promovia o consumo de produtos nacionais, com o slogan "o teu almoço é noodles"; os chineses foram proibidos de vender comida na rua; milhares de bancas adaptadas à preparação de pad thai foram distribuidas a vendedores tailandeses - e em poucos anos o pad thai passou a estar omnipresente na paisagem urbana do país.
E tornou-se um símbolo nacional.
O pad thai foi considerado, por uma sondagem realizada pela CNN em 2011, o 5º prato mais delicioso do mundo.
(imagem roubada ao site www.makemytrip.com)
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18/02/2016
04/08/2015
SABIA QUE... #37
...o português Domingo Paes foi um dos primeiros "turistas" em Hampi.
Na sua visita em 1520 relatou uma cidade "que não é possível ver toda de um só lugar. Subi a um monte e consegui avistar grande parte... pareceu-me do mesmo tamanho que Roma, e muito bonita."
Que eu saiba não havia facebook nem instagram no século XVI, mas as descrições deste português correspondem, sem dúvida, ao mesmo género de "been there, done that". E ainda bem, porque são uma das referências mais relevantes no estudo de como seria a cidade de Vijayanagar.
"Há muitas árvores e jardins na cidade, condutas de água e até alguns lagos. Junto ao palácio do rei, há palmeiras e muitas árvores de fruto."
O rei Krishnadevaraya, grande impulsionador das artes, religião e arquitectura, foi responsável por muitas das principais obras e monumentos que ainda resistem nos dias de hoje. Sob o seu comando, o império de Vijayanagara viver uma fase de grande prosperidade. Tinha boas relações comerciais com os portugueses, por exemplo - mas não só. A aliança chegou mesmo a ter contornos mais "físicos", quando apoiou militarmente a conquista de Goa, em 1510.
Na sua visita em 1520 relatou uma cidade "que não é possível ver toda de um só lugar. Subi a um monte e consegui avistar grande parte... pareceu-me do mesmo tamanho que Roma, e muito bonita."
Que eu saiba não havia facebook nem instagram no século XVI, mas as descrições deste português correspondem, sem dúvida, ao mesmo género de "been there, done that". E ainda bem, porque são uma das referências mais relevantes no estudo de como seria a cidade de Vijayanagar.
"Há muitas árvores e jardins na cidade, condutas de água e até alguns lagos. Junto ao palácio do rei, há palmeiras e muitas árvores de fruto."
O rei Krishnadevaraya, grande impulsionador das artes, religião e arquitectura, foi responsável por muitas das principais obras e monumentos que ainda resistem nos dias de hoje. Sob o seu comando, o império de Vijayanagara viver uma fase de grande prosperidade. Tinha boas relações comerciais com os portugueses, por exemplo - mas não só. A aliança chegou mesmo a ter contornos mais "físicos", quando apoiou militarmente a conquista de Goa, em 1510.
03/08/2015
10 CURIOSIDADES SOBRE O TAJ MAHAL
Descrito pelo poeta indiano e Prémio Nobel da Literatura Rabindranath Tagore como uma "lágrima solitária suspensa no rosto da Eternidade", o Taj Mahal é rico em pormenores e curiosidades, lendas e mistérios.
1.
Mumtaz Mahal - a terceira mulher do imperador mughal Shah Jahan, que está sepultada no Taj Mahal - morreu aos quarenta anos, ao dar à luz o seu décimo quarto filho. Esteve em trabalho de parto durante trinta horas e diz-se que o imperador ficou de tal forma deprimido com o sucedido que, em poucos meses, o seu cabelo e barba ficaram completamente brancos.
2.
O nome original da rainha era Arjumand Bano Begum, mas após casar-se com o Shah foi rebaptizada de Mumtaz Mahal - que significa "a jóia do palácio".
3.
E por falar em jóias: para a decoração do mausoléu, foram utilizadas vinte e oito variedades de pedras preciosas e semi-preciosas. Muitas foram arrancadas pelos Ingleses, após a revolta indiana de 1857. Foram também usados diferentes tipos de mármore vindos do Rajastão, Punjab, China, Tibete, Afeganistão, Sri Lanka e Arábia.
4.
Além dos vinte mil artesãos já mencionados no post anterior, trabalharam nesta obra mais de mil elefantes, que foram utilizados para transportar os materiais de construção.
5.
Nas laterais do mausoléu estão inscritos os noventa e nove nomes de Alá - e há também passagens do Corão ao longo de todo o complexo do Taj Mahal, usadas como elemento decorativo.
6.
Os quatro minaretes foram construídos a uma distância da estrutura principal maior do que é habitual - e ligeiramente inclinados para fora -, de forma a prevenir desastres. Assim, em caso de tremor de terra ou outra catástrofe, os minaretes não danificam a cúpula central.
7.
O Taj Mahal adquire tonalidades diferentes ao longo do dia e da noite (rosado, branco-pérola, dourado, etc), conforme a posição do sol e da lua. Conta quem sabe destas coisas que esta particularidade simboliza os diferentes humores das mulheres - e em particular da rainha a quem foi dedicado o monumento.
8.
Diz a lenda que Shah Jahan mandou cortar as mãos de todos aqueles que trabalharam na construção do Taj Mahal. Desta forma, ninguém conseguiria voltar a construir uma obra tão perfeita. Esta lenda nunca foi confirmada.
9.
Diz-se também que o imperador planeou contruir outro Taj Mahal em mármore preto, do outro lado do rio Yamuna, mas esse projecto nunca foi acabado. O facto é que Shah Jahan foi preso, a mando do próprio filho Aurangzeb, logo após a conclusão do Taj Mahal - e passou os últimos oito anos da sua vida no forte de Agra.
10.
O arquitecto Ustad Ahmad Lahauri não era indiano, mas persa.
1.
Mumtaz Mahal - a terceira mulher do imperador mughal Shah Jahan, que está sepultada no Taj Mahal - morreu aos quarenta anos, ao dar à luz o seu décimo quarto filho. Esteve em trabalho de parto durante trinta horas e diz-se que o imperador ficou de tal forma deprimido com o sucedido que, em poucos meses, o seu cabelo e barba ficaram completamente brancos.
2.
O nome original da rainha era Arjumand Bano Begum, mas após casar-se com o Shah foi rebaptizada de Mumtaz Mahal - que significa "a jóia do palácio".
3.
E por falar em jóias: para a decoração do mausoléu, foram utilizadas vinte e oito variedades de pedras preciosas e semi-preciosas. Muitas foram arrancadas pelos Ingleses, após a revolta indiana de 1857. Foram também usados diferentes tipos de mármore vindos do Rajastão, Punjab, China, Tibete, Afeganistão, Sri Lanka e Arábia.
4.
Além dos vinte mil artesãos já mencionados no post anterior, trabalharam nesta obra mais de mil elefantes, que foram utilizados para transportar os materiais de construção.
5.
Nas laterais do mausoléu estão inscritos os noventa e nove nomes de Alá - e há também passagens do Corão ao longo de todo o complexo do Taj Mahal, usadas como elemento decorativo.
6.
Os quatro minaretes foram construídos a uma distância da estrutura principal maior do que é habitual - e ligeiramente inclinados para fora -, de forma a prevenir desastres. Assim, em caso de tremor de terra ou outra catástrofe, os minaretes não danificam a cúpula central.
7.
O Taj Mahal adquire tonalidades diferentes ao longo do dia e da noite (rosado, branco-pérola, dourado, etc), conforme a posição do sol e da lua. Conta quem sabe destas coisas que esta particularidade simboliza os diferentes humores das mulheres - e em particular da rainha a quem foi dedicado o monumento.
8.
Diz a lenda que Shah Jahan mandou cortar as mãos de todos aqueles que trabalharam na construção do Taj Mahal. Desta forma, ninguém conseguiria voltar a construir uma obra tão perfeita. Esta lenda nunca foi confirmada.
9.
Diz-se também que o imperador planeou contruir outro Taj Mahal em mármore preto, do outro lado do rio Yamuna, mas esse projecto nunca foi acabado. O facto é que Shah Jahan foi preso, a mando do próprio filho Aurangzeb, logo após a conclusão do Taj Mahal - e passou os últimos oito anos da sua vida no forte de Agra.
10.
O arquitecto Ustad Ahmad Lahauri não era indiano, mas persa.
21/07/2015
SABIA QUE... #36
...a Livraria Lello inspirou o universo da saga Harry Potter.
Como é sabido, a escritora J.K. Rowling viveu no Porto no início dos anos noventa, onde dava aulas de inglês - e foi nesta cidade que começou a dar asas ao projecto que a tornaria mundialmente famosa.
As capas dos estudantes universitários, por exemplo, inspiraram-na para criar as fardas do colégio de Hogwarts. E a livraria Lello & Irmãos, aclamada por muitos como a mais bonita do mundo - e onde se diz que tinha o hábito de beber café, no segundo andar - terá servido de referência para uma boa parte do universo dos livros.
Este emblemático edifício neogótico foi inaugurado em 1906, mas a história da livraria Lello e Irmão remonta ao ano de 1869, quando foi fundada a "Livraria Internacional de Ernesto Chardron", na Rua dos Clérigos. Se quiserem podem saber mais detalhes aqui. É a segunda livraria mais antiga do país, e sem dúvida a mais famosa.
Hoje a Lello é presença obrigatória em centenas de guias, listas e tops. É uma referência incontornável no turismo da cidade do Porto - ao ponto de haver fila para entrar, de manhã à tarde, todos os dias. Até há muito pouco tempo era proibido tirar fotografias - uma forma de tentar controlar o fluxo de turistas, que continua a aumentar de dia para dia. Muito em breve vai ser preciso pagar entrada (três euros, descontados na compra de um livro). Enfim: infelizmente, é o preço da fama.
Como é sabido, a escritora J.K. Rowling viveu no Porto no início dos anos noventa, onde dava aulas de inglês - e foi nesta cidade que começou a dar asas ao projecto que a tornaria mundialmente famosa.
As capas dos estudantes universitários, por exemplo, inspiraram-na para criar as fardas do colégio de Hogwarts. E a livraria Lello & Irmãos, aclamada por muitos como a mais bonita do mundo - e onde se diz que tinha o hábito de beber café, no segundo andar - terá servido de referência para uma boa parte do universo dos livros.
Este emblemático edifício neogótico foi inaugurado em 1906, mas a história da livraria Lello e Irmão remonta ao ano de 1869, quando foi fundada a "Livraria Internacional de Ernesto Chardron", na Rua dos Clérigos. Se quiserem podem saber mais detalhes aqui. É a segunda livraria mais antiga do país, e sem dúvida a mais famosa.
25/05/2015
SABIA QUE... #35
...na vila de Tirumala cortam-se cerca de quinhentas toneladas de
cabelo humano por ano, que são vendidas a marcas de extensões de cabelos do
Mundo inteiro.
Tirumala - uma vila situada nas
colinas de Seshachalam, no estado do Andhra Pradesh - é um dos lugares de
peregrinação mais impressionantes da Índia. Todos os anos, milhões de
peregrinos provam a sua devoção a Sri Venkateswara (uma reincarnação de
Vishnu), rapando o cabelo como prova de renúncia ao Ego. Aqui trabalham cerca
de seiscentos barbeiros, que rapam o cabelo a vinte mil pessoas por dia.
O ritual acontece no Kalyana Katta
(onde eu e o Luís rapámos barba e cabelo), um edifício especialmente construído
para o efeito, bem perto do templo principal de Tirumala. E há mais dezasseis
"barbearias" espalhadas pela vila. Todos os dias, a toda a hora,
milhares de peregrinos sentam-se de pernas cruzadas no chão e baixam a cabeça,
enquanto o barbeiro rapa os seus cabelos a uma rapidez incrível - e a custo
zero.
O cabelo indiano é considerado, por
quem sabe do assunto, um dos mais valiosos do mundo - porque tem uma textura
boa e não sofre muito com produtos artificiais. Isto faz com que Tirumala seja
o centro de um universo muito lucrativo: o mercado das extensões. Só no ano
passado, a fundação que gere o templo teve um lucro de mais de 3 milhões de
euros.
Quando confrontados com o dinheiro
que o templo faz com a venda do cabelo, a maior parte dos peregrinos
desvaloriza a eventual polémica, pois sabem que este reverte a favor daqueles
que visitam Tirumala: a administração do templo providencia não só os cortes
gratuitos, mas também alojamento para os peregrinos; financia a construção de
escolas e hospitais; distribui cerca de trinta mil refeições gratuitas por dia.
Até casamentos se podem fazer em Tirumala - tudo a custo zero.
28/02/2015
SABIA QUE... #34
... acredita-se que o primeiro Shinbyu da história aconteceu há mais de dois mil e quinhentos anos, e que o primeiro rapaz a ser ordenado foi Rahula, o filho do próprio Buda.
Contam os velhos que, seguindo a dica da mãe, Rahula aproximou-se um dia de Siddharta e perguntou-lhe acerca da herança.
"Muito bem", respondeu-lhe o Buda, "aqui tens a minha herança."
E imediatamente pediu a um dos seus discípulos que rapasse o cabelo ao filho, e que trocasse a sua roupa de príncipe pelo robe de um velho asceta. Rahula seguiu então o pai para a floresta - e partir de então, tornou-se tradição as famílias "entregarem" os filhos ao mosteiro, nem que seja por uns dias, para assim evitarem re-incarnações menos desejadas.
Contam os velhos que, seguindo a dica da mãe, Rahula aproximou-se um dia de Siddharta e perguntou-lhe acerca da herança.
"Muito bem", respondeu-lhe o Buda, "aqui tens a minha herança."
E imediatamente pediu a um dos seus discípulos que rapasse o cabelo ao filho, e que trocasse a sua roupa de príncipe pelo robe de um velho asceta. Rahula seguiu então o pai para a floresta - e partir de então, tornou-se tradição as famílias "entregarem" os filhos ao mosteiro, nem que seja por uns dias, para assim evitarem re-incarnações menos desejadas.
21/01/2015
SABIA QUE... #33
...Charlie Chaplin viajou pela Indochina há quase oitenta anos?
Hoje fiquei a saber que Charlie Chaplin passou por Hué, na viagem de cinco meses que fez pelo Extremo Oriente em 1936. Eu nem fazia ideia que o famoso actor alguma vez tivesse estado por estas bandas. Mas fiquei curioso e fui tentar saber mais.
Ao que parece, em Março de 1936 Chaplin viajou até ao Havai, de onde seguiu para Xangai e Singapura. Ter-se-á casado aqui - em segredo - com Paulette Goddard e depois prosseguiram os dois viagem, com a mãe da actriz e um mordomo, para as ilhas de Bali e Java. Voltaram para Singapura e continuaram até Saigão e Phnom Penh, onde foram recebidos pelo rei Sisowath Monivong.
Visitaram Angkor e Siem Reap - Chaplin chegou inclusivamente a anunciar que ia fazer "campanha" nos Estados Unidos para que as pessoas ficassem a saber dos maravilhosos templos que tinha conhecido -; e pouco depois regressaram para Saigão, de onde arrancaram para a fase final desta viagem, "subindo" o Vietname por Dalat, Hué e Hanói.
E esta, hem?!
Hoje fiquei a saber que Charlie Chaplin passou por Hué, na viagem de cinco meses que fez pelo Extremo Oriente em 1936. Eu nem fazia ideia que o famoso actor alguma vez tivesse estado por estas bandas. Mas fiquei curioso e fui tentar saber mais.
Ao que parece, em Março de 1936 Chaplin viajou até ao Havai, de onde seguiu para Xangai e Singapura. Ter-se-á casado aqui - em segredo - com Paulette Goddard e depois prosseguiram os dois viagem, com a mãe da actriz e um mordomo, para as ilhas de Bali e Java. Voltaram para Singapura e continuaram até Saigão e Phnom Penh, onde foram recebidos pelo rei Sisowath Monivong.
Visitaram Angkor e Siem Reap - Chaplin chegou inclusivamente a anunciar que ia fazer "campanha" nos Estados Unidos para que as pessoas ficassem a saber dos maravilhosos templos que tinha conhecido -; e pouco depois regressaram para Saigão, de onde arrancaram para a fase final desta viagem, "subindo" o Vietname por Dalat, Hué e Hanói.
E esta, hem?!
06/01/2015
SABIA QUE... #32
...a população de Bali é maioritariamente hinduista, quando no resto da Indonésia a religião mais comum é o Islão.
É por esta razão que uma das especialidades da ilha é o Babi Guling, um leitão grelhado que, por razões óbvias, está fora do alcance de grande parte da população do país.
Mas as curiosidades desta ilha indonésia não se ficam por aqui.
Por exemplo:
A maioria da população balinesa tem um destes quatro apelidos: Waya, Made, Nyoman ou Ketut - que, traduzidos à letra, significam Primeiro Filho, Segundo Filho, Terceiro Filho e Quarto Filho -, independentemente do facto de ser rapaz ou rapariga.
E por falar em filhos: imagine só que os bebés em Bali não podem tocar no chão antes dos três meses de idade!
Mais:
O calendário de Bali tem apenas 210 dias, e a sua origem vem, como seria de esperar, da religião hindu.
Uma vez por ano celebra-se o Nyepi, o dia do silêncio, em que é proibido trabalhar, sair de casa, viajar ou fazer qualquer tipo de barulho. Toda a ilha fecha, literalmente. As pessoas fecham-se em casa e nada acontece neste dia.
O vulcão Agung, com 3142m, é considerado o lugar mais sagrado de Bali, além de ser o ponto mais alto da ilha. Dizem os balineses que o vulcão é uma réplica do Monte Meru, a morada dos deuses hindus - e centro do Universo. Todos os templos da ilha estão virados para aqui, e a maioria dos balineses tem por hábito dormir com a cabeça virada na sua direcção.
É por esta razão que uma das especialidades da ilha é o Babi Guling, um leitão grelhado que, por razões óbvias, está fora do alcance de grande parte da população do país.
Mas as curiosidades desta ilha indonésia não se ficam por aqui.
Por exemplo:
A maioria da população balinesa tem um destes quatro apelidos: Waya, Made, Nyoman ou Ketut - que, traduzidos à letra, significam Primeiro Filho, Segundo Filho, Terceiro Filho e Quarto Filho -, independentemente do facto de ser rapaz ou rapariga.
E por falar em filhos: imagine só que os bebés em Bali não podem tocar no chão antes dos três meses de idade!
Mais:
O calendário de Bali tem apenas 210 dias, e a sua origem vem, como seria de esperar, da religião hindu.
Uma vez por ano celebra-se o Nyepi, o dia do silêncio, em que é proibido trabalhar, sair de casa, viajar ou fazer qualquer tipo de barulho. Toda a ilha fecha, literalmente. As pessoas fecham-se em casa e nada acontece neste dia.
O vulcão Agung, com 3142m, é considerado o lugar mais sagrado de Bali, além de ser o ponto mais alto da ilha. Dizem os balineses que o vulcão é uma réplica do Monte Meru, a morada dos deuses hindus - e centro do Universo. Todos os templos da ilha estão virados para aqui, e a maioria dos balineses tem por hábito dormir com a cabeça virada na sua direcção.
05/11/2014
SABIA QUE... #31
... há em Mandalay uma estátua de Buda que tem tanto ouro aplicado, mas tanto!, que o corpo está completamente "deformado".
Chama-se Mahamuni e é um dos três principais lugares de peregrinação do Myanmar, a par do Shwedagon Pagoda (em Yangon) e da Rocha Dourada.
Contam os antigos que só há cinco retratos fiéis à imagem real do Buda. Dois estão na Índia, dois no Paraíso - e o quinto está no Myanmar. É a estátua de Mahamuni, em Mandalay.
Segundo a lenda, o Gautama Buda visitou a cidade Arakan no ano 554AC, e enquanto meditava debaixo de uma árvore (esteve uma semana nisto), o rei Sanda Thuriya pediu que se fizesse uma estátua que pudesse mais tarde ser adorada. Depois de terminada a obra, o Buda ficou impressionado com a parecença e respirou o seu "espírito" sobre ela, "santificando-a".
Com quase quatro metros de altura, a estátua é venerada há séculos. E como se pratica na Birmânia a tradição de aplicar ouro no corpo do Buda, hoje em dia são mais de seis toneladas de ouro (!) a cobrir o Mahamuni - ou seja, a estátua está deformada ao ponto de quase não se distinguirem os dedos das mãos, por exemplo.
Só o rosto do Mahamuni continua sereno e limpo, no meio de tanto ouro e jóias. Todos os dias, às quatro da manhã, um monge lava-o com lenços oferecidos pelos fiéis. Vale a pena ver.
Chama-se Mahamuni e é um dos três principais lugares de peregrinação do Myanmar, a par do Shwedagon Pagoda (em Yangon) e da Rocha Dourada.
Contam os antigos que só há cinco retratos fiéis à imagem real do Buda. Dois estão na Índia, dois no Paraíso - e o quinto está no Myanmar. É a estátua de Mahamuni, em Mandalay.
Segundo a lenda, o Gautama Buda visitou a cidade Arakan no ano 554AC, e enquanto meditava debaixo de uma árvore (esteve uma semana nisto), o rei Sanda Thuriya pediu que se fizesse uma estátua que pudesse mais tarde ser adorada. Depois de terminada a obra, o Buda ficou impressionado com a parecença e respirou o seu "espírito" sobre ela, "santificando-a".
Com quase quatro metros de altura, a estátua é venerada há séculos. E como se pratica na Birmânia a tradição de aplicar ouro no corpo do Buda, hoje em dia são mais de seis toneladas de ouro (!) a cobrir o Mahamuni - ou seja, a estátua está deformada ao ponto de quase não se distinguirem os dedos das mãos, por exemplo.
Só o rosto do Mahamuni continua sereno e limpo, no meio de tanto ouro e jóias. Todos os dias, às quatro da manhã, um monge lava-o com lenços oferecidos pelos fiéis. Vale a pena ver.
12/10/2014
SABIA QUE... #30
...os birmaneses acreditam que uma mulher nunca deve despir o longyi pela cabeça, pois o seu anjo da guarda não vai gostar.
Como qualquer povo asiático "que se preze", o Birmanês é bastante supersticioso. Fórmulas de sorte e azar, coisas proibidas e outras obrigatórias, combinações mortíferas e milagrosas, espíritos à mistura e muitos retoques, adaptações e inovações - tudo é possível neste país entalado entre a Índia, China, Tailândia, Laos e Bangladesh.
Consultei algumas publicações, falei com pessoas na rua e pesquisei na internet - e das inúmeras superstições que registei, seleccionei dez. A primeira já a partilhei, venham de lá as outras.
Arruma a vassoura de cabeça para baixo, à noite,
para que os ladrões não te venham roubar.
Para que um pesadelo não se concretize,
conta-o a alguém... enquanto comes.
Se morderes a língua, se ficares de repente com sono
ou se deres um pontapé a alguma coisa enquanto andas,
é porque alguém está a falar (mal) de ti.
Ao descalçar-te, nunca deixes um sapato virado ao contrário,
ou os teus pais divorciam-se.
Não assobies à noite,
pois é um convite para os fantasmas.
Cortar as unhas a noite dá azar.
E lavar roupa também.
Se tens comichão na palma da mão,
é porque vais receber dinheiro brevemente.
Se tens comichão na palma do pé,
é porque vai ter de viajar inesperadamente.
Se um primeiro filho nascer a um sábado,
o pai deve passar por cima do bebé três vezes com uma faca no ombro,
para evitar a má influência que se acredita que trazem os primogénitos nascidos a um sábado.
E por falar em pessoas nascidas a um sábado:
nunca três pessoas nascidas a um sábado devem viver sob o mesmo tecto.
A lista é longa e podíamos ficar aqui horas a explorar isto. Mas por enquanto estas bastam. E muito provavelmente voltamos a "pegar" neste assunto outra vez, um dia destes.
02/09/2014
SABIA QUE... #29
...em Aya Sophia, o museu-que-já-foi-mesquita-que-já-foi-igreja (e que hoje é um dos ex-libris de Istambul), há um grafitti feito por vikings, no século IX.
Pouca gente repara nesta pequena curiosidade, tão abismados estão com a dimensão e espectacularidade deste monumento com mais de mil e quinhentos anos. Mas a verdade é que está lá: e este grafitti é um dos meus "segredos" preferidos de Aya Sophia.
Imaginem... há mais de mil anos terá chegado um barco de vikings a Constantinopla, loiros de capecete com cornos e tudo - e um deles foi visitar aquela que era então a maior igreja do mundo... e, vândalo como era suposto ser, assinou o nome no mármore.
E agora é uma relíquia, este pequeno acto de vandalismo. Ora espreitem:
Pouca gente repara nesta pequena curiosidade, tão abismados estão com a dimensão e espectacularidade deste monumento com mais de mil e quinhentos anos. Mas a verdade é que está lá: e este grafitti é um dos meus "segredos" preferidos de Aya Sophia.
Imaginem... há mais de mil anos terá chegado um barco de vikings a Constantinopla, loiros de capecete com cornos e tudo - e um deles foi visitar aquela que era então a maior igreja do mundo... e, vândalo como era suposto ser, assinou o nome no mármore.
E agora é uma relíquia, este pequeno acto de vandalismo. Ora espreitem:
30/08/2014
SABIA QUE... #28
O deus-com-cabeça-de-elefante Ganesha, que ontem celebrou o seu aniversário, só tem um dente inteiro.
Quem não sabe normalmente nem repara nesse pormenor - mas se olharem com atenção para uma estátua, pintura ou qualquer outra representação de Ganesha, hão-de reparar que um dos dentes está partido.
Conta a lenda que o sábio Vyasa pediu a Ganesha para fazer de escriba e transcrever um poema que ele tinha para lhe ditar (e que supostamente lhe teria sido ensinado pelos Deuses). Ganesha aceitou, mas foram combinadas duas condições:
1. que a leitura fosse feita sem qualquer interrupção;
2. que Ganesha tinha de entender o sentido da leitura, mesmo nas passagens mais complexas.
Muito bem. Vyasa começou então a ditar o poema, mas a caneta de Ganesha começou a ficar sem tinta - ainda o poema ia no início. Com medo de interromper o velho sábio, Ganesha não hesitou e partiu um dos dentes, que com poderes mágicos se transformou numa espécie de caneta com tinta eterna. E só assim foi capaz de transcrever aquele que ainda hoje é o mais longo poema da História: chama-se Mahabharata e é um dos épicos da Mitologia Hindu.
Quem não sabe normalmente nem repara nesse pormenor - mas se olharem com atenção para uma estátua, pintura ou qualquer outra representação de Ganesha, hão-de reparar que um dos dentes está partido.
Conta a lenda que o sábio Vyasa pediu a Ganesha para fazer de escriba e transcrever um poema que ele tinha para lhe ditar (e que supostamente lhe teria sido ensinado pelos Deuses). Ganesha aceitou, mas foram combinadas duas condições:
1. que a leitura fosse feita sem qualquer interrupção;
2. que Ganesha tinha de entender o sentido da leitura, mesmo nas passagens mais complexas.
Muito bem. Vyasa começou então a ditar o poema, mas a caneta de Ganesha começou a ficar sem tinta - ainda o poema ia no início. Com medo de interromper o velho sábio, Ganesha não hesitou e partiu um dos dentes, que com poderes mágicos se transformou numa espécie de caneta com tinta eterna. E só assim foi capaz de transcrever aquele que ainda hoje é o mais longo poema da História: chama-se Mahabharata e é um dos épicos da Mitologia Hindu.
10/07/2014
SABIA QUE... #27
...a cerimónia de abertura dos Jogos Olimpicos de Pequim começou no dia 8/8/8 às 8 horas da noite, oito minutos e oito segundos.
E este não é o único exemplo em que o número 8 foi usado por empresas, eventos e marcas por ser auspicioso. Ou porque "cai bem" com o público chinês.
As Torres Gémeas da Malásia, cuja arquitectura é quase toda de inspiração muçulmana, têm 88 andares cada.
Em 2003, um número de telefone em que todos os dígitos eram 8 foi vendido à Sichuan Airlines por duzentos e cinquenta mil euros. E esta não é a única companhia aérea a "aproveitar-se" do 8. O código do vôo da Air Canada entre Xangai e Toronto é o AC88. Mas se voarmos na KLM entre Hong Kong e Amesterdão, o vôo é o KL888. Se formos para Pequim pela Etihad Airways, voamos no EY888. Na United Airlines entre San Francisco e Pequim: UA888. Na British Airways, entre Londres e Chengdu: BA88. Na Cathay Pacific, entre HK e New York: CX888. Os voos da Singapore Airlines e da Sri Lanka Airlines para a China começam todos por 8.
A minivan da General Motors é vendida na China com o nome Buick GL8 - mas nos outros países tem outro nome.
Na China, quando se quer usar o "efeito psicológico" num preço não se usam números acabados em 9, como no Ocidente. Em vez disso, os preços acabam em 8, pois além de mais barato é auspicioso. É comum ver produtos nas lojas que custam 58, 88, 168 yuans...
Já o número 4, como falámos antes, é evitado. A Nokia não tem séries começadas em 4. A máquina fotográfica Powershot G, da Canon, passou da G3 para a G5. A transportadora rodoviária de Singapura "censura" todas as matrículas que tenham um 4.
O poder nos números, hem?
Ou, melhor: o poder da superstição.
E este não é o único exemplo em que o número 8 foi usado por empresas, eventos e marcas por ser auspicioso. Ou porque "cai bem" com o público chinês.
As Torres Gémeas da Malásia, cuja arquitectura é quase toda de inspiração muçulmana, têm 88 andares cada.
Em 2003, um número de telefone em que todos os dígitos eram 8 foi vendido à Sichuan Airlines por duzentos e cinquenta mil euros. E esta não é a única companhia aérea a "aproveitar-se" do 8. O código do vôo da Air Canada entre Xangai e Toronto é o AC88. Mas se voarmos na KLM entre Hong Kong e Amesterdão, o vôo é o KL888. Se formos para Pequim pela Etihad Airways, voamos no EY888. Na United Airlines entre San Francisco e Pequim: UA888. Na British Airways, entre Londres e Chengdu: BA88. Na Cathay Pacific, entre HK e New York: CX888. Os voos da Singapore Airlines e da Sri Lanka Airlines para a China começam todos por 8.
A minivan da General Motors é vendida na China com o nome Buick GL8 - mas nos outros países tem outro nome.
Na China, quando se quer usar o "efeito psicológico" num preço não se usam números acabados em 9, como no Ocidente. Em vez disso, os preços acabam em 8, pois além de mais barato é auspicioso. É comum ver produtos nas lojas que custam 58, 88, 168 yuans...
Já o número 4, como falámos antes, é evitado. A Nokia não tem séries começadas em 4. A máquina fotográfica Powershot G, da Canon, passou da G3 para a G5. A transportadora rodoviária de Singapura "censura" todas as matrículas que tenham um 4.
O poder nos números, hem?
Ou, melhor: o poder da superstição.
SABIA QUE... #26
...o Two Internacional Finance Center (mais conhecido por 2ifc) tem, supostamente, oitenta e oito andares - o número é extremamente auspicioso na cultura chinesa - mas na verdade não chega a tanto.
Tal como já tinha mencionado noutro post, os chineses (bem como os asiáticos em geral) são muito supersticiosos. Da astrologia à numerologia, passando pelo feng shui e curas/técnicas "medicinais" de validade científica duvidosa, são variadíssimas as tradições e rituais que fazem parte activa do dia-a-dia na China. E, claro está, em Hong Kong.
A Torre Dois do IFC foi construída em 2003 e é hoje o segundo edifício mais alto de Hong Kong, o quarto da China e o oitavo do Mundo. Tem a mesma altura que tinha o World Trade Center. Mas não tem oitenta e oito andares.
Porquê oitenta e oito?
O número 8 é um dos mais auspiciosos na cultura chinesa. O som da palavra, seja em mandarim, cantonês ou em dialectos locais, é muito parecido com "prosperidade", "riqueza" ou "fortuna".
E dois 8 juntos fazem lembrar o caractere usado para "dupla felicidade".
OK: isto explica a "pancada" com o oitenta e oito. Mas porque razão não tem o prédio os andares que dizem ter?
A justificação para esta disparidade está no facto de não existirem neste edifício os andares número 4, 14 e 24. Há mesmo alguns casos de edifícios que fazem "desaparecer" qualquer andar com o número maldito - 4, 14, 24, 34 e até os andares todos do 40 ao 49. Isto é pura verdade! Isto acontece mesmo. Mas, no caso do 2ifc - pelo menos por aquilo que me foi dito - só foram suprimidos os andares 4, 14 e 24.
Porquê o quatro, o catorze e o vinte e quatro?
O número 4 é um dos mais evitados pelos chineses. A palavra usada para "quatro" soa a "morte" ou "fatal". Assim sendo, é considerado um número de má sorte e a maior parte das pessoas evita-o.
O número 14 soa a "definitivamente fatal" e o 24 parece "facilmente fatal", em cantonês.
E há tantos outros exemplos, seja com estes números ou outros. Vou juntar alguns exemplos e já conversamos :)
Tal como já tinha mencionado noutro post, os chineses (bem como os asiáticos em geral) são muito supersticiosos. Da astrologia à numerologia, passando pelo feng shui e curas/técnicas "medicinais" de validade científica duvidosa, são variadíssimas as tradições e rituais que fazem parte activa do dia-a-dia na China. E, claro está, em Hong Kong.
A Torre Dois do IFC foi construída em 2003 e é hoje o segundo edifício mais alto de Hong Kong, o quarto da China e o oitavo do Mundo. Tem a mesma altura que tinha o World Trade Center. Mas não tem oitenta e oito andares.
Porquê oitenta e oito?
O número 8 é um dos mais auspiciosos na cultura chinesa. O som da palavra, seja em mandarim, cantonês ou em dialectos locais, é muito parecido com "prosperidade", "riqueza" ou "fortuna".
E dois 8 juntos fazem lembrar o caractere usado para "dupla felicidade".
OK: isto explica a "pancada" com o oitenta e oito. Mas porque razão não tem o prédio os andares que dizem ter?
A justificação para esta disparidade está no facto de não existirem neste edifício os andares número 4, 14 e 24. Há mesmo alguns casos de edifícios que fazem "desaparecer" qualquer andar com o número maldito - 4, 14, 24, 34 e até os andares todos do 40 ao 49. Isto é pura verdade! Isto acontece mesmo. Mas, no caso do 2ifc - pelo menos por aquilo que me foi dito - só foram suprimidos os andares 4, 14 e 24.
Porquê o quatro, o catorze e o vinte e quatro?
O número 4 é um dos mais evitados pelos chineses. A palavra usada para "quatro" soa a "morte" ou "fatal". Assim sendo, é considerado um número de má sorte e a maior parte das pessoas evita-o.
O número 14 soa a "definitivamente fatal" e o 24 parece "facilmente fatal", em cantonês.
E há tantos outros exemplos, seja com estes números ou outros. Vou juntar alguns exemplos e já conversamos :)
08/07/2014
SABIA QUE... #25
...em Hong Kong, na construção de grande parte dos prédios e arranha-céus, são utilizados andaimes de bambu.
Conhecidos por taap pang, os andaimes de bambu são utilizados há mais de mil anos na China, e continuam com muita "saída" por serem mais baratos que o alumínio e o metal, mais rápidos de montar e desmontar, mais flexíveis e - diz quem sabe - mais seguros. Além disso, não danificam as estruturas e, em caso de acidente, causam menos danos.
Numa cidade vertical como Hong Kong, eles lá sabem o que fazem. As estatísticas dizem que mais de cinco milhões de estacas de bambu são utilizadas anualmente na cidade, cada uma com seis a sete metros de comprimento. Há quase mil e oitocentos trabalhadores registados nesta profissão, e cerca de duzentas empresas de montagem de andaimes. Quanto a acidentes, dos vinte e quatro registados em 2012 na indústria da construção em Hong Kong, apenas três dizem respeito a quedas de pessoas em andaimes de bambu.
E esta, hem?
Eu só dei por esta curiosidade no final dos meus dias em HK, pelo que não consegui registar mais do que este prédio, mas andei a pesquisar na net acerca do tema e, além dos números interessantíssimos que já apresentei ;) descobri um artigo do Daily Mail ilustrado com fotografias muito boas, feitas pelo fotógrafo americano Peter Steinhauer, que vive desde os anos 90 na Ásia e documentou estas estruturas durante quatro anos.
Espreitem o link, o artigo em si não é nada de especial, mas as fotos são boas.
Conhecidos por taap pang, os andaimes de bambu são utilizados há mais de mil anos na China, e continuam com muita "saída" por serem mais baratos que o alumínio e o metal, mais rápidos de montar e desmontar, mais flexíveis e - diz quem sabe - mais seguros. Além disso, não danificam as estruturas e, em caso de acidente, causam menos danos.
Numa cidade vertical como Hong Kong, eles lá sabem o que fazem. As estatísticas dizem que mais de cinco milhões de estacas de bambu são utilizadas anualmente na cidade, cada uma com seis a sete metros de comprimento. Há quase mil e oitocentos trabalhadores registados nesta profissão, e cerca de duzentas empresas de montagem de andaimes. Quanto a acidentes, dos vinte e quatro registados em 2012 na indústria da construção em Hong Kong, apenas três dizem respeito a quedas de pessoas em andaimes de bambu.
E esta, hem?
Eu só dei por esta curiosidade no final dos meus dias em HK, pelo que não consegui registar mais do que este prédio, mas andei a pesquisar na net acerca do tema e, além dos números interessantíssimos que já apresentei ;) descobri um artigo do Daily Mail ilustrado com fotografias muito boas, feitas pelo fotógrafo americano Peter Steinhauer, que vive desde os anos 90 na Ásia e documentou estas estruturas durante quatro anos.
Espreitem o link, o artigo em si não é nada de especial, mas as fotos são boas.
29/06/2014
SABIA QUE... #24
...a palavra que os chineses usam quando querem dizer Portugal, que é qualquer coisa que soa a "Pu Tau Ya", significa "Uva" e "Dente".
O que, na minha humilde opinião, até tem a ver connosco. Temos dente para a uva, nós os portugueses ;)
O que, na minha humilde opinião, até tem a ver connosco. Temos dente para a uva, nós os portugueses ;)
13/06/2014
SABIA QUE... #23
...as cúpulas em formas de cebola, nas igrejas russas, representam a chama de uma vela acesa?
A vela tem uma simbologia muito forte em quase todas as religiões - é portadora da luz, e a luz é símbolo da vida, da esperança e da fé.
Na Rússia, as igrejas têm sempre cúpulas em forma de uma "cebola", muitas vezes douradas, mas há muitas variações: várias cores, padrões, materiais.
Ficam alguns exemplos:
A vela tem uma simbologia muito forte em quase todas as religiões - é portadora da luz, e a luz é símbolo da vida, da esperança e da fé.
Na Rússia, as igrejas têm sempre cúpulas em forma de uma "cebola", muitas vezes douradas, mas há muitas variações: várias cores, padrões, materiais.
Ficam alguns exemplos:
21/05/2014
SABIA QUE... #22
...desde 1850 que Angkor Wat é "protagonista" da bandeira do Cambodja.
Independentemente do tipo de regime, de quem manda no país, de quem faz-o-que-faz - e muito se fez, no passado recente do Cambodja, infelizmente muito mal.
Considerações à parte, hoje fui à Wikipedia para ler acerca da simbologia da bandeira actual do Cambodja - e acabei por rever as bandeiras que este país do Sudeste Asiático adoptou nos últimos 150 anos.
Angkor está presente em todas.
De 1863 a 1948, o Protectorado Francês do Cambodja adoptou a seguinte bandeira:
Mas ao longo deste período houve uma "interrupção". De Março a Outubro de 1945, o país foi governado por um governo-fantoche pró-Toquio e ocupado pelo Japão - e neste período a bandeira oficial do Cambodja era esta:
Em 1948, o Protectorado Francês do Cambodja fez algumas alterações ao desenho original - e até 1970 esta foi a bandeira do país:
Em 1993, esta voltaria a ser proclamada a bandeira oficial - e é ainda o desenho que se mantém, hoje. Mas entre 1970 e 1993 houve, ao todo, cinco outras bandeiras.
Entre 1970 e 1975, a bandeira da República Khmer:
Entre 1975 e 1979, sob domínio de Pol Pot e dos sanguinários Khmer Rouge:
Entre 1979 e 1989, a bandeira da República Popular do Kampuchea:
Depois, entre 1989 e 1991:
E finalmente, em 1992 e 1993, durante a fase de transição sob alçada da ONU:
A bandeira que hoje conhecemos tem três cores:
Em cima e em baixo, duas barras azuis que simbolizam o Rei, ou a Monarquia - e os valores da Liberdade, Cooperação e Irmandade.
Ao centro, o vermelho representa o Povo e a sua bravura.
E o desenho de Angkor, em branco, é uma referência ao Budismo Theravada - a religião oficial do país - e aos valores de Integridade, Justiça e Património.
Independentemente do tipo de regime, de quem manda no país, de quem faz-o-que-faz - e muito se fez, no passado recente do Cambodja, infelizmente muito mal.
Considerações à parte, hoje fui à Wikipedia para ler acerca da simbologia da bandeira actual do Cambodja - e acabei por rever as bandeiras que este país do Sudeste Asiático adoptou nos últimos 150 anos.
Angkor está presente em todas.
De 1863 a 1948, o Protectorado Francês do Cambodja adoptou a seguinte bandeira:
Mas ao longo deste período houve uma "interrupção". De Março a Outubro de 1945, o país foi governado por um governo-fantoche pró-Toquio e ocupado pelo Japão - e neste período a bandeira oficial do Cambodja era esta:
Em 1948, o Protectorado Francês do Cambodja fez algumas alterações ao desenho original - e até 1970 esta foi a bandeira do país:
Em 1993, esta voltaria a ser proclamada a bandeira oficial - e é ainda o desenho que se mantém, hoje. Mas entre 1970 e 1993 houve, ao todo, cinco outras bandeiras.
Entre 1970 e 1975, a bandeira da República Khmer:
Entre 1975 e 1979, sob domínio de Pol Pot e dos sanguinários Khmer Rouge:
Entre 1979 e 1989, a bandeira da República Popular do Kampuchea:
Depois, entre 1989 e 1991:
E finalmente, em 1992 e 1993, durante a fase de transição sob alçada da ONU:
A bandeira que hoje conhecemos tem três cores:
Em cima e em baixo, duas barras azuis que simbolizam o Rei, ou a Monarquia - e os valores da Liberdade, Cooperação e Irmandade.
Ao centro, o vermelho representa o Povo e a sua bravura.
E o desenho de Angkor, em branco, é uma referência ao Budismo Theravada - a religião oficial do país - e aos valores de Integridade, Justiça e Património.
17/05/2014
SABIA QUE... #21
...em 1931 foi construída uma réplica de Angkor Wat em Paris.
Desenhado pelos arquitectos Charles e Gabriel Blanche, este templo feito de gesso, cimento e cânhamo foi uma das principais atracções da Exposição Colonial Internacional - um evento inaugurado dia seis de Maio de 1931 que foi visitado por mais de trinta e três milhões de pessoas em apenas seis meses.
Com as suas cinco torres (tal como o original no Cambodja), o pavilhão da Indochina simbolizava a união dos cinco territórios - Cochin China, Cambodja, Annam, Tonkin e Laos -, antes "sem grande consistência política" e agora "fortalecidos" através da França. Infelizmente, a construção durou pouco tempo: abandonada logo a seguir ao término da exposição, foi muito maltratada pelo Inverno parisiense, e acabou por ser desmantelada.
Ficam alguns registos da época:
Desenhado pelos arquitectos Charles e Gabriel Blanche, este templo feito de gesso, cimento e cânhamo foi uma das principais atracções da Exposição Colonial Internacional - um evento inaugurado dia seis de Maio de 1931 que foi visitado por mais de trinta e três milhões de pessoas em apenas seis meses.
Ficam alguns registos da época:
16/04/2014
SABIA QUE... #20
...o Aeroporto Internacional de Don Muang, em Bangkok, tem um campo de golfe entre as pistas.
(foto roubada algures no google)
Já aterrei e levantei voo neste aeroporto tantas vezes - só nas últimas semanas foram três - e confesso que nunca tinha dado por isto.
Incrível!
Chama-se Kantarat e é um campo de golfe completo, com 18 buracos e tudo - e não estou a dizer que "é-mesmo-ao-lado", ou que "tem-vista-para". Nada disso. Fica mesmo dentro do aeroporto. Entre duas pistas.
Não há muros, nem vedações, nem nada a separar um dos outros. Há, isso sim, uma série de regras que têm de ser cumpridas religiosamente. A sério: é possível "dar umas tacadas" enquanto aterram aviões ao lado.
Este aeroporto - um dos mais antigos do mundo, completa um século este ano - já não tem o tráfego que tinha antes. Fechou em 2006 quando foi inaugurado o novo Aeroporto Suvarnabhumi - mas desde 2012 que funciona em pleno, outra vez, sendo a base de várias companhias low cost.
Quem disse que o golfe é um desporto monónoto?
(foto roubada algures no google)
Já aterrei e levantei voo neste aeroporto tantas vezes - só nas últimas semanas foram três - e confesso que nunca tinha dado por isto.
Incrível!
Chama-se Kantarat e é um campo de golfe completo, com 18 buracos e tudo - e não estou a dizer que "é-mesmo-ao-lado", ou que "tem-vista-para". Nada disso. Fica mesmo dentro do aeroporto. Entre duas pistas.
Não há muros, nem vedações, nem nada a separar um dos outros. Há, isso sim, uma série de regras que têm de ser cumpridas religiosamente. A sério: é possível "dar umas tacadas" enquanto aterram aviões ao lado.
Este aeroporto - um dos mais antigos do mundo, completa um século este ano - já não tem o tráfego que tinha antes. Fechou em 2006 quando foi inaugurado o novo Aeroporto Suvarnabhumi - mas desde 2012 que funciona em pleno, outra vez, sendo a base de várias companhias low cost.
Quem disse que o golfe é um desporto monónoto?
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