01/06/2015

CALOR, CAGANEIRAS E AVARIAS

Depois das peripécias e desventuras que contei nos últimos posts, o ritmo da viagem acabou por sofrer algumas alterações. Ao calor extremo que encheu páginas de jornais com a sua trágica matemática, junte-se ainda o facto de que ambos - à vez - ficámos de diarreia. Entre tentativas de descanso e acessos de bora-mas-é-avançar, perdemos um bocadinho o tino à viagem, e confesso que nos últimos dias não estivemos ao melhor nível.

A Índia também não ajudou: a paisagem à volta não é o postal a que nos habituámos, as praias em que confiávamos para recuperar energias revelaram-se mal-cheirosas desilusões; a maior parte das alternativas à auto-estrada não parecem viáveis e acabámos por passar muito tempo a serpentear entre camiões a buzinar, quais transatlânticos a aportar mesmo ao nosso lado.

Também tivemos várias avarias, tanto na minha como na mota do Luís. Com este calor, que desespero.

E a net tão lenta, não dava para nada.

Ou seja: entre o calor extremo e as líquidas caganeiras, avarias e cansaço, buracos na estrada e camiões, tão pouco para ver e tantos indianos carrancudos - só apetece é que passe depressa esta fase.

Claro que pelo meio há sempre momentos engraçados, personagens que nos marcam, sorrisos que apetece guardar para sempre - e eu não sou de me agarrar ao feio e ao triste, mal de mim se assim fosse.

Já conversamos. ;)

1 comentário:

Raquel A. disse...

Que raio! São fases :P