18/11/2012

SOBRE RODAS NO CAMBODJA

Chegámos ontem ao noite ao Cambodja, depois da manhã passada nos Cu Chi Tunnels e a tarde toda no autocarro e na fronteira. Muito tempo para pôr o sono em dia, ver a paisagem a mudar - entrámos na segunda fase da viagem.

O programa hoje foi mais intenso, com uma visita ao Centro de Segurança S21 e outra aos Campos da Morte nos arredores da capital cambodjana. Os horrores do regime dos Khmers Vermelhos são difíceis de encarar, mas obrigatórios de ver.

Desta vez não vou deixar aqui imagens do museu e das vítimas da guerra no Cambodja - por hoje chega. Prefiro partilhar convosco algumas das fotos que fiz na estrada, durante o caminho para os Campos da Morte. Mostram o lado mais sorridente deste povo que já tanto sofreu, e também o sentido prático, muito mais apurado que o nosso "desenrasca". Em cima de duas rodas, tudo cabe.








É impressionante. Ao primeiro contacto visual com um cambodjano, basta esboçar um sorriso, por muito ao-de-leve que seja, para recebermos em troca uns dentes luminosos e a Felicidade toda do Mundo.

Estas fotos fazem ou vão fazer parte do meu álbum SOBRE RODAS, na página de facebook do FUI DAR UMA VOLTA.

Espreitem. Espero que gostem.


3 comentários:

Clara Amorim disse...

Sim, "Em cima de duas rodas, tudo cabe." E na nossa memória visual, e não só..., cabem todas as tuas belíssimas crónicas e fotos...!
Obrigada por partilhares connosco todas estas vivências!
E vamos lá SOBRE RODAS para o Facebook! ;)

Joaninha disse...

o único a apanhar uma multa por não ter capacete é o condutor???
é que os penduras não usam mas os condutores usam todos!!!

LigeiramenteCanhoto disse...

Fantástico.

Adorei a forma como conseguiste sintetizar esta característica: << o sentido prático, muito mais apurado que o nosso "desenrasca">>. São coisas tão diferentes mas tão fáceis de confundir.

Constatei isso mesmo em África e na América Latina. O sentido prático deles, ao contrário do nosso desenrascanço, é completamente desprovido de pudores ou vergonhas e se alguém tiver que atravessar a cidade de mota ou bicicleta com uma galinha ao colo ou um macaco às costas... fá-lo.

Acho admirável. Obrigado pela partilha.