06/11/2004

CONTAGEM DECRESCENTE

Anda tudo doido.

Mal acabou o Navratri, comecaram logo os preparativos para o Diwali. Ontem à noite, quando deixei Bombaim, eram cada vez mais evidentes os sinais da festa rija que aí vem. Há alguns dias que vejo a cidade a preparar-se: acendem-se luzinhas de mil cores por todo o lado, as ruas estão exageradamente enfeitadas, os riquexós ainda mais coloridos do que é costume, saldos e promoções em tudo o que é loja... e claro, ouvem-se rebentar bombas e estalinhos e foguetes a cada dez segundos.

Cheguei hoje a Aurangabad, onde fico tres ou quatro dias antes de voltar para Bombaim, para celebrar o Diwali (este ano é a doze de Novembro). Fui visitar uma espécie de mini Taj Mahal, além de umas grutas aqui perto. E os préximos dias vao ser ricos em arqueologia e história: vou armar-me em Indiana Jones e conhecer finalmente as famosas grutas budistas de Ajanta e Ellora.

3 comentários:

Foca disse...

Buenos Aires, Domingo 04:00

Passado uma semana voltamos a Buenos Aires, naquela que e a nossa ultima noite Argentina (ver cronica naterior para quem ainda nao viu). Chegamos pouco depois da meia-noite e depois de deixarmos as malas no Youth Hostel em pleno coracao de Sao Telmo, saimos para jantar.

Mais uma vez tivemos sorte..entramos num bar onde dois argentinos cantavam e tocavam. Ao som de COMANDANTE CHEGEVARA, bebemos os ultimos copos de Sangria, batemos palmas para marcar o ritmo, deliciamos-nos com a decoracao. Os lustros a cair dos tectos, as ventoinhas bem ao estilo America do Sul, os quadros da antiga Buenos Aires a fazer parelha com enceradoras, maquinas registradoras, teclados de spectrum etc.

E assim esta cidade de mais de dez milhoes de habitantes. Nunca dorme e em cada recanto surprende-nos pela vida, ambiente, bom gosto. Deixamos Buenos Aires ha uma semana e e muito bom estar de volta, ainda que seja apenas por um dia. Amanha as 22:30 tres regressamos a Madrid e depois Lisboa. Mas nao ha tempo para dormir!!!

Para tras ficou uma experiencia unica. Argentina. O pais das pampas, a partida, o continente de mil e uma experiencias depois de dez dias. As ultimas 24 horas valiam a viagem. Mas houve muito mais...

Acordamos na Pousada Fin del Mundo, em Ushuaia, a cidade mais Austral do planeta. Para a frente apenas a Antartida!!

Pasava pouco das sete da manha quando nos juntamos na sala de estar para o pequeno almoco. La fora as montanhas Argentinas e Chilenas com os cumes cobertos de neve, deziam-nos que este ia ser um dia inesquecivel. Pouco mais de uma hora depois embarcavamos no Comboio do Fim do Mundo. Uma viagem de 60 minutos (porque aqui todos os minutos sao preciosos) por entre as montanhas, rios e os vales do Parque Nacional da Tierra del Fuego.

E dificl encontrar palavras para esta viagem. OBRIGATORIA, talvez seja a que diga mais sobre este percurso historico. E tao bom ir aos limites do nosso planeta.

Desembarcados do comboio seguimos no Parque Nacional, sempre acompanhados pela cordilheira dos Andes, que divide a Argentina do Chile. Caminhamos junto a rios e lagos, vimos diques construidos por castores (autenticos engenheiros) e finalmente chegamos ao Fim do Mundo!!

O ultimo metro da Ruta 3, a Pan Amricana que comeca a 17 mil quilometros, no Alasca, e que acaba aqui, depois de atravessar todo o Continente Americano. O local e deslumbrante pela paisagem , mas tambem pelo significado que lhe da um ambiente muito especial. Ficamos a olhar para o fim do mundo durante mais de meia-hora, ate, por fim, embarcarmos num barco que nos levou a visitar as ilhas que fazem de fronteira entre a Argentina e a Atratida. Nao vimos FOCAS, mas os primos, os leoes marinhos, nao faltaram ao encontro.

De volta a Ushuaia, foi tempo de subirmos a mais um Glaciar, o segundo em que estivemos na Patagonia. Um cha e scones em alta montanha, com vista para o fim do mundo, foi o ultimo toque antes de voarmos tres horas para Buenos Aires.

Um dia unico como quase todos na Argentina. A partida nao imaginavamos que iamos fazer rafting num rio que liga a Argentina ao Chile e que alguns de nos iam passar essa fronteira em cima do barco enquanto outros iam a nado, imaginavamos muito menos poder fazer um treking de duas horas em cima de um glaciar, com pitons de ferro para nos agarrar ao gelo, enquanto sentiamos os desmoranametos e iamos descobrindo as lagoas de agua azul flurescente e as grutas no meio de uma massa gigante de gelo com milhoes de anos. Tambem foi preciso agarrarmo-nos bem nos passseios de jipe, moto quatro e cavalo nas montanhas e rios que rodeiam EL Calafate, que pela sua aridez, cor e tamanho que nos fazem pensar que estamos noutro planeta. Mas o nascer do sol na lagoa da caidade, depois de uma noite de muita danca e outras tantas novas amizades faz-nos ver que e este o nosso mundo...

Um mundo do qual a Argtentina faz parte, apesar de ser aqui que comeca o fim, o Fim do Mundo!!

OBRIGATORIO!!

Foca,

Buenos Aires, Domingo 04:40

Exploradores: Diogo Teixeira (foca), Diogo Cruz, Mafalda Romao, Marta Lima, Marta Mota e Daniela.

Rosa Afonso disse...

O que é o Navrati? O que é o Diwali?
Luzinhas por todo o lado? É uma espécie de Natal com pintas na testa em vez de barretes de Pai Natal? Saldos e promoções? Hum...a recessão também aí chegou, estou a ver...mas fica lá a saber que por muito espalhafato que façam NÓS é que vamos ter a maior árvore de Natal da Europa! Ora toma! Pobres mas em grande!
Beijinhos.

Anónimo disse...

Pobres, o tanas! Não só a árvore é a maior como o próprio pai natal há-de largar aquelas vestes rídiculas por um belo trajo ribatejano. Mais ano, menos ano.

E se isso não basta, a contrastar o tom fogueiteiro do nosso escriba "bloguista", o natal este ano é tudo menos indiano. Consta mesmo que nunca foi.

Valha-nos isso.

Quanto ao Diwali, espero que tenha uma aniversário agradável. No fundo, é bom tipo.

Ass: Vasco, o anónimo, sem um pingo de paciência para partilhar dados pessoais com processos de registo inconsequentes.