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02/07/2014

ADEUS, PEQUIM

Até à próxima. Não sei quando será - mas volto. Vou "passar o testemunho" da viagem do Transiberiano que faço com a Nomad, por isso tão depressa não repito esta façanha de oito mil quilómetros, nem as paragens aonde voltei ao longo dos últimos três anos.

É assim a vida: temos de fazer opções, escolher caminhos, abdicar de umas coisas para enriquecer noutras; destruir para criar. Sem drama. Ao longo do último ano tomei a decisão de abrandar um pouco o ritmo das viagens com os grupos da Nomad, para ter mais tempo para alguns projectos pessoais. Nem que seja para passar mais tempo em casa. E o Transiberiano foi o "sacrificado". Mas como costumo dizer: não há passos atrás, só passos ao lado. E muito sinceramente acho que a viagem vai ficar melhor servida daqui para a frente. Mas cada coisa a seu tempo.

E é tempo de despedidas. Como sabem já estou em Hong Kong, e se ainda estamos por aqui à volta das fotos e peripécias de Pequim, deve-se ao facto de não ter conseguido aceder ao blog durante mais de uma semana, por estar bloqueado na China.

Mas como dizia: é tempo de despedidas. No que diz respeito a Pequim, estamos conversados. Não quer dizer que não volte a partilhar curiosidades, pensamentos e imagens que tenha guardados, mas por agora é só.

Fica então o click do dia - feito no Lama Temple, um dos meus cantinhos preferidos da cidade - e já de seguida mais duas mãos cheias de fotos que celebram Pequim. Como diria alguém: não é bem um adeus, é só um até já.











22/06/2014

A ÚLTIMA ETAPA

Arrancámos hoje de manhã de Ulaanbaatar, para a última etapa desta viagem transiberiana (e transmongoliana) que termina em Pequim. Chegamos amanhã à capital chinesa, onde ficamos alguns dias. Espero que o blogger não esteja bloqueado, para conseguir actualizar o fui dar uma volta.

Ultimamente os posts têm sido escritos meio-a-despachar, não tenho conseguido o tempo e a disponibilidade que gostaria. Mas em breve sento-me com calma e partilho um pouco mais das aventuras mais recentes. Ficámos duas noites a dormir em gers, as tendas dos nómadas mongóis, passeámos pelas montanhas até mosteiros pendurados nas rochas... que aventura boa, apesar de alguma chuva. Já tenho saudades do crepitar do fogo na salamandra, enquanto adormeço. E do céu estrelado da Mongólia.

Mas tenho de me despachar - o comboio parou apenas por alguns minutos, estamos algures a meio do Deserto do Gobi, e há que aproveitar o facto de ter rede para publicar este post.

Hoje à noite atravessamos mais uma fronteira. Já dormimos sobre carris chineses. E amanhã começa a recta final da viagem.

Quanto ao jogo de Portugal: não vou conseguir vê-lo, nem sequer através da aplicação da FIFA, porque o cartão da Mongólia deixa de funcionar assim que passarmos a fronteira. Paciência: amanhã logo se vê. Espero que a sorte nos acompanhe, desta vez. Força, rapazes!

21/06/2014

BOM DIA, UB

Depois de duas noites e dois dias a "acampar" num ger mongol, estamos de volta a Ulaanbaatar - UB para os amigos - e a contar as horas para regressar ao comboio. Amanhã partimos na quarta e última etapa desta longa aventura. E depois de amanhã chegamos a Pequim.

Mas enquanto refresco ideias e energias, fica um click feito hoje de manhã, no regresso à cidade. Logo à tarde conversamos novamente.


19/06/2014

MAIS UMA VOLTA AO PARQUE

Depois de um dia de emoções intensas em Ulaanbaatar (a seu tempo conversamos, que neste momento estou mesmo a correr), vamos daqui a pouco para o Parque Nacional Terelj, onde ficamos duas noites.

Não há wifi, não há 3G, não há praticamente rede de telefone.

E este ano não há Fartarotti - o cavalo que me atirou ao chão há três anos, num galope pela estepe mongol, que voltei a encontrar mais duas vezes. Este ano ficamos com outra família.

Até breve :)

18/06/2014

BOM DIA. STOP.

Entrámos finalmente na Mongólia, depois de cinco horas na fronteira russa e outras duas do lado mongol. É sempre a mesma coisa, é preciso paciência e muita calma, algum jogo de cintura - tudo passa.

Passou também mais uma noite sobre carris, hoje acordámos com o sol a nascer e lá fora a paisagem tinha mudado radicalmente, com gers aqui-e-ali, pessoas a cavalo, fábricas no meio de centros urbanos, um postal de verde e castanho ondulante até perder de vista. Quase não se vêem árvores.

Chegámos a Ulaanbataar, onde paramos por uma noite. Amanhã vamos para a estepe e dormimos duas noites em gers nómadas. Mas, lá está: hoje temos cidade. Hoje não saímos daqui. Parados. Temos quase sete mil quilómetros atrás - hoje fazemos apenas meia dúzia, a pé, entre o hotel e o mosteiro, a estátua do Genghis Khan, o restaurante onde jantamos e pouco mais.

E o click de hoje, à sua maneira, celebra isso mesmo: o estar parado.


17/06/2014

É UM MUNDO PEQUENO #09

É um mundo pequeno, quando entras no Transiberiano em Irkutsk, a capital da Sibéria, e percebes que no teu compartimento vão viajar três portuguesas.

Tem piada: não é a primeira vez que isto me acontece neste comboio. Neste mesmo comboio.

Há um ano foi com o Luís Simões, o guru do World Sketching Tour - e agora são três raparigas a viajar entre S. Pete e Pequim: a Vita, a Lili e a Cris.

O grupo já tinha entrado no comboio, quatro pessoas em cada cabine; ou seja, três cabines para doze pessoas. E eu. Eu fiquei sozinho numa cabine, faço sempre assim quando venho com os grupos, deixo à vontade da Sorte se fico com boa ou menos boa companhia - ou até sozinho, às vezes acontece.

Continuando: desta vez calhou-me em Sorte três portuguesas. Que coincidência. E logo em noite de jogo da Selecção. Que, como toda a gente sabe, não correu nada bem. Enfim. Mas esses são outros filmes. Aqui na Sibéria, sobre carris em direcção à Mongólia, com a Rússia a ficar para trás do lado de lá da janela, falou-se de portugalidade e vizinhanças, coincidências e vidas e o Mundo.

O Mundo - é tão pequeno, não é?

FUTEBOL, FADO E UMA FRONTEIRA

Foi uma noite estranha, a de ontem. Num comboio entre a Sibéria e a Mongólia, de cachecol com as cores de Portugal ao pescoço, a beber vodka e a olhar para o telefone, que nos ia actualizando, de dois em dois minutos, acerca da evolução do jogo.

Que triste fado, que pesadelo deve ter sido. Mas este não é um blog sobre desporto ou música, por isso abstenho-me de comentar a bola. O mais próximo que me atrevo são mesmo as t-shirts e curiosidades do Ronaldo à volta do mundo, os bocadinhos de portugalidade que vou encontrando. Pouco mais.

Estamos agora na fronteira com a Mongólia, ainda no lado russo, o comboio vai ficar aqui parado cinco horas. E nós à espera. É mesmo assim, não vale a pena desesperar, entrar em stress e ansiedades, porquê-isto e porque-não-aquilo. Ao fim da tarde seguimos viagem e entramos finalmente na Mongólia. E amanhã de manhã chegamos a Ulaanbataar.


16/06/2014

QUE NERVOOOOS

Isto de Portugal jogar à mesma hora em que estou "enfiado" num comboio, algures entre a Sibéria e a Mongólia... isto não é coisa que faça, ó Sina minha! ;)

Já temos os cachecóis prontos e não tarda vamos pintar os rostos com as cores da bandeira. Parece tontice e se calhar é mesmo... mas que mais podemos fazer? Tenho o telefone com a bateria carregada e a esperança de ter rede durante a viagem. O que sei que é difícil, pois em regra só mesmo junto às cidades e ajuntamentos urbanos é que isso acontece - e ajuntamentos urbanos é algo cada vez mais raro, quanto mais viajamos para leste. A ver vamos.

Contudo, fica aqui expresso o meu voto de um grande jogo, daqui da Sibéria somos treze a torcer por Portugal, a enviar energias, a desejar que esta estreia no Mundial 2014 seja feliz.

Força nas canetas, Ronaldo! Dêem o vosso melhor, rapazes!

Hoje no Transiberiano o vodka bebe-se nos copos do KFC ;)

BOM DIA, CAPITÃO!

Metade Capitão Iglo, metade Capitão Gancho... e mais outra metade de Capitão Roby, porque não?

Na volta de barco pelo lago Baikal "levámos" com este bem-disposto ;) capitão. Perguntei-lhe se podia tirar-lhe uma foto e ele lá rosnou uma espécie de "vá lá, mas despacha-te com isso".

Acho que resultou bem.

Mas hoje o meu coração está com outro capitão. Com ele e com toda a "nossa" infantaria. Que puxem dos galões e disparem os respectivos canhões. Hoje temos uma batalha para vencer.

Bom tarde e uma boa semana, e que hoje se grite bem alto o nome de Portugal!


RECORDAÇÕES DO BAIKAL

Não te volto a "pôr a vista em cima" tão cedo, Baikal. Espero voltar aqui e explorar um pouco mais deste bocadinho de mundo que te rodeia - mas não sei quando será possível. Vai-na-volta e é a última vez, sabe-se lá que reviravoltas me esperam.

Mas uma coisa é garantida: sendo este o último grupo do Transiberiano que acompanho - a partir do próximo ano "passo a pasta" a outro líder da Nomad -, não acredito que volte tão depressa a estas bandas. É que tenho tanto mundo por conhecer... ;)

Mas espero voltar.

E para não me esquecer da tua cara, Baikal, publico aqui os últimos retratos que fiz teus. Estavas de boa cara, sorridente e brilhante.








NO LAGO BAIKAL

Chegámos ontem a Listvyanka, nas margens do lago Baikal, e aqui passámos um domingo solarengo e pacato, passeando à beira da água, ou mesmo de barco num tour simpático ao fim da tarde - houve até quem tivesse mergulhado nas águas gélidas. Diz o povo que são dez anos a mais, que se ganha por tal proeza.

No lago Baikal a rede de telefone é fraquinha, não tive hipótese de me ligar à internet com o computador. Mas hoje estamos de volta a Irkutsk, acabámos de comer um strogonoff delicioso (mas em doses pouco coincidentes com a fome que tínhamos, admito) e agora o grupo foi dar uma volta e eu vim tratar da papelada com o hostel. Daqui a pouco encontramo-nos outra vez, regressamos à estação de comboios e aí vamos nós outra vez, sobre carris, pouca-terra-pouca-terra até Ulaanbataar, a capital da Mongólia.

Quanto ao jogo de estreia da nossa selecção no Mundial de Futebol, teremos de nos contentar com as actualizações possíveis via telefone e internet, quando houver rede. Que pena. Mas vamos equipados com os cachecóis e até tinta para o rosto. Levamos vodka russo e o espírito dos Conquistadores. E se tivermos de gritar goooooolooo nem que seja vinte minutos depois da bola entrar na rede, assim o faremos.

14/06/2014

CADA VEZ QUE O COMBOIO PÁRA

Sempre que paramos em alguma estação, ligo o 3G do telefone e tento actualizar qualquer coisa no blog, no facebook - ou simplesmente ler e-mails e notícias.

Com a loucura do futebol no auge - confesso que tenho pena de não estar a acompanhar melhor o Mundial -, vejo-me obrigado a procurar as soluções possíveis para me manter a par do que se passa. Assim sendo, quando hoje acordei às três da manhã por sentir o comboio parar, logo me lembrei que ia ter o sinal no máximo; logo, ia ter internet. Liguei o telefone, abri o browser e inteirei-me das novidades do México-Camarões e do Espanha-Holanda.

Parece-me que vai ser assim, esta primeira fase. Provavelmente não vou ver um único jogo, mas concerteza hei-de inteirar-me sempre que puder :)

Estamos neste momento algures na Sibéria, não sei dizer o nome da paragem mas sei que estamos a quatro fusos horários e a mais de quatro mil quilómetros do ponto de partida. Impressionante. Amanhã de manhã chegamos a Irkutsk e completa-se a primeira parte desta aventura, que liga Moscovo ao lago Baikal.

Até já - e bons jogos de futebol :)

CANDEEIROS DE CRISTAL?

Às vezes, quando o comboio pára, aparece gente a vender de tudo um pouco.

Refeições completas, fruta, bebidas. Loiça ou jogos de copos. Cobertores, relógios de parede, animais empalhados, bonecas e bibelots vários. Há quem venda candeeiros de cristal - mas quem é que compra candeeiros de cristal numa viagem de comboio?

Diz alguém que "se estão a vender, é porque estão a comprar", e só pode ser verdade. Mas não deixa de ser um-tanto-ou-quanto estranho...


PAPAROCA

Há quem prefira saladas, outros ficam-se pelas sandes, uns misturam noodles com ingredientes vários, ou couscous, sopas, purés instantâneos. Variedade de refeições não falta, no Transiberiano. O limite é a imaginação.

Normalmente fazemos umas compras antes de embarcar no comboio. Mas há quem prefira o vagão-restaurante, claro. Cada pessoa tem os seus gostos, feitios, manias e disponibilidade. O que interessa é chegar ao fim do viagem satisfeito.

Fica uma foto-exemplo de algumas opções ao almoço, ontem. A ver se um dia destes partilho aqui umas receitas, para inspirar futuros viajantes ;)


13/06/2014

3.333

Passaram já três-mil-trezentos-e-trinta-e-três quilómetros desde que saímos de Moscovo.

Estamos em Novosibirsk, a maior estação da linha Transiberiana, depois de mais uma noite e mais um dia de muita conversa, paisagens, leituras e vodka. O grupo tem uma energia muito boa, já há alcunhas, privates, selfies e momentos para lembrar mais tarde. As provodnitsa eram muito simpáticas, houve até quem lhes tivesse oferecido umas flores. Só rir. Hoje de manhã alguns estavam de ressaca, depois de uma noite a beber com os russos.

Já todos tomaram banho, alguns foram passear pela cidade, temos ao todo seis horas em Novosibirsk. Gosto desta "paragem técnica", tento sempre marcar os comboios assim quando organizo a viagem. Dá para desentorpecer as pernas, respirar outros ares, refrescar corpo e ideias. Estou neste momento a guardar as malas, a actualizar o blog e o facebook - e daqui a pouco, quando os primeiros voltarem à "base", também vou reabastecer.

Quando arrancarmos outra vez, hoje à noite, teremos Irkutsk como destino. Aí ficaremos uma noite, junto à margem do lago Baikal. Mas cada aventura a seu tempo. Até lá, temos mais duas noites no comboio, muito carril pela frente - e mais conversa, paisagens, leituras e vodka. ;)

ENTRETANTO, NO METRO

Ja estamos em Novosibirsk, no coração da Sibéria: parámos para um duche e jantar, ficamos aqui meia dúzia de horas e logo à noite prosseguimos viagem para Irkutsk, o destino final desta primeira parte da viagem.

No entanto, neste post quero voltar um pouco atrás e lembrar a volta que demos no metro, há três dias, visitando algumas das estações mais emblemáticas de Moscovo.

Não é a primeira vez que partilho aqui imagens e curiosidades acerca do espectacular Metro da capital russa. Fi-lo em 2011 e 2013 e de certeza que hei-de repetir a proeza no futuro. Este mundo subterrâneo é um universo à parte, só quem já viu é que sabe.

Ficam então algumas imagens, por agora dispenso a prosa ;)












12/06/2014

ONDE A EUROPA E A ÁSIA SE ENCONTRAM

Atravessámos esta manhã os Urais e estamos neste momento em Yekaterimburgo, numa paragem de quase meia hora que há um ano teve momentos muito intensos.

Aproveito este bocadinho para actualizar o blog, há que tirar partido de ter a rede ao máximo e o 3G do cartão a funcionar.

A primeira noite no Transiberiano foi bem regada para alguns, com os primeiros shots de vodka e uma noitada de conversa e muitas gargalhadas. Já partilhámos as primeiras refeições, aprendemos truques uns com os outros, alguns puseram a leitura em dia, discutiu-se de tudo um pouco - à medida que avançamos pela Rússia adentro, trocamos histórias e experiências, recordações e sonhos.

Já cumprimos mil e oitocentos quilómetros, estamos dois fusos horários à frente de Moscovo e há mais de vinte e quatro horas sobre carris. Por isso esta paragem sabe bem, o grupo saiu para tirar fotografias à estação, que celebra a fronteira entre a Europa e a Ásia; e eu fiquei aqui a guardar as coisas e a actualizar o blog e o facebook.

O comboio vai sair - assim que tiver net outra vez, conversamos.

SER PASSARINHO EM GORKY PARK

Voltando por momentos a Moscovo, gostava de partilhar aqui algumas fotografias que tirei durante o passeio que fiz no Gorky Park.

Ser passarinho em Moscovo é um privilégio. Dá direito a ter uns "condomínios" pintados à mão por artistas locais. Um luxo.

Ficam alguns exemplos.

Voltamos ao Transiberiano dentro de momentos ;)






11/06/2014

ISTO PROMETE

“Três estações e depois mudamos de linha”, avisei ao grupo enquanto descíamos as íngremes escadas rolantes que nos levaram às profundezas dessa colorida Moscovo debaixo de terra.

Da linha amarela passámos para a castanha, a circular - e pouco depois estávamos a emergir novamente, o céu azul carregado de cinzento, mulheres loiras com unhas e lábios vermelhos, homens fardados, publicidade aos copos do Ronaldo, um carro de alta cilindrada a deixar um rasto de música pop americana, “hit me baby one more time”.

Mochilas às costas, sacos das compras nas mãos, sorrisos no olhar. Estamos quase.

Chegámos à estação de Kazanskiy uma hora antes daquela marcada no bilhete. Poisámos toda a bagagem na gare, dei meia hora ao grupo para explorar a estação, comer qualquer coisa, relaxar. Eu fiquei a tomar conta das coisas.


Pouco antes da uma, já com a plataforma anunciada no painel electrónico e as mochilas novamente às costas, fomos à procura da nossa carruagem.

13:10


Estamos prestes a arrancar.

Destino: Irkutsk, a chamada Paris da Sibéria, com vista para o lago Baikal. Mas antes fazemos uma paragem técnica em Novosibirsk, para esticar as pernas e recuperar energias. São quatro dias e quatro noites, ao todo.

Pouca-terra, pouca-terra. Bem vindos à linha Transiberiana.

(É bom estar de volta, penso para os meus botões.)

Lá fora, o céu cinzento e a temperatura não prometem grande semana, para aqueles que ficam. O comboio avança devagar - e devagar cumprimos o primeiro de quase oito mil quilómetros. Quando pararmos daqui a quatro dias, a três fusos horários de Moscovo, bem no coração da Sibéria, teremos atravessado uma distância enorme não só no mapa, mas também nas nossas colecções de memórias e vivências. A ver vamos, o que nos reserva a meteorologia no lago Baikal.

Dentro do comboio reina um ambiente fantástico. A provodnitsa Tatiana (a senhora responsável pela nossa carruagem) é uma simpatia. Começam a ensaiar-se as dinâmicas que vão dar ritmo a esta aventura.

Isto promete :)

BORA LÁ!

É esse o espírito.

A vontade de ir, sempre.

Bora lá então. Rumo a Pequim, mas com mil aventuras pelo meio.