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14/05/2015

A PRIMEIRA VEZ

Ontem a minha amiga Poonam fez anos e reuniram-se cá em casa alguns amigos e familiares. Para minha surpresa, a certa altura apareceram dois miúdos cujas caras não me eram estranhas - depressa percebi que eram os sobrinhos dela - e pouco depois estávamos todos à volta do meu computador, a rir com fotos que tirei há mais de uma década, quando os putos tinham três e quatro anos.
Esta viagem no tempo despertou uma certa nostalgia - e hoje, quando acordei, não resisti a revisitar algumas das fotografias que tirei na primeira vez que vim a Bombaim.

Foi há tanto tempo, há uma eternidade, noutra encarnação - pelo menos é o que parece, quando começo a fazer contas ao calendário. Tantas voltas entretanto.

Assim sendo, e porque nunca é demais recordar, este post celebra a viagem que tem sido os últimos treze anos. Uma aventura de encontros, desencontros e reencontros.

Ficam dezassete fotografias tiradas nos primeiros dias que passei na Índia. Na primeira vez que vim a Bombaim:















27/04/2015

REGRESSO A HYDERABAD (UMA VIAGEM NO TEMPO)

Fui dar uma volta ao blog e encontrei a crónica que escrevi sobre Hyderabad, há dez anos, quando ali estive pela primeira vez. Dez anos! O tempo voa.

Pelos vistos foi uma passagem rápida, que pouco me impressionou.

Passeei por Golconda e visitei o Jardim Zoológico, fui a uma espécie de parque temático, comi biryani. Dois dias bastaram. Mas nem sequer vi o Charminar - o ex-libris da cidade que é um dos mais importantes monumentos da Índia. E um dos motivos que me fez voltar aqui. Ficam algumas fotos:






15/04/2015

UMA VIAGEM NO TEMPO

Fui dar uma volta pelo meu arquivo de fotografias, à procura dos registos da minha primeira passagem por Hyderabad, quando em apercebi que isso aconteceu há dez anos!

Para ser mais concreto: dez anos, dois meses e duas semanas.

Que viagem.

Fica um click desse lote já bem antigo - isto é quase vintage! ;)

E estejam atentos porque os próximos posts são mesmo viagens no tempo.

26/12/2014

DEZ ANOS DEPOIS DO TSUNAMI

Não é novidade para ninguém; completam-se hoje dez anos desde o dia em que um devastador tsunami tirou a vida a mais de 230 mil pessoas na Ásia, ficando na História como uma das mais graves tragédias naturais de sempre.

Lembro-me perfeitamente do dia.

Tinha passado o Natal em Goa com uns amigos indianos, todos eles muçulmanos mas que me fizeram um jantar delicioso de galinha com coentros. E porque a minha prima Joana e uma amiga de longa data, a Assunção, vinham ter comigo para passar o Ano Novo na Índia; meti-me nessa mesma noite num autocarro a caminho de Bombaim.

Passei a noite na estrada. E quando de manhã cheguei ao meu destino, meti-me num riquexó e pedi que me levasse a casa do meu amigo Rajeev, onde eu estava hospedado. Terá sido nesta altura que as primeiras ondas atingiram Chennai e a costa leste do país. E concerteza que piores horrores já se viviam na Indonésia, Tailândia e outros lugares. Só que o mundo ainda não sabia.

Lembro-me de chegar a casa e encontrar um recado:

QUANDO TE DESPACHARES
VEM TER A CASA DA MINHA MÃE,
PODES COMER QUALQUER COISA LÁ.

Tomei um banho e demorei-me a desfazer a mala e a vestir-me outra vez, estava estafado da viagem, não tinha conseguido dormir nada. Tomei algumas notas e deitei-me na minha cama, não me apetecia nada sair dali... mas quando a fome apertou, levantei-me e fui então ter ao outro apartamento da família Kinchii, que ficava a pouco mais de quinhentos metros.

As ruas estavam desertas - o que, por si só, já era estranho em Bombaim. Mas eu estava tão "a leste" que apesar de reparar no facto, nem me perguntei porquê.

E quando cheguei a casa: silêncio.

A mãe do Rajeev chorava.

A televisão estava ligada.

Sentei-me.

Naquele momento ainda nem se sabia muito bem o que estava a acontecer. Começou por falar-se de um terramoto. Depois começaram a chegar as imagens. Os números. Os factos. As histórias. Ao longo daquele dia começou a desenhar-se a tragédia e todos os seus contornos. E no dia seguinte. E depois. Demorou a perceber-se tudo.

Que horror. Que horror.

Que dia tão triste; que partida esta, que a Natureza nos pregou, a lembrar de quem é que na verdade manda aqui. Por muito que nos habituemos a pensar, e por muito que nos convencemos, no agir.

Hoje lembramos os que partiram. E os que ficaram. Uma década - o mundo continua. Mesmo que, no limite, ninguém fique para continuar a História. E isso deveria ser também uma lição. Uma lição de humildade e até de amor ao próximo. Neste ano deu-me a sensação que falou-se, mais do que nunca, de terrores causados pela mão humana. Quem é que se pode dar a este luxo, quando a natureza num só momento de mau humor, relativiza tudo à nossa volta.

Enfim: dá que pensar.

E porque não me quero demorar mais sobre o assunto, deixo-vos então um link para os posts que publiquei nesse longínquo Dezembro de 2004, há dez anos atrás - quase todos antes da tragédia, e um deles já a tentar digerir o que estava a acontecer.

02/11/2014

SALEEM, O CONDUTOR DE RIQUEXÓ GAGO

E por falar em nostalgia: fiz um refresh no post que escrevi há exactamente dez anos. Uns toquezinhos aqui-e-ali no texto, mais umas fotos para dar alguma cor... está perfeito, agora.

Chama-se "Jejum, Jackie Chan e Yoga ao nascer-do-sol", mas o verdadeiro herói é um condutor de riquexó gago chamado Saleem.

Leiam o post aqui.

BOM DIA, NOSTALGIA

Deu-me para a nostalgia, este fim-de-semana. Fui dar umas voltas por arquivos antigos, textos e fotos, andei a passear pelo blog e entre outras curiosidades descobri que há exactamente dez anos estava em Bombaim, acabadinho de chegar de uns dias no Rajastão.

O click de hoje foi feito em Jodhpur, no Forte Mehrangarh - na minha opinião, o mais impressionante do Rajastão.

Bom dia!


10/10/2014

DEZ ANOS, DEZ FOTOS...

Este post começa logo com uma falácia.

Ao comemorar dez anos de vida, o facto é que o blog já atravessou onze anos. De dois mil e quatro a dois mil e catorze: é fazer as contas. Ou seja, o título este post deveria rezar "onze anos, onze fotos"... enfim, mas como se celebra o décimo aniversário. E eu vou atrás. ;)

Fica então uma espécie de resumo, abreviado como se quer, de algumas das voltas que marcaram estes dez - ou onze - anos de vida do projecto fuidarumavolta. Nem todas as minhas viagens foram aqui partilhadas, para ser muito sincero acho que a maior parte acabou por nunca ser mencionada, sequer. Pode ser que esta "revisão da matéria" me dê para depois lembrar algumas aventuras antigas. Quem sabe.

First things first:

Comecei por escolher, muito rapidamente, onze fotos que de certa forma abreviam cada um dos anos de vida do blog. Claro que é uma injustiça para o resto dos dias, dos lugares, das pessoas, das experiências. Mas para isso ficam algumas palavras, que deixo para o próximo post. Aí sim, farei o tal resumo das voltas - sabendo que, ainda assim, continuarei a cometer injustiças para com algumas.

Eis as fotos, então:











Já agora: alguém adivinha em que país foi tirada cada fotografia?

UMA DÉCADA

Uma década?!

Sim senhor: dez anos às voltas no blog. Quem diria. Quando isto começou eu sabia lá o que era um blog, e as voltas que isto ainda ia dar.

Dois mil e quatro.

Tinha viajado quase-um-ano, quase-à-volta-do-mundo, na primeira aventura em que me lancei sozinho, depois de não-sei-quantos inter-rails, não-sei-quantas viagens de mota com os amigos, algumas fugas e férias mais "tradicionais".

Voltei de barriga cheia mas depressa fiquei com mais fome. Enchi o porquinho com o que ganhei no Euro 2004, onde trabalhei para a uefa.com, acompanhando a imprensa internacional; e mal o Verão acabou, fui dar mais uma volta: seis meses na Índia.

Decidi então começar a escrever num blog, pois era a forma mais prática de me manter em contacto com amigos e família. Um ano antes, tinha aberto uma conta de correio electrónico no yahoo chamada "fuidarumavolta", de onde enviava mails a contar as peripécias da viagem que me levou Europa e Ásia dentro. Mas precisava de mais do que um mail. E assim nasceu este blog.

Fui dar uma volta.

Uma volta ao mundo, uma volta ao quarteirão, uma volta ao bilhar grande. Uma volta pode levar-nos a tantos lugares, a tantos acontecimentos. E a estados de espírito. Uma volta pode ser a volta à forma como vemos o mundo, as pessoas, as interacções e as ideias. A tudo que damos por garantido, ao que aprendemos que era como-deve-ser, às causas e consequências, aquilo que liga umas coisas às outras. Uma volta pode ser uma volta ao tempo, porque o Ontem e o Amanhã não são os mesmos em todo o lado.

Uma volta ao Agora.

Uma volta ao Aqui.

Uma volta ao Eu.

Confesso que às vezes, dez anos depois, ainda me sinto tonto com tanta volta. Com a confusão de geografias, o lugar de onde venho, onde estou, para onde vou. Mas faz parte, lembro-me a mim próprio. E claro que há dias que só me apetece estar quieto em casa; e outros em que me dá uma insuportável comichão de ir. Só estou bem onde não estou, não é? Não sei. Cada momento, cada lugar, cada sensação é uma história. Imagens, sons, cheiros, sabores. E cada história é uma volta ao  mundo que eu sou.

Dez anos.

Podia demorar-me em números - eu gosto de números -, mas não é por aí que vou, hoje. Apesar de ser um número que dá o mote a este post.

É que apesar dos números na paisagem, é de palavras e sentimentos que se pinta esta fotografia. Tanto mudou, em tanto tempo. E tantas outras coisas continuam iguais. Mas não é por aí, Jorge. Não é por aí. Pensa no blog. Dos momentos de hiperactividade criativa a alturas de uma aparente apatia ou abandono, este blog já passou por muito. Algumas voltas serviram de desculpa para picos de partilha, para outras achei que o ideal era nem passar por aqui. Os seis meses iniciais e todas as outras passagens pela Índia. A viagem de bicicleta com o Carlos Carneiro, com mil euros no bolso, que nos levou a Dakar e a algum reconhecimento público. A primeira vez que fiz o Transiberiano. A descoberta da América do Sul com o meu amigo indiano Bunty. A paixão por Angkor Wat e os inúmeros regressos ao Sudeste Asiático, com os grupos da Indochina. É que em dois mil e nove juntei-me à família Nomad e comecei a ter ainda mais motivos para partilhar aqui as peripécias e os encontros, as curiosidades e os insólitos. Entre as voltas com os grupos e as minhas próprias voltas, fui alargando horizontes e lançando algumas âncoras, desbravando caminhos, estreitando laços. Depois abri um perfil no facebook e comecei a assumir uma postura mais disciplinada no blog. Mas nunca me afastei da missão inicial: partilhar a minha paixão de "ir" e os momentos e os encontros que daí surgem; provocar um bocadinho os outros, qual beliscão no rabo, qual piscadela de olho, para que mais se lancem nas suas voltas.

Sem pieguices, mas é mesmo assim: muito mais que geografias e calendários, é de pessoas e momentos que se fazem estas voltas. Por isso é que não me importo nada de regressar vezes sem conta aos mesmos lugares, reencontrar as mesmas pessoas, repetir os mesmos percursos. Por isso é que uma tarde pode valer tanto quanto uma semana. Por isso é que uma viagem no IC19 pode ser tão emocionante quanto uma ascenção ao Kilimanjaro. As voltas são o que nós fazemos delas. As voltas somos nós.

As minhas voltas: sou eu.

E o mapa deste mundo que sou tem sido desenhado, em boa parte, neste blog.

Passaram dez anos? Esperam-te pelo menos mais dez, fuidarumavolta.

09/11/2013

2003 VS 2013

Completa-se no próximo mês uma década desde que vim, pela primeira vez - e até este fim-de-semana, a única -, à famosa Baía de Along.

Na altura achei muito bonito, tive sorte com o sol mas azar com as temperaturas - e fiquei com febre no regresso a Hànôi. Durante dez anos, sempre me lembrei deste lugar pela sua monumentalidade e originalidade, mas também pelo facto de estar super-explorado pelo turismo. Provavelmente o facto de ter ficado doente, a seguir, não ajudou a "deixar pousar" as sensações acumuladas ao longo de dois dias.

Este fim-de-semana fiz as pazes com Halong Bay. E, curiosamente, está com mais turistas que nunca. Os barcos são às centenas, as excursões aos milhares, tem-se a sensaçao de carneirada de cada vez que saímos para alguma actividade... mas uma vez mais tive a sorte de apanhar bom tempo. Desta vez dormi no barco. A comida era óptima. A companhia melhor ainda. Os pequenos momento juntaram-se para combater os pormenores menos bonitos. E gostei. Foram dois dias bem passados - e suficientes. Mais do que isto, era demais.

E agora estou de volta a Hànôi, pronto para receber o resto do grupo da Indochina que arranca amanhã.

Ficam algumas fotos de há dez anos, hoje à tarde publico as deste fim-de-semana.