Diz que o dia é santo, hoje. Domingo.
Eu digo: santo sou eu, que estou desde as cinco da manhã a fazer piscinas entre o centro de Hanói e o aeroporto de Noibai, a mais-ou-menos uma hora de caminho. São cinco da tarde e já lá fui três vezes - ou quatro, ou dezanove - já perdi a conta. E ainda tenho de voltar mais umas duzentas e trinta e três vezes, hoje. Pelo menos.
É dia de "chegadas" na Indochina. Amanhã recomeça a volta - a décima nona edição desta aventura que tanto gosto. O boletim meteorológico parece estar a nosso favor - que continue assim.
Continuando: entre idas-e-vindas e voltas-e-reviravoltas, aproveito para terminar hoje o insta-resumo da 18ª edição da Indochina. Aquela que acabou há quatro ou cinco dias.
Ficam alguns instagrams dos dias passados no Laos, o último país desta aventura:
16/03/2014
15/03/2014
XIN CHAO!*
*Bom dia! (em vietnamita)
Estou de volta a Hanói, para receber mais um grupo para a volta da Indochina. É a última desta 5ª temporada :)
Dei umas voltas pelo Old Quarter. Gosto mesmo desta cidade. E este sorriso... este sorriso resume o meu dia.
Estou de volta a Hanói, para receber mais um grupo para a volta da Indochina. É a última desta 5ª temporada :)
Dei umas voltas pelo Old Quarter. Gosto mesmo desta cidade. E este sorriso... este sorriso resume o meu dia.
EU NÃO QUERO IR À MÁQUINA ZERO
A propósito da tarde passada ontem entre cores-de-laranja e lâminas de barbear, lembrei-me deste clássico do Rui Veloso e fui espreitar a letra na net. Que boa surpresa.
Segue o bocadinho que mais gostei:
Não me façam guerreiro eu nunca fui audaz
Sou um gajo porreiro só quero viver em paz
Eu não quero ir á máquina zero
Eu não quero ir à máquina zero
Nunca fiz inimigos em nenhum continente
Não dividam o mundo em leste e ocidente
Pactos e alianças são um bom remédio
Para entreter marechais e lhes combater o tédio
Pactos e alianças são um bom remédio
Para entreter marechais e lhes combater o tédio
Eu não quero ir à máquina zero
Eu não quero ir à máquina zero
Segue o bocadinho que mais gostei:
Não me façam guerreiro eu nunca fui audaz
Sou um gajo porreiro só quero viver em paz
Eu não quero ir á máquina zero
Eu não quero ir à máquina zero
Nunca fiz inimigos em nenhum continente
Não dividam o mundo em leste e ocidente
Pactos e alianças são um bom remédio
Para entreter marechais e lhes combater o tédio
Pactos e alianças são um bom remédio
Para entreter marechais e lhes combater o tédio
Eu não quero ir à máquina zero
Eu não quero ir à máquina zero
AGORA QUEM RAPA SOU EU
Os miúdos bem que me desafiaram a rapar também o cabelo - mas tendo em conta que estou prestes a receber mais um grupo da Indochina, achei que era melhor manter alguma compostura. Fica para outra oportunidade ;)
Deixei-me sossegadinho a registar o ritual. A certa altura, quando acabou de rapar o cabelo a um dos noviços, o Jay sorriu e esticou o braço na minha direcção, oferecendo-me a lâmina de barbear. Outro miúdo já se tinha sentado no balde de plástico, esperando pacientemente a sua vez.
"Deixa lá as fotografias e rapa tu o cabelo a este", disse-me o meu amigo.
Passei-lhe a máquina e tomei as rédeas do momento:
Deixei-me sossegadinho a registar o ritual. A certa altura, quando acabou de rapar o cabelo a um dos noviços, o Jay sorriu e esticou o braço na minha direcção, oferecendo-me a lâmina de barbear. Outro miúdo já se tinha sentado no balde de plástico, esperando pacientemente a sua vez.
"Deixa lá as fotografias e rapa tu o cabelo a este", disse-me o meu amigo.
Passei-lhe a máquina e tomei as rédeas do momento:
14/03/2014
CARECADA GERAL!
A lua só está comletamente cheia amanhã ou depois, mas vá-se lá perceber porquê: hoje foi dia de ir ao baeta, em Luang Prabang. Depois das orações e dos tambores das quatro da tarde, monges e noviços juntaram-se nos mosteiros - e munidos de tradicionais lâminas de barbear, raparam cabelos e sobrancelhas uns aos outros.
Tive a sorte de ser desafiado para assistir a este descontraído ritual que se repete todos os meses, num templo dos arredores de Luang Prabang.
Passara parte da manhã à conversa com o Jay, um noviço que costumo visitar quando estou no Laos, desta vez levei-lhe uns cadernos com exercícios de gramática em inglês - quando ele me contou que tinha combinado ir ter com uns amigos ao mosteiro deles, à tarde, para raparem o cabelo uns aos outros.
"Aparece lá às quatro", disse-me, "e se quiseres também podes rapar."
Bem: não me atrevi a tanto... mas além de umas fotos engraçadas, acabei por me ver com uma lâmina na mão... a rapar o cabelo a um dos miúdos. Mas esse momento fica para outro post. Agora interessa partilhar as cores e as emoções que fizeram esta tarde:
Tive a sorte de ser desafiado para assistir a este descontraído ritual que se repete todos os meses, num templo dos arredores de Luang Prabang.
Passara parte da manhã à conversa com o Jay, um noviço que costumo visitar quando estou no Laos, desta vez levei-lhe uns cadernos com exercícios de gramática em inglês - quando ele me contou que tinha combinado ir ter com uns amigos ao mosteiro deles, à tarde, para raparem o cabelo uns aos outros.
"Aparece lá às quatro", disse-me, "e se quiseres também podes rapar."
Bem: não me atrevi a tanto... mas além de umas fotos engraçadas, acabei por me ver com uma lâmina na mão... a rapar o cabelo a um dos miúdos. Mas esse momento fica para outro post. Agora interessa partilhar as cores e as emoções que fizeram esta tarde:
SEIS DEDOS!
Na mais recente edição da Indochina, descobri num dos templos de Angkor mais uma apsara muito especial.
Uma apsara com seis dedos no pé direito. Vá-se lá explicar isto.
Já conhecia a apsara que mostra os dentes, a que se olha ao espelho, a do cabelo molhado... dentro da variedade enorme de estilos, penteados e feitios, há particularidades que são realmente únicas. Mas esta dos seis dedos é, sem dúvida nenhuma, uma das mais curiosas.
É uma das coisas que me faz gostar tanto de Angkor: há sempre novos pormenores a descobrir.
Uma apsara com seis dedos no pé direito. Vá-se lá explicar isto.
Já conhecia a apsara que mostra os dentes, a que se olha ao espelho, a do cabelo molhado... dentro da variedade enorme de estilos, penteados e feitios, há particularidades que são realmente únicas. Mas esta dos seis dedos é, sem dúvida nenhuma, uma das mais curiosas.
É uma das coisas que me faz gostar tanto de Angkor: há sempre novos pormenores a descobrir.
BEST OF INDOCHINA 18 (CAMBODJA)
Hoje à noite volto para Hanói, onde daqui a dois dias chegam mais alguns aventureiros Nomad para me acompanhar na volta da Indochina.
E enquanto faço balanços e preparo o que há para preparar, ficam mais alguns insta-momentos da volta que terminou há dois dias.
Hoje as fotos são do Cambodja:
E enquanto faço balanços e preparo o que há para preparar, ficam mais alguns insta-momentos da volta que terminou há dois dias.
Hoje as fotos são do Cambodja:
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