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02/09/2016

BIRMANESICES #03

Estás no Myanmar, sentado à mesa de um qualquer restaurante ou café - e começas a reparar que os clientes estão a mandar beijinhos aos rapazes que servem às mesas.

Não é nenhuma insinuação mais marota, não há segunda intenções. Aqui, quando queres chamar o empregado, é mesmo assim que se faz. Esquece o "faz favor" ou o "ó chefe", esquece o indicador levantado a dizer "estou aqui, se não se importa". No Myanmar, se queres chamar a atenção mandas um beijinho, fazendo aquele som como se chamasses o cão para dar umas festinhas.

Birmanesices! ;)

21/10/2014

BIRMANESICES #02

Enquanto finalizo o relato dos dias de Mandalay, fica aqui um apontamento... hmmm... especial.

Guardar palitos dos dentes... no cabelo?! Esta nunca tinha visto.

Birmanesices.


12/10/2014

BIRMANESICES #01

Em tempos partilhei aqui uma série de posts com o mesmo espírito que este - mas eram passados na Índia. Aliás, ficaram alguns por publicar, entre pressas e preguiças... um dia espero voltar ao ataque ;) mas, por agora... Birmânia.

Este país é lindo.

Em todos os sentidos.

Vejam primeiro esta fotografia e já conversamos:

Ok. A rapariga que trabalha no hotel tem um saco de plástico na mão. Alguém se atreve a encontrar uma explicação? Ninguém? Ok: eu explico.

Para isso vamos recuar a Outubro de 2013, precisamente um ano antes deste domingo ora solarengo, ora chuvoso. Estava em Bagan com dois amigos, a ultimar detalhes para a primeira edição da viagem à Birmânia com a Nomad. Estávamos sentados a tomar o pequeno-almoço quando reparámos que um dos empregados andava sempre a rondar as mesas com ar "suspeito". Olhando com mais atenção, eis que percebemos que o senhor tem um elástico na mão, esticado entre dois dedos, e que de vez em quando o puxa e... zás, dá uma trolitada nas moscas poisadas nas mesas. Estava a afugentá-las!

Estão a ver onde quero chegar?

Se eu mostrar mais uma foto, agora talvez percebam melhor o que se está a passar:

A rapariga estava a apanhar moscas. Exactamente: com o saquinho.

Sorrateiramente aproximava-se da vítima e com um golpe rápido mas muito delicado, encurralava-a dentro do saco. Não estou a brincar. Estou a rir-me, mas não estou a brincar. E depois de capturada a mosca, a rapariga ia até à rua e soltava-a novamente.

Estes budistas! :)

Ora vejam só a prova do "crime":

É caso para dizer: só na Birmânia! :)