06/01/2016

CADA UM TEM O SEU EVERESTE

Depois das férias com amigos em Bali, rumei a Hanói para mais uma edição da Indochina, uma das viagens que organizo com a Nomad. Foram vinte dias intensos e sempre memoráveis, cheguei ao fim "de rastos"... mas cheio de vontade para me "atirar à estrada" novamente. Que sina, esta minha natureza irrequieta. Dá para parar um bocadinho? ;)

Regressei a Bangkok e no aeroporto encontrei-me com três pessoas que me são muito especiais: a minha mãe, uma tia e um grande amigo e companheiro de viagens, o António. Desde que estivemos os quatro na Índia, há seis anos, tornou-se um hábito viajarmos juntos quase todos os anos. Com a minha mãe e tia já fui também à Turquia, Tailândia, Cambodja e Laos - mas infelizmente o António passou por uma grave tragédia pessoal, há três anos, e não voltou a viajar connosco. Penso que cheguei a mencioná-lo aqui, não vale a pena entrar em pormenores agora. O importante é que esta era a primeira grande viagem do meu amigo, desde esse acidente em 2013... e estávamos todos ansiosos para ver como a dinâmica da aventura se ia adaptar a esta nova realidade: é que o António, além de queimado, teve de amputar uma perna.


15 DIAS DO ANO 15

(02) ONZE DE FEVEREIRO

O segundo dia desta série de quinze aconteceu logo no arranque da nossa viagem ao Myanmar. Depois de um "aquecimento" em Bangkok durante três ou quatro dias, voámos os quatro para Mandalay. E, como de costume, sugeri subirmos à Mandalay Hill.

Mas são quase mil e oitocentos degraus, para quem quer subir a pé.

Faz-se bem, obviamente com algum esforço e paragens pelo caminho, muitos templos e lojinhas, varandas para apreciar a vista - mas obviamente que a condição do António podia ser um entrave. Sugeri que fosse de carro, se quisesse. É possível assim, há uma estrada que sobe a montanha, e no parque de estacionamento há um elevador até ao templo no topo. Mas o António quis subir a pé. "Vamos mais devagar, mas por mim vamos a pé".

Muito bem: vamos lá então.

O primeiro desafio aconteceu logo à entrada, ao fim dos primeiros vinte degraus, depois de passarmos as duas gigantescas estátuas de chinthes, os leões míticos que protegem os templos na Birmânia. Estava eu e a minha mãe a descalçar-nos... e o António sem saber muito bem o que fazer. Começou por descalçar-se do "pé bom", mas a prótese também tinha um sapato, por isso perguntou à senhora que está à entrada o que fazer. Ela própria não sabia muito bem o que dizer, era provavelmente a primeira vez que lhe acontecia tal coisa.

Enfim: acabou por descalçar também esse sapato, e lá fomos com o "pé bom" descalço, a prótese "descalça", e uma muleta para ajudar ao esforço. (E assim foi durante o resto da viagem pela Birmânia: na maior parte dos templos ele tinha de descalçar também a prótese - mas alguns não se importavam muito com o caso.)

Continuando: começámos a subir. Devagar, com muitas paragens, não só porque é uma ascenção cansativa mas porque o calor não ajudava nada.

A prótese do António chamava muito a atenção (e assim foi o resto da viagem), pois no Myanmar é raríssimo ver alguém de prótese, e muito menos uma tão "moderna".

E foi a meio da subida que aconteceu um dos momentos mais emocionantes desta viagem, e a razão de eu seleccionar este dia como um dos mais importantes do meu Ano Quinze.

Um monge de dezassete-dezoito anos andava a "seguir-nos" há alguns minutos. Muito curioso, ia sorrindo silenciosamente mas não se aproximava, e lá nos ia acompanhando sempre à distância. Até que, numa das paragens que fizemos para descansar, o António fez-lhe sinal que viesse ter connosco. Falava um inglês impecável, e estava visivelmente emocionado. Acabou por nos contar que também a mãe dele sofrera uma amputação há uns anos, e que por causa disso praticamente não saía de casa. No Myanmar, contou-nos, um amputado não tem muito futuro. Quase ninguém pode pagar por uma prótese, e as que existem são muito básicas. A sociedade também não está preparada para um amputado, é muito difícil sobreviver por si mesmo, disse-nos quase em lágrimas, fascinado com aquilo que via.

"Obrigado por viajares no meu país", concluiu.

E confesso que também nós já tínhamos um nó enorme na garganta, os olhos quentes, por pouco que não foi uma choradeira ali à sombra do enorme Buda que olha por Mandalay.

Foi realmente um momento muito bonito, tirámos fotografias com o monge e ele acompanhou-nos até ao topo da montanha, sempre fascinado com o facto de um amputado, com muita força de espírito e uma atitude positiva, poder afinal fazer coisas fantásticas.

Passou-me muita coisa pela cabeça, durante o resto da "ascenção". A verdade é que já subi a Mandalay Hill muitas vezes, antes e depois desta viagem, mas esta foi sem dúvida a mais importante, porque sei bem o esforço físico e psicológico que o António aqui depositou. E sempre com um sorriso, com uma vontade enorme de cumprir... se calhar com alguma teimosia também. Mas o facto é que subiu os mil setecentos e vinte degraus. E, como eu dizia no início deste parágrafo, enquanto subíamos passou-me muita coisa pela cabeça - e uma delas foi a ideia de que "cada um tem o seu Evereste".

Ao longo das nossas vidas experienciamos uma série de eventos, encontros, coincidências, surpresas - umas boas, outras menos - e, mais cedo ou mais tarde, todos nos deparamos com estas "montanhas". Que podem ser mesmo montanhas, ou que podem assumir outras formas. Mas todos temos os nossos Everestes, algures no caminho. E enquanto alguns optam por passar ao lado, ou voltar para trás, ou ficar apenas a ver a vista... outros conquistam-nos.

E foi muito especial assitir e fazer parte desta ascenção. Que, tal como o dia das cascatas em Bali, ganha ainda mais importância se contextualizada. Este dia não vale apenas pelo Evereste conquistado, mas porque é o símbolo de uma viagem que foi, toda ela, muito emocionante/emocional. Foram doze dias de uma descoberta fantástica, a quatro, e muito sinceramente podia seleccionar qualquer outro dia destes passados no Myanmar, que não estaria a injustiçar ninguém ;)



Da viagem de comboio de Mandalay para Yangon, ao passeio que fizemos a Monwya (onde vimos, entre milhares de outras, a maior estátua de Buda do mundo); ou as voltas de mota pelos arredores de Mandalay, ou o dia passado em casa do meu amigo Kyaw Kyaw, em Bagan; o nascer-do-sol na ponte U Bein, o Mahamuni a lavar os dentes, a subida ao Monte Popa, o barco no Irrawaddy... foi uma grande viagem, esta que fizemos os quatro à Birmânia. E mal estaria eu se não destacasse pelo menos um destes dias, na selecção de quinze que marcaram o meu ano.

05/01/2016

O DIA DAS CASCATAS EM BALI

Como expliquei no post anterior, seleccionei quinze dias, entre os trezentos e sessenta e cinco vividos em 2015. São dias que, por si só, são memoráveis - mas, na maioria, enquadram-se em algum contexto, "qualquer coisa maior" que os torna ainda mais emblemáticos.


15 DIAS DO ANO 15

(01) SETE DE JANEIRO

O primeiro desta selecção de quinze aconteceu logo no início do ano. Depois de passar o "reveillon" em Singapura com uns amigos de Portugal, fomos para Bali e alugámos uma casa perto de Lovina, na costa norte, durante pouco mais de uma semana. Alugámos também motas, para passearmos à vontade pela ilha.

Um dos momentos altos do tempo passado em Bali foi quando subimos as montanhas de mota, serpenteando entre pequenas aldeias, velhos templos e verdes arrozais, até chegarmos a uma floresta que atravessámos a pé, por trilhos e pequenas pontes... e onde descobrimos umas cascatas deslumbrantes.


As fotos talvez ajudem. Mas a verdade é que escolhi este dia não só pelo passeio às cascatas, mas porque é uma espécie de símbolo de uma grande semana passada com amigos de longa data.

E, além disso, foi um dos primeiros passeios de mota de 2015, um ano em que passei muuuuuito tempo em cima de duas rodas. :)





AS CONTAS DO ANO QUINZE

Ontem à noite pus-me a fazer contas às geografias e às histórias, às partidas e às chegadas - basicamente a fazer o balanço às voltas que dei durante o ano que passou.

Em 2015 respirei o ar de uma dúzia de países - mas curiosamente (e pela primeira vez em bastantes anos), não me estreei em nenhum. O que não quer dizer que não tenha explorado novos lugares e vivido novas experiências.

Mas vamos às contas, começando pelos países onde estive mais tempo:

- três meses a viajar na Índia (dois dos quais em cima de uma vespa, numa aventura inesquecível em que percorri mais de cinco mil quilómetros, do Kerala ao Bengala Ocidental);

- dois meses em Portugal (a grande parte no Verão, mais uma semana já no final do ano, quando vim "de surpresa" para o Natal);

- dois meses no Myanmar (quatro viagens ao todo, de duas semanas cada - primeiro em Fevereiro com a minha mãe, a minha tia e o meu amigo António; depois em Abril, "on my own", para explorar novos lugares; e finalmente em Outubro e Dezembro, com grupos da Nomad);

- cerca de um mês no Vietname, outro no Laos, um na Tailândia e mais outro na Turquia;

E o mês-e-pouco que falta foi dividido entre Camboja, Malásia, Indonésia, Dubai e Singapura.

Mas por muitas voltas que dê às contas, ou por muitas contas que faça às voltas - a verdade é que os números nunca fazem justiça ao tempo e às geografias. Posso somar os dias todos para ver quantos fiquei em cada país, ou quantas vezes fui a cada lugar, ou quantos voos apanhei - há tantas matemáticas possíveis. Mas nenhum dos resultados traduz a montanha-russa de emoções e aventuras que foi o Ano Quinze.

Assim sendo, perguntei-me a mim mesmo: entre todos estes dias, trezentos e sessenta e cinco para ser mais concreto, se tivesse de seleccionar uns quantos, se tivesse de destacar... quinze, por exemplo. Se fosse "obrigado" a escolher quinze dias do Ano Quinze.

Que dias escolheria?

Estejam atentos os próximos posts ;)

04/01/2016

NEVA EM ISTAMBUL

A última vez que passei em Istambul, há pouco mais de uma semana, já fazia muito frio. Fiquei apenas uma noite e uma manhã, o suficiente para matar saudades... mas não vi neve.

Foi por pouco.

É que o novo ano começou pintado de branco, na Turquia. Uma forte tempestade logo no primeiro dia de Janeiro deixou dezoito centímetros de neve nas ruas de Istambul, e quase cinquenta em algumas cidades turcas. Há já quatro mortos a lamentar, infelizmente. Vilas isoladas e aldeias sem electricidade, estradas encerradas e árvores derrubadas - e centenas de voos cancelados, pelo que millhares de passageiros ficaram presos nos aeroportos.

Mas tragédias à parte, não resisti a espreitar o instagram, para ver as fotos que as pessoas andam a partilhar da neve em Istambul.

Valeu a pena - e fiz uma selecção de dez imagens, que agora partilho:

by mustafaseven 

by sert_mehmet


by istanbul_guide


by istanbul_guide


by istanbul_guide


by tolgy75


by ancienm


by aslishot


by sert_mehmet


by 34antares


03/01/2016

E DE REPENTE É 2016

Dois meses... sem escrever nada no blog? Parece mentira mas é verdade.

Passa a correr. E de repente, quase sem se dar por isso, soam dozes badaladas e dou por mim a abraçar amigos e a desejar um "Feliz Ano Novo", e ponho-me a fazer contas às geografias e as às histórias, ao ano que passou, ao que agora começa... e eis passaram dois meses desde a última vez que publiquei fosse-o-que-fosse. Dois meses!

Há muito que não estava tanto tempo sem escrever. E não é porque não tivesse nada para partilhar - muito pelo contrário. Mas é o que já se sabe: entre cansaço e preguiça... passa a correr.

Por onde começar?

Estou em Portugal. Vim "de surpresa", sem avisar ninguém, para passar o Natal com a família. Mas do último post, escrito no Vietname, até este momento em que me sento às voltas com matemáticas e geografias, em Lisboa, passaram-se vários lugares e aventuras:

- primeiro Hué, Saigão, Phnom Penh, Bangkok, Vang Vieng e Luang Prabang com o grupo da Indochina;

- depois uma subida de barco no Mekong, com amigos, de Luang Prabang até à fronteira do Laos com a Tailândia;

- um festival de lanternas, uma aula de culinária e passeios vários em Chiang Mai;

- e ainda a descoberta daquele que se arrisca a tornar-se um dos meus lugares preferidos por estas bandas: Pai.

Depois dos dias de férias no norte da Tailândia, passei então à Birmânia. Recebi mais um grupo de viajantes Nomad em Yangon e embarquei em mais uma edição da viagem que organizo com a agência:

- visitámos a Rocha Dourada e fomos de comboio até Mandalay, que explorámos de mota;

- descemos o rio Irrawady de barco, até Bagan, onde aluguei e-bikes para melhor passearmos entre templos e ruínas daquele que é um dos lugares mais fascinantes do Myanmar;

- subimos o Monte Popa, deslumbrámo-nos com o Lago Inle num dia inteiro a passear de barco... e ainda visitámos a gruta-templo de Pindaya, no regresso a Mandalay.

Quase dois meses: passa a correr. Tantas histórias, curiosidades, imagens e momentos inesquecíveis. A ver vamos, o que consigo aqui partilhar.

Ano novo: vamos lá a animar, então. Dois meses sem "tocar" no blog é demasiado tempo. Hoje volto ao ritmo "do costume". Estejam atentos. ;)

03/11/2015

UM DIA, DOIS MUNDOS

Ao terceiro dia de Indochina, deixámos o caos-colorido de Hanói e passámos a tarde no campo.

De manhã ainda demos uma última volta pela cidade, mais concretamente ao lago Hoan Kiem, onde assistimos ao ritual diário de milhares de vietnamitas, que praticam exercício físico ao nascer-do-sol, neste que é considerado o coração da cidade. Aqui encontrámos pessoas a fazer tai chi, aeróbica, jogging, yoga, danças latinas, chi kung, musculação, etc, etc.







Depois do pequeno-almoço arrancámos para a estação de autocarros e, depois de duas horas na estrada, chegámos a Ninh Binh, onde nos esperavam onze motas para ir dar uma volta.

Primeiro fomos a Trang An, onde passeámos de barco numa paisagem radicalmente oposta à que conhecemos em Hanói; e depois seguimos por aldeias e caminhos até Mua Cave, onde subimos os 480 degraus da Montanha do Dragão Voador.



Daqui a pouco estaremos a viajar sobre carris, noite fora no Reunification Express até Hué.

Está-se tão bem na Indochina!

02/11/2015

HANOI EM 12 CLICKS

Hoje o dia foi intenso e colorido, caótico mas harmonioso. Como é suposto ser, em Hanói.

Uma (re)descoberta feita com os cinco sentidos, uma viagem aos pormenores, aos pequenos Nadas que fazem Toda a diferença.

A Indochina é Hanói, e hoje partilho treze clicks da capital vietnamita feitos com o telefone e um filtro novo ;)

Lago Hoan Kiem (Espada Devolvida)

Ponte The Huc (Luz da Manhã)

Marionetas vietnamitas

Vendedora no Old Quarter

Bun chá

Van Mieu (Templo da Literatura)

Candeeiro no Templo da Literatura

Estelas dos Mestres (Templo da Literatura)

Estudantes universitários no Templo da Literatura

Khue Van Cac (Pavilhão da Constelação da Literatura)

Poço da Clarividência Celestial

Mausoléu de Ho Chi Minh

COMEÇA BEM, ESTA INDOCHINA

Apesar de ontem já termos "ensaiado" algumas voltas por Hanói, oficialmente só começou hoje a Indochina. Primeiro um passeio a pé pelo Bairro Histórico, com direito a visita ao templo do lago, a uma casa tradicional, a bia hoi a meio da manhã e bun chá ao almoço... e depois as emoções fortes das motas à tarde, a caminho do Templo da Literatura e do Mausoléu do Ho Chi Minh. Daqui a nada vamos ver os Fantoches e jantar.

Mas, vá-se lá perceber porquê, queria destacar aqui um momento vivido ontem à tarde e que deixou, num instante apenas, metade do grupo rendido ao Vietname.

Fomos experimentar o famoso café com ovo.

E desculpem lá, dá-licença mas tenho de ir ali buscar um guardanapo, que só de pensar no dito já me estou a babar. Outra vez.

O Ca Phé Trung é uma especialidade aqui de Hanói que, apesar poder evocar algumas imagens menos convidativas para alguns, na verdade é um "mimo" para o palato. Podem ler aqui uma descrição que fiz há quase um ano, da primeira vez que experimentei tal "petisco".

Ainda por cima, desta vez descobri um "spot" onde o café é ainda mais bem preparado, e servido com uma apresentação toda catita. Ora vejam:


E agora já podem ir a correr para o aeroporto e apanhar o primeiro avião nesta direcção. ;)

01/11/2015

É NATAL EM HANOI

Eu sei que ainda há uma semana eu anunciei que foi Natal em Bangkok... mas o ditado diz que o Natal é quando um homem quer, certo? Não fala de um número máximo por mês, ou por ano, ou seja lá o que for. Que eu saiba, não há regra nenhuma a condicionar o número de Natais que se deseja. Se o ditado diz que é quando se quer... no limite até pode ser todos os dias. Digo eu.

Não sei.

Adiante.

Hoje foi Natal em Hanoi.

Não houve Pais Natais nem árvores decoradas nem trenós e renas fofinhas. Mas foi Natal.

De manhã chegou o grupo de viajantes da Nomad que me vai acompanhar nas próximas três semanas pela Indochina, e uma das pessoas trazia alguma correspondência que eu tinha recebido em casa, e que a minha mãe fez o favor de mandar entregar.

Uma das encomendas era um tubo de cartão muito engraçado, com um desafio relativo a um passatempo da Navigator - que, confesso, ainda não li com atenção, mas que a seu tempo divulgo aqui - e com uma lembrança muito simpática que me manteve entretido durante quase uma hora.

A lembrança muito simpática é um mapa-mundo (40x25cm) em formato raspadinha, ou seja, pode-se raspar com uma moeda os países já visitados. Que ideia tão gira, até já tinha visto o mapa online e andava a "namorá-lo"... calhou bem recebê-lo de presente.


Quanto à segunda encomenda: era um presente por ocasião do meu aniversário, que celebrei há pouco mais de um mês. A Catarina, que viajou comigo na Indochina há cerca de um ano, fez-me chegar um caderno muito giro, personalizado, feito por uma prima que faz disso negócio.

Muito obrigado, Catarina, adorei.

E vale mesmo a pena espreitar a página d' "As Linhas do Mundo" no facebook.