O Metro de Moscovo é um regalo para a vista - acho que deixei clara esta ideia ao longo da semana que passou. Sempre que vejo as fotos que tirei debaixo de terra, encontro sempre algum pormenor novo, lembro-me do som das composições a arrancar, as pessoas naquele lufa-lufa, o vento quente que precede o comboio.
Gosto do Metro de Moscovo.
Gosto tanto que hoje vou publicar um post só com os painéis de mosaicos que decoravam o tecto de uma das estações - não me lembro do nome, tenho anotado algures mas estou sem paciência para procurar.
Não eram painéis enormes (vi estações com alguns bem mais espectaculares), mas eram muitos - e muito giros. Faziam quase sempre referência a aviação ou a desporto, tinham qualquer coisa de "soviético", e aproveito o blog para partilhar alguns dos meus preferidos. Espero que gostem.
20/08/2011
JORGE GOSTA DISTO
19/08/2011
SUGESTÕES DE FIM-DE-SEMANA
Num registo mais caseiro, é sempre possível:
1. espreitar aqui o fuidarumavolta, porque as curiosidades reunidas em Moscovo foram tantas que, extraordinariamente, vou publicar uns posts no sábado e no domingo. :)
2. juntar-se à comunidade Portugueses Emviagem, um grupo no facebook que está prestes-prestes a atingir os 500 membros, e que é uma excelente ferramenta para quem quer dicas de viagem, debater aventuras, partilhar experiências. Essencial... e em português. :)))
DESORIENTAÇÃO
Uma das minhas passagens preferidas num dos livros do Salman Rushdie tem a ver com a Desorientação. Segundo este autor (um dos meus preferidos), a Desorientação é a falta do Oriente. E a partir daqui, começa a divagar sobre geografias, filosofias e nostalgias.
Sejamos práticos, e remetendo o assunto para a minha cinzenta e chuvosa passagem por Moscovo... a caminho do Oriente, note-se: no dia em que me fui embora, perdi-me. Foi só largar o malaio e o seu iphone, e perdi-me no metro. Incrível. Não que estivesse cheio de pressa, mas também não me podia dar ao luxo de chegar atrasado à estação de Yaroslavski, e perder o primeiro comboio desta minha jornada transiberiana.
Desorientação: é lixado, quando ninguém fala uma palavra de inglês. Quando ainda só estás a começar a traduzir as primeiras letras de cirílico. Quando tens um comboio para apanhar.
Cheguei a horas à estação. Parecia uma barata tonta, de tantas
Esta primeira viagem foi curta, apenas três horas até Vladimir e uma hora de autocarro até Suzdal, mas foi bom conhecer outro viajante - que por coincidência, ia para o mesmo sítio que eu.
E adaptando uma famosa canção dos anos 90, eis-me a cantarolar nesta primeira etapa da viagem que me vai levar a Pequim:
"Here we go... the first train!"
18/08/2011
CRISTIANOS RONALDOS #09

MATRYOSHKAS HÁ MUITAS!
Há sim senhora, confirmo. Como se não bastassem as mais tradicionais, as matryoshkas dos tempos modernos figuram personagens tão diferentes quanto Vladimir Putin, Kurt Cobain, Barack Obama, Silvio Berlusconi, Rainha Elizabete II, Michael Jackson, Lionel Messi ou Queen.
A lista de ilustres é extensa e muito curiosa, e uma montra de matryoshkas consegue façanhas incríveis como colocar lado a lado Osama Bin Laden, Yuri Gagarin e Lady Diana.
Também numa proximidade que levanta suspeitas, encontrei Bill Clinton e Hugo Chavez.
Quanto à multifacetada Lady Gaga... a minha dúvida remete-se às matryoshkas que se escondem dentro da maior. Serão todas iguais?
Mas aquela que eu levaria para casa, se tivesse espaço na mochila... a minha sex symbol de eleição... aquela que me faz rebolar na cama com sonhos marotos... a Ângela.
17/08/2011
A OLHAR PARA CIMA
Felizmente, as caminhadas por Moscovo não foram feitas em exclusivo a olhar para a publicidade no chão. Aliás... havia coisas bem mais interessantes para ver em cima.
De dia ou de noite, com céu limpo ou nublado - foi a olhar para cima que mais vezes me engasguei, disse "uau" ou fiquei sem palavras.
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A OLHAR PARA BAIXO
Formado em Marketing & Publicidade e curioso por natureza, não podia deixar de reparar nesta forma tão curiosa de fazer publicidade.
O chão de Moscovo está cheio de stencils a anunciar lojas, marcas, bares, cursos, concertos - tudo e mais alguma coisa.
Ou seja: nas minhas caminhadas por Moscovo, passei uma boa parte do tempo a olhar para baixo: