03/03/2015

BOM DIA, MONYWA

Aqui na Indochina já estamos em movimento: deixámos Hanói hoje de manhã e chegámos há meia-hora a Ninh Binh, onde vamos passar a tarde, antes de apanhar o comboio para Hué.

No entanto, aqui no blog hoje continuo por Monywa. Ontem publiquei algumas panorâmicas do complexo de grutas budistas que visitei, hoje à tarde espero conseguir partilhar mais algumas impressões deste lugar tão especial.

Fica um clik, só para aquecer. Só para dar os bons-dias:


02/03/2015

BUDAS, PANORAMIC STYLE

Voltemos por momentos ao Myanmar, de onde regressei há menos de uma semana.

Um dos lugares que mais me surpreeendeu nesta última volta foi Monywa - ou, para ser mais exacto, os arredores de Monywa. Descobri, a pouco mais de vinte e cinco quilómetros da cidade, uma colina chamada Pho Win Taung, onde há mais de seiscentos anos foram escavadas nas rochas centenas de pequenas grutas (novecentas, para ser mais exacto), e dentro destas foram colocadas milhares de estátuas de budas, de vários tamanhos e feitios, posições e materiais. Algumas destas grutas continuam a surpreender com as suas paredes e tectos pintados com frescos, outras desiludem com os rabiscos de turistas mal-educados. Há de tudo. Há uma representação do Monte Meru na fachada de uma das grutas, há elefantes de pedra a guardar templos, muitos macacos para dar mais emoção, o som do gongo a ser tocado, monges a meditar, alguns templos novos com os neons à volta da cabeça do Buda, lojas de souvenirs, barraquinhas de bebidas e o colorido habitual deste tipo de lugares.

Ainda não contabilizei quantas, mas devo ter feito aqui mais de mil fotos.

Budas, budas e mais budas. Que lugar incrível - e com tão poucos turistas, além dos locais, a fazer justiça ao significado do seu nome, que traduzido para português quer dizer qualquer coisa como "Montanha da Meditação Solitária".

Para quem conhece a Índia, posso fazer aqui uma comparação que é capaz de ajudar a entender melhor o que é este lugar: é uma espécie de Ajanta com tiques de Ellora, as famosas grutas budistas perto de Aurangabad, no Maharashtra. Mas em dimensões bem menores, claro. Muito, muito bonito.

Além das muitas fotografias que tirei com a máquina, dei por mim a fazer algumas panorâmicas com o telefone - e é por esta abordagem que começo por partilhar convosco este lugar. Espero que gostem:











BOM DIA, DUAS VEZES :)

Hoje o dia acordou cinzento e húmido, cheio de arrepios e vidros embaciados.

Mas as cores até parece que saem mais realçadas nas fotos, como que agitadas por uma necessidade de se destacarem na luz cinzenta da manhã.

Fomos dar uma volta, eu e o grupo da Indochina. Fomos passear pelo Bairro Antigo.

Hoje levei a máquina comigo - e apesar de nem ter tirado muitas fotografias, há pelo menos duas que são "a cara" desta manhã - e custa-me escolher apenas uma. Assim sendo, hoje o click do dia são dois:


Para conhecer o itinerário completo e as datas das próximas edições da viagem "Indochina com Jorge Vassallo", clique aqui.

01/03/2015

SAI UM CAFÉ COM OVO PARA A MESA DO CANTO

Ainda não foi este fim-de-semana que encontrei um bun chá melhor que o meu preferido... e também não foi este ano que ganhei o prémio para o qual este blog estava nomeado (aliás: muitos parabéns ao Filipe, à Carla e aos outros vencedores)...

...mas ontem foi o dia em que finalmente provei o famoso Ca Phé Trung, uma especialidade muito particular de Hanói.

Já tinha ouvido falar desta bebida, tinha até procurado por ela - mas nunca a encontrara em lugar algum. E não é que, sem me dizer nada, o meu amigo Quang levou-me a dar uma volta de mota em Hanói, ontem ao final da tarde - e, para minha surpresa, levou-me a experimentar o tal café com ovo que tantas vezes imaginei/temi.

Confesso que a ideia me fazia alguma comichão. Vá-se lá saber porquê, mas na minha cabeça visualizava sempre um café servido com uma clara crua. Que estupidez.

Tem ou não bom aspecto? No fundo é uma espécie de gemada. E vem a acompanhar uma dose de café vietnamita.

Que delícia!

Quais prémios da BTL, quais quê! ;)

UM BUN CHÁ ASSIM-ASSIM

"Meet me in front of the Royal City", dizia o SMS que recebi ontem ao final da manhã. Eu nem sabia que havia uma Cidade Real em Hanói.

Muito bem, pensei. Passo a conhecer mais uma parte da cidade. E, pelo nome, pode ser que até valha a pena levar os grupos da Nomad lá, da próxima vez. A ver vamos. Sempre a aprender.

Mas vamos por partes:

A razão de ser desta combinação nada tinha nada a ver com turismo. Eu estava prestes a meter-me em cima de uma mota e atravessar meia-Hanói... por um bun chá. E para quem não sabe o que é um bun chá, por favor clique aqui antes de prosseguir a leitura deste post. Tenham algum decoro, por favor.

Esclarecidos? Continuemos. ;)

Acho que nunca tinha comentado acerca disto no blog, mas tenho esta mania (chamem-lhe pancada) de desafiar os meus amigos de Hanói para me darem a provar o seu bun chá preferido. E até já tenho o meu, aqui, mas continuo à procura de ser surpreendido - e, quem sabe, render-me a outro. Podia até dar-me por satisfeito com os bun chá que já experimentei (e não foram poucos), mas querem o quê?, no que diz respeito à minha "cena" com o raio do prato, não há como conformar-me.

Continuando: ontem recebi um SMS de um amigo que já me "devia" há algum tempo uma visita a um bun chá. Depois de algumas ameaças e tantos outros cancelamentos, finalmente desafiava-me a ir ter com ele para cumprir a missão que sabia estar por cumprir. Pediu-me para ir ter com ele à tal cidade real, que eu não fazia ideia existir em Hanói - e como sou obediente e bom rapaz, saí para a rua e abordei o primeiro moto-taxi que encontrei. Como o senhor não entendia nada do que eu dizia, liguei ao meu amigo e ele explicou-lhe onde ir.

E lá fomos. Entre trânsito e peões e cartazes de publicidade, lojas com nomes engraçados e os tradicionais emaranhados de fios de electricidade, mais as montras decoradas com imagens de cabras (começou há uma semana o respectivo ano lunar).

Até que chegámos à Royal City.

A sério.

Nem queria acreditar. Aquilo que eu pensava ser um landmark histórico, um potencial ponto de visita para os grupos da Nomad - afinal era um Mega Mall.

Com estátuas gregas.

Pois. Ou romanas. Eu-sei-lá.

Enfim: o driver deixou-me à porta e eu liguei ao meu amigo a avisar que estava à espera dele à porta da... hmmm... cidade real. O Quang apareceu pouco depois a rir, já estava à espera que eu tivesse "vindo ao engano". Com amigos assim... ;)

Montei-me então na sua mota e lá fomos por entre bairros residenciais, em zonas da cidade que me eram completamente desconhecidas. Parámos finalmente em frente a uma garagem muito simples, parecia uma oficina, completamente despretensiosa, sem nada de muito interessante que mereça aqui destaque. Parámos a mota e sentámo-nos a uma mesa (confesso que prefiro a versão banquinhos-rentes-ao-chão) e esperámos que nos viessem servir.

E chegados a este ponto, tenho que admitir aqui a minha desilusão. Tanto mistério, tanta volta e tanta coisa... para nada.

Não era mau, o bun chá. Mas também não era excelente. Nem óptimo. Nem muito bom.

Era um bun chá... assim-assim. :/

(eu, desiludido)

BOM DIA, HANÓI... OU NEM POR ISSO

"This is Vietnam. If you don't like it, go back to your home."

O que é que se responde a isto?

Eu tinha simplesmente chamado a atenção, meio a rir para não dar a ideia de confronto, para um sinal afixado na parede a dizer "no smoking". Estávamos no aeroporto, num restaurante junto às chegadas, e eu trazia um tabuleiro com um café e uma tosta. O meu objectivo era simples: tomar o pequeno-almoço, pacatamente na Paz do Senhor, enquanto esperava por cinco das pessoas que me vão acompanhar, a partir de hoje, em mais uma edição da Indochina.

E agora a cereja em cima do bolo: os quatro homens estavam fardados. Eram funcionários do aeroporto.

Devia ter tirado uma fotografia. Provavelmente devia ter ido reportar a alguém. Enfim: quem sabe tentar insistir ou chamar à razão... mas pareceu-me tão absurdo, no momento. Não acredito que tivesse alguma sorte. Mas tinha cinco pessoas a chegar, estava ainda meio-a-dormir, e meio-atordoado pela inesperada resposta. Que anormais.

Eu sei que não são todos assim, os Vietnamitas.

E energúmenos destes há por todo o Mundo.

Mas eu estou Aqui, Agora.

Acabei por me retirar. Disse-lhes qualquer coisa mas para ser sincero já nem sei bem o quê... e fui-me embora. Pouco depois chegaram os cinco viajantes da Nomad e eu segui com a nossa vida. Ainda voltei ao aeroporto mais duas vezes, hoje. Nos entretantos "mandei vir" num fórum online daqui de Hanói e até já me deram o telefone de um ministro, quem diria, porque "é inaceitável". Mas o mais provável é que não passe disto.

Enfim.

Bom dia, Vietname!

Bom dia, Hanói!

Já cá estão os dez aventureiros, hoje à noite vamos jantar fora e amanhã recomeça a aventura. E se tudo correr como suposto, os sorrisos dos próximos vinte dias vão sobrepôr-se a este momento menos feliz do Universo.

Enquanto isso: click!


28/02/2015

SABIA QUE... #34

... acredita-se que o primeiro Shinbyu da história aconteceu há mais de dois mil e quinhentos anos, e que o primeiro rapaz a ser ordenado foi Rahula, o filho do próprio Buda.

Contam os velhos que, seguindo a dica da mãe, Rahula aproximou-se um dia de Siddharta e perguntou-lhe acerca da herança.

"Muito bem", respondeu-lhe o Buda, "aqui tens a minha herança."

E imediatamente pediu a um dos seus discípulos que rapasse o cabelo ao filho, e que trocasse a sua roupa de príncipe pelo robe de um velho asceta. Rahula seguiu então o pai para a floresta - e partir de então, tornou-se tradição as famílias "entregarem" os filhos ao mosteiro, nem que seja por uns dias, para assim evitarem re-incarnações menos desejadas.

E POR FALAR EM CORES

Aproveitando a foto que escolhi para click do dia, vou aqui partilhar algo que aprendi enquanto assistia à colorida parada de crianças e respectivas famílias.

Segundo a tradição budista no Myanmar, é praticamente obrigatório que todos os rapazes com mais de oito anos entrem para um mosteiro - nem que seja por uma semana. É considerada uma benção, esta acção, tanto para os rapazes como para as famílias, e não há praticamente homem no país que não tenha passado algum tempo num mosteiro.

A cerimónia de "noviciação" chama-se Shinbyu e divide-se em duas partes:

De manhã cumpre-se o Shinlaung Hlè Pwe, que envolve uma procissão ao pagoda mais importante da localidade, com os rapazes montados em cavalos, mascarados de príncipe, acompanhados pelos familiares que levam uma "sombrinha" tradicional, os robes monásticos e outros oito requisitos. São seguidos por carros de bois e um grupo musical que não pára de tocar o tempo todo.


O Shinlaung Hlè Pwe simboliza a partida do príncipe Siddhartha Gautama do palácio real onde vivia com a família, rodeado de todos os luxos e prazeres próprios de uma corte. Aos vinte e nove anos, Siddharta deixou o palácio, a sua mulher e o filho recém-nascido, e iniciou uma viagem maravilhosa de auto-descoberta, em busca das Quatro Nobres Verdades.

Voltando à cerimónia. De tarde, os rapazes rapam o cabelo e são então recebidos no mosteiro, depois de um festim oferecido pela família aos convidados e aos monges.

Não assisti a esta segunda parte - mas da primeira tenho algumas fotos, e valem a pena partilhar aqui. As cores são aquilo que, obviamente, salta logo à vista. Mas tentem imaginar o ambiente com a música da banda que os acompanhava, mais o calor e o pó levantado pelos carros de bois, o cheiro a incenso e os sorrisos de quase toda a gente. Quase - porque a maior parte dos rapazes não parecia estar muito feliz com o acontecimento, seja porque sabem que vão para um mosteiro, seja por estarem todos pintados e mascarados, a ser exibidos a quem passa. Enfim: faz parte. Para as famílias tem uma importância enorme e um simbolismo muito forte; e para os turistas é um verdadeiro festim de cores:










BOM DIA, CORES!

O mais complicado na gestão de tantas notas de viagem e fotos é mesmo encontrar uma lógica para a sua publicação, ou estabelecer prioridades na partilha. Publico primeiro as histórias mais recentes, ainda frescas, e depois recuo - ou volto atrás e sigo uma ordem cronológica... ou pura e simplesmente não ligo nada a lógicas e calendários e vou pelo instinto.

Acho que vou seguir o instinto.

E porque ontem passei um bom bocado só a rever as cores da Birmânia, nas fotos que fiz ao longo das últimas duas semanas: entre tanto dourado e côr-de-rosa, descobri um verdadeiro arco-íris de emoções e recordações.

Um dos momentos mais coloridos aconteceu em Bagan, ainda de manhã, no início da exploração dos templos, quando demos de caras com uma cerimónia tradicional que antecede a entrada das crianças nos mosteiros budistas. No Myanmar, não só os rapazes podem ser monges, mas também as raparigas. A cerimónia é um verdadeiro desfile de cores - e o click de hoje reflecte bem isso.

Bom dia. E um óptimo fim-de-semana!

27/02/2015

AS 10 MAIORES ESTÁTUAS DO MUNDO

Fui dar uma volta pela internet e confirma-se que a estátua Laykyun Setkyar, o tal Buda de trinta e um andares que descobri na Birmânia, é apenas a segunda maior estátua do Mundo.

Vamos a contas, então.

Qual é, afinal, a maior estátua do Mundo?

A internet é unânime, e a resposta sempre a mesma. A maior estátua do Mundo é a do Buda do Templo da Primavera, em Lushan (na província de Henan, China). Tem cento e vinte e oito metros de altura - e se contarmos com o pedestal, são ao todo cento e cinquenta e três. Só.

Bem... e já que andei a investigar, sai um top ten?

128m   Buda do Templo da Primavera, na China
116m   Laykyun Setkyar (Buda), no Myanmar
108m   Guanyin* do Mar do Sul de Sanya, na China
106m   Imperadores Yan e Huang, na China
100m   Ushiku Daibutsu (Buda), no Japão
100m   Sendai Daikannon (Guanyin), no Japão
99m     Guanyin de Weishan, na China
96m     Pedro, o Grande, na Rússia
92m     Grande Buda da Tailândia
88m     Daikannon de Kita no Miyako (Guanyin), no Japão

Já repararam que, das dez maiores estátuas do Mundo, apenas a de Pedro, o Grande - em Moscovo - não é na Ásia?

Aliás: analisando os primeiros cinquenta lugares da lista da wikipedia, quarenta e dois são na Ásia. E se alargarmos a pesquisa aos primeiros cem, apenas dezassete são não-asiáticos. Mania esta, hem?

A Estátua da Liberdade, por exemplo, ocupa somente a 40ª posição. E o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, é a 115ª estátua mais alta do mundo.

Já agora: o "nosso" Cristo Rei, em Almada, aparece num honroso 128º lugar. Nada mau - principalmente se tivermos em conta que, num futuro próximo, dezenas de novas estátuas vão tornar esta lista ainda mais interessante. É que se neste momento existem quatro estátuas com mais de cem metros, fiquem sabendo que estão em construção mais oito dentro desta categoria! E quatro destas oito são maiores que a maior de todas.

As coisas que se aprendem quando se procura.

* Guanyin é a chamada Deusa da Compaixão, uma figura muito popular do Budismo Mahayana que é uma espécie de Nossa Senhora "daquelas bandas".

O MAIOR BUDA DO UNIVERSO

Uma das "descobertas" destes últimos quinze dias na Birmânia foi um Buda gigante nos arredores de Monywa, que dizem os locais ser o maior do Universo.

Fui dar uma volta pela internet e parece que afinal é só a segunda maior estátua, segundo o livro dos Recordes do Guinness.

Assim sendo, este post já não faz sentido e, esmagado por remorsos e frustração, decidi acabar com este blog. Adeus. Foi bom enquanto durou.

Ok.

Menos drama.

Pode não ser a maior estátua do Universo. Mas continua a ser a maior do "meu" Universo. Tendo em conta que ainda não vi a outra. Ninguém me garante que exista mesmo. Se calhar é tudo uma grande farsa. Estes senhores do Guinness. Mais os lobbies e políticas. Levem-me lá. Ver é crer. Vai-na-volta e... ok.

Isto de estar há muito tempo sem escrever.

Fica a foto aqui e fico eu caladinho, que isto hoje está fácil de descambar.

São 114m de Buda, contruídos entre 1995 e 2008, num total de trinta e um andares que representam os trinta e um planos de existência. Impressionante!

Pequenino, não é?

BOM DIA, DEZ MIL VEZES

Somos dez mil às voltas no facebook!

O perfil do "fui dar uma volta" atingiu esta noite a marca redonda da dezena de milhar, que é sempre algo bonito de se ver - e que me enche o peito de orgulho, admito. E vem em boa altura, esta marca: tenho finalmente resolvido o problema que me afligia o computador, mais a câmara e tudo aquilo que estava "pendurado" por causa disso.

Posso finalmente reassumir o controlo deste barco, e é isso mesmo que faço neste momento. Estou a dar voltas às fotos e aos textos, aos mails e mensagens, a uma confusão enorme de informação e afazeres.

Por aqui, começo com um click do dia. Uma foto tirada à saída de Nyaung Shwe, num mosteiro cujo-nome-agora-não-me-lembro, famoso pelas suas janelas ovais num edíficio todo em teca.


23/02/2015

15 HORAS (SOBRE CARRIS)

Não é a primeira vez e de certeza que não é a última. Estou neste momento no comboio entre Yangon e Mandalay - mas hoje, no sentido contrário ao habitual. Hoje desço.

Continuo sem acesso ao computador. A única loja de Mandalay que tinha um carregador pediu-me uma fortuna por ele. E eu não fui na conversa. Se sobrevivi quase duas semanas sem o meu mac, concerteza que consigo aguentar mais uns dias. Alguma coisa se há de arranjar em Yangon, ou em Kuala Lumpur, ou na pior das hipóteses em Hanói, onde chego no fim-de-semana para arrancar com mais uma Indochina.

De qualquer forma, faz-me comichão não partilhar nada aqui. Tantas histórias, fotos, curiosidades a acumular, já nem sei por onde começar.

Se tivesse o computador agora é que era: quinze horas sobre carris é mais-do-que-suficiente para fazer uns posts bem arranjadinhos.

Limitado ao telefone e aos humores da internet que vai-e-vem, fico-me por um pouco de conversa e esta foto:


20/02/2015

ESTÁ DIFÍCIL... MAS ESTÁ-SE BEM

"Está-se bem no campo", diz quem sabe.

E quem sabe, sabe. Estes dias no Myanmar têm sido intensos e emocionais, uma experiência maravilhosa repleta de momentos únicos, reencontros e sorrisos, muita risota e alguns nós na garganta.

Infelizmente, a net é muito lenta (quando tenho acesso) e para piorar a minha situação no que diz respeito ao blog, o carregador do computador deixou de funcionar, entre outras surpresas a nível técnico, incompatibilidades inesperadas... só dramas.

Ok: nem tanto.

Nem tudo são más notícias. Acabei de saber, por exemplo, que o FUI DAR UMA VOLTA é candidato a travel blog do ano, na BTL. Tenho de investigar melhor isto ;)

Mas agora: cama. Amanhã madrugo, que tenho um longo dia pela frente, de barco no lago Inle. E assim que voltar ao hotel, a ver se percebo melhor o que se está a passar :)

Fica um sorriso birmanês, para vos acompanhar o resto do dia:


13/02/2015

100 ANOS

Se fosse vivo, o general Aung San completaria hoje cem anos.

Para aqueles a quem este nome não-diz-nada, fica uma brevíssima apresentação: este senhor foi o mais famoso revolucionário nacionalista birmanês; e o grande arquitecto da independência da Birmânia. Uma espécie de Gandhi local, portanto. Além disso, é o pai de Aung San Suu Kyi, aquela senhora birmanesa com ar simpático, que esteve presa vinte-e-tal anos e que ganhou um Nobel da Paz.

Hoje encontrei uma foto muito interessante, que mostra o general a sair do número dez da Downing Street, depois de negociar a independência birmanesa do Império Britânico. Um momento histórico... que viveu aos trinta e um anos. Infelizmente seria assassinado seis meses depois.

Quantos de nós é que já negociaram a independência de um país aos trinta e um? Pois.

12/02/2015

AONDE É QUE EU IA?

A última vez que aqui escrevi, estava mesmo a apetecer-me uma sesta. Quem diria que se passariam duas semanas até ter tempo/disponibilidade/energia para voltar ao "activo".

Isto não foi bem uma sesta... isto foi mais uma hibernação.

Uma ciber-hibernação, para ser mais preciso. Porque no terreno, no mapa, nas histórias - por aqui muito se tem passado, muito há por partilhar. Nem sei bem por onde começar.

Um ponto de situação, portanto.

Estava em Siem Reap com um grupo da Nomad, quando publiquei o último post antes deste. Aqui visitámos ruínas de civilizações perdidas, reencontrei alguns dos meus amigos cambodjanos... e fui até ao circo. Uma experiência muito especial.

Seguimos para Bangkok e depois para o Laos - e quando o grupo da Indochina regressou a Portugal, eu voltei para a capital tailandesa e encontrei-me com a minha mãe, uma tia e o meu amigo António.

Viemos ontem para Mandalay. Sim: quatro meses depois da mais recente viagem à Birmânia com um grupo. São duas semanas num ritmo um bocadinho mais calmo, redescobrindo alguns dos lugares que costumo visitar com os grupos - e aproveitando outra disponibilidade para explorar outras sensações, vivências e experiências. Ainda agora começou, e está-me a saber tããão bem.

Contas feitas: a ver se ponho em dia alguma das aventuras. Ainda por cima vem aí o Dia dos Namorados, e eu até pensei numa ou outra coisa para publicar aqui. E o Ano Novo chinês... está quase-quase a começar o Ano da Cabra.

28/01/2015

ZZZ, ANGKOR STYLE

Vai uma sesta?

1. com este calor;
2. depois das caminhadas pelos templos de Angkor;
3. e com a barriga cheia, depois de um almoço cambodjano bem demorado, à boa moda portuguesa;

calhava bem uma "cochilada", não calhava? ;)

http://www.nomad.pt/indochina-com-jorge-vassallo

26/01/2015

ANGKOR WAT X3

Olha só quem está de volta a Angkor!

Pois é: passaram quatro dias desde o último post (ainda a bordo do Reunification Express) e de repente eis que já estamos em Siem Reap, com Angkor Wat à vista.

Depois de um dia intenso (e uma noite até às tantas) em Saigão; depois de uma longa viagem de autocarro até Phnom Penh e mais um dia inteiro na capital cambodjana... hoje lá embarcámos de manhãzinha no barco que sobe o Tonle Sap - e aqui estamos.

Mesmo a tempo de dar uma primeira "espreitadela" a Angkor Wat.

Nós e mais alguns chineses ;)

A ver se hoje ponho em dia algumas das peripécias mais recentes.

Até já!

Mais sobre esta aventura em:
http://www.nomad.pt/indochina-com-jorge-vassallo

22/01/2015

20 HORAS

Pouca-terra, pouca-terra...

Estamos a caminho de Saigão, a última morada vietnamita desta viagem pela Indochina (depois vem o Cambodja).

Vinte horas sobre carris. Pode parecer muito, mas a verdade é que passa a correr. Entre conversa e piqueniques, leituras e sestas, sessões de fotos e gargalhadas, ou momentos em que pura e simplesmente deixamos o olhar perder-se na paisagem que passa... passa a correr.

Depois do colorido caos de Hanoi, da pacata Ninh Binh e da clássica Hué (clássica até nas músicas cantadas no karaoke de ontem à noite), espera-nos então a eterna Saigão/Saigon, essa com "um céu de luz neon, seu brilho silencia todo som".

Fica então um click de moi meme em Saigão, enquanto não chegamos lá:

Mais sobre esta viagem em:
http://www.nomad.pt/indochina-com-jorge-vassallo

21/01/2015

SABIA QUE... #33

...Charlie Chaplin viajou pela Indochina há quase oitenta anos?

Hoje fiquei a saber que Charlie Chaplin passou por Hué, na viagem de cinco meses que fez pelo Extremo Oriente em 1936. Eu nem fazia ideia que o famoso actor alguma vez tivesse estado por estas bandas. Mas fiquei curioso e fui tentar saber mais.

Ao que parece, em Março de 1936 Chaplin viajou até ao Havai, de onde seguiu para Xangai e Singapura. Ter-se-á casado aqui - em segredo - com Paulette Goddard e depois prosseguiram os dois viagem, com a mãe da actriz e um mordomo, para as ilhas de Bali e Java. Voltaram para Singapura e continuaram até Saigão e Phnom Penh, onde foram recebidos pelo rei Sisowath Monivong.

Visitaram Angkor e Siem Reap - Chaplin chegou inclusivamente a anunciar que ia fazer "campanha" nos Estados Unidos para que as pessoas ficassem a saber dos maravilhosos templos que tinha conhecido -; e pouco depois regressaram para Saigão, de onde arrancaram para a fase final desta viagem, "subindo" o Vietname por Dalat, Hué e Hanói.

E esta, hem?!