Completa-se no próximo mês uma década desde que vim, pela primeira vez - e até este fim-de-semana, a única -, à famosa Baía de Along.
Na altura achei muito bonito, tive sorte com o sol mas azar com as temperaturas - e fiquei com febre no regresso a Hànôi. Durante dez anos, sempre me lembrei deste lugar pela sua monumentalidade e originalidade, mas também pelo facto de estar super-explorado pelo turismo. Provavelmente o facto de ter ficado doente, a seguir, não ajudou a "deixar pousar" as sensações acumuladas ao longo de dois dias.
Este fim-de-semana fiz as pazes com Halong Bay. E, curiosamente, está com mais turistas que nunca. Os barcos são às centenas, as excursões aos milhares, tem-se a sensaçao de carneirada de cada vez que saímos para alguma actividade... mas uma vez mais tive a sorte de apanhar bom tempo. Desta vez dormi no barco. A comida era óptima. A companhia melhor ainda. Os pequenos momento juntaram-se para combater os pormenores menos bonitos. E gostei. Foram dois dias bem passados - e suficientes. Mais do que isto, era demais.
E agora estou de volta a Hànôi, pronto para receber o resto do grupo da Indochina que arranca amanhã.
Ficam algumas fotos de há dez anos, hoje à tarde publico as deste fim-de-semana.
09/11/2013
07/11/2013
DEZ ANOS DEPOIS
Quase-quase uma década depois da primeira vez: amanhã volto a Halong Bay.
Tem piada: ando há quatro anos nestas voltas, piruetas e combalhotas na Indochina, para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita... e nunca mais lá voltei.
Amanhã é o dia.
Boa noite!
Tem piada: ando há quatro anos nestas voltas, piruetas e combalhotas na Indochina, para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita... e nunca mais lá voltei.
Amanhã é o dia.
Boa noite!
SAI UM "SECRET SPOT" FRESQUINHO!
Hànôi tem mais cantos que aquela pedra muito famosa em Machu Picchu. São tantos, escondidos entre vielas e edifícios, esquinas e lances de escada, árvores e pátios... que há sempre coisas novas para descobrir, por muito bem que se conheça a cidade. E ainda bem. As minhas cidades preferidas são estas que nunca estão completas, onde se pode sempre acrescentar, onde há espaço para descobrir, para revolucionar, para criar. Para deixar um bocadinho de nós. E Hànôi é assim.
Nas minhas mil-e-uma pesquisas sobre sabe-se lá o quê, descobri que há na capital vietnamita um tipo de café especial: iogurte com café e gelo - e são muito poucos os sítios que o servem. Um destes lugares vinha mais ou menos descrito num site, com uma foto da entrada e outra da vista da varanda - ambas muito, muuuuito vagas.
E eu, porque provavelmente não regulo muito bem da cabeça, resolvi que a partir destas fotos e das indicações dadas pelo autor, ia conseguir descobrir este sítio secreto.
O texto com as indicações mencionava uma rua perto do lago Hoan Kiem. Conheço bem esta zona, e pelas fotografias reduzi a área a explorar para um quarto do perímetro do lago.
Saí do hotel de manhã, a Maria José e a Conceição (as duas viajantes da Nomad que vieram uns dias mais cedo) juntaram-se nesta minha quimera... e lá fomos. Acabámos por dar uma volta inteira ao lago, sem descobrir o café, mas eu insisti em verificar novamente a zona onde começáramos. Tinha quase a certeza que era ali, queria procurar melhor. E quando para lá caminhávamos, de repente reparei numa varanda no topo de um pequeno prédio...
"É aquela! Tenho a certeza que é aquela!"
Demos a volta ao quarteirão, a entrada era pela rua de trás. Vimos a loja com o chão que vinha na fotografia, entrámos por um corredor escuro que dava acesso a um pátio lindo, cheio de velharias e charme, onde encontrámos umas raparigas muito tímidas.
"Café?", perguntei. Ao que uma delas me respondeu:
"Tomorrow."
Agora que tínhamos descoberto o lugar, não íamos embora assim tão depressa. Resolvemos subir para ver a vista - mesmo que não houvesse café, ao menos desfrutávamos um bocadinho do lugar. Subimos as escadas até um primeiro alpendre, muito giro, com duas mesas e cadeiras - vazio. Outro lance até um templo antigo muito engraçado. Umas escadas de caracol que davam acesso a um andar com uma sala, onde havia mesas e quatro ou cinco pessoas. Mas no tal site, o autor avisava para não ficarmos por ali. "Vão até ao topo, que vale a pena" - e nós fomos. Subimos mais um lance de escadas e chegámos ao Everest desta nossa aventura matinal. A vista, dentro daquilo que se pode esperar de uma vista urbana no meio de outros prédios, era engraçada. O lugar era calmo, praticamente só nosso, um verdadeitro "secret spot". A voltar, estava decidido - e ainda nem tínhamos bebido o café.
Deixei as minhas companheiras de viagem a gozar a vista e desci até aos rés-de-chão, preparado para me degladiar pelo café com iogurte. Perguntei por café e insistiram que já não havia, que tinha de voltar no dia seguinte. Sorri, fiz cara triste, insisti - nada. E quando estava prestes a desistir, resolvi perguntar:
"Iogurt?"
"Iogurt with coffee?", reage uma das meninas.
"Yes!"
E assim foi. Nem um minuto depois estava a subir as escadas com três copos de iogurte e gelo, com café por cima. Uma mistura nova, nunca tinha experimentado tal coisa - e gostei. Uma variação interessante, refrescante, original. É para repetir.
Nas minhas mil-e-uma pesquisas sobre sabe-se lá o quê, descobri que há na capital vietnamita um tipo de café especial: iogurte com café e gelo - e são muito poucos os sítios que o servem. Um destes lugares vinha mais ou menos descrito num site, com uma foto da entrada e outra da vista da varanda - ambas muito, muuuuito vagas.
E eu, porque provavelmente não regulo muito bem da cabeça, resolvi que a partir destas fotos e das indicações dadas pelo autor, ia conseguir descobrir este sítio secreto.
O texto com as indicações mencionava uma rua perto do lago Hoan Kiem. Conheço bem esta zona, e pelas fotografias reduzi a área a explorar para um quarto do perímetro do lago.
Saí do hotel de manhã, a Maria José e a Conceição (as duas viajantes da Nomad que vieram uns dias mais cedo) juntaram-se nesta minha quimera... e lá fomos. Acabámos por dar uma volta inteira ao lago, sem descobrir o café, mas eu insisti em verificar novamente a zona onde começáramos. Tinha quase a certeza que era ali, queria procurar melhor. E quando para lá caminhávamos, de repente reparei numa varanda no topo de um pequeno prédio...
"É aquela! Tenho a certeza que é aquela!"
Demos a volta ao quarteirão, a entrada era pela rua de trás. Vimos a loja com o chão que vinha na fotografia, entrámos por um corredor escuro que dava acesso a um pátio lindo, cheio de velharias e charme, onde encontrámos umas raparigas muito tímidas.
"Café?", perguntei. Ao que uma delas me respondeu:
"Tomorrow."
Agora que tínhamos descoberto o lugar, não íamos embora assim tão depressa. Resolvemos subir para ver a vista - mesmo que não houvesse café, ao menos desfrutávamos um bocadinho do lugar. Subimos as escadas até um primeiro alpendre, muito giro, com duas mesas e cadeiras - vazio. Outro lance até um templo antigo muito engraçado. Umas escadas de caracol que davam acesso a um andar com uma sala, onde havia mesas e quatro ou cinco pessoas. Mas no tal site, o autor avisava para não ficarmos por ali. "Vão até ao topo, que vale a pena" - e nós fomos. Subimos mais um lance de escadas e chegámos ao Everest desta nossa aventura matinal. A vista, dentro daquilo que se pode esperar de uma vista urbana no meio de outros prédios, era engraçada. O lugar era calmo, praticamente só nosso, um verdadeitro "secret spot". A voltar, estava decidido - e ainda nem tínhamos bebido o café.
Deixei as minhas companheiras de viagem a gozar a vista e desci até aos rés-de-chão, preparado para me degladiar pelo café com iogurte. Perguntei por café e insistiram que já não havia, que tinha de voltar no dia seguinte. Sorri, fiz cara triste, insisti - nada. E quando estava prestes a desistir, resolvi perguntar:
"Iogurt?"
"Iogurt with coffee?", reage uma das meninas.
"Yes!"
E assim foi. Nem um minuto depois estava a subir as escadas com três copos de iogurte e gelo, com café por cima. Uma mistura nova, nunca tinha experimentado tal coisa - e gostei. Uma variação interessante, refrescante, original. É para repetir.
INSÓLITOS SOBRE RODAS
Este título não é, provavelmente, o mais indicado para as fotos que acompanham este texto. Talvez se fossem tiradas em Portugal - aí sim, seria insólito. Ver motas carregadas desta forma, no nosso país como em outro qualquer país europeu... seria verdadeiramente digno de registo.
Mas no Vietname. Insólito: carregar assim as motas? Não me parece. Aqui, é a coisa mais normal do mundo.
E no entanto:
Veja mais fotos deste "calibre" em:
"SOBRE RODAS"
Mas no Vietname. Insólito: carregar assim as motas? Não me parece. Aqui, é a coisa mais normal do mundo.
E no entanto:
Veja mais fotos deste "calibre" em:
"SOBRE RODAS"
GANGNAM PELUCHE STYLE
O coreano mais famoso do mundo está em todo o lado! Apesar da febre do Gangnam Style já ter passado, o seu autor parece ter caído nas boas graças dos outros países asiáticos. A imagem de Psy é hoje explorada, como já tive oportunidade de mostrar há poucos dias, em todo o tipo de brinquedos, acessórios e bugigangas.
Na Birmânia "saquei umas fotos" e partilhei aqui. Na Malásia não tive muita paciência... mas agora vejo-o por todo o lado, não dá para ignorar. A ver se faço uma pequena colecção para mostrar aqui. Mas enquanto não tenho a caderneta completa, fica aqui o "cromo" de hoje:
Na Birmânia "saquei umas fotos" e partilhei aqui. Na Malásia não tive muita paciência... mas agora vejo-o por todo o lado, não dá para ignorar. A ver se faço uma pequena colecção para mostrar aqui. Mas enquanto não tenho a caderneta completa, fica aqui o "cromo" de hoje:
AH POIS É!
Voltei, voltei
Voltei pra lá
O lugar onde eu comi
O mais delicioso bun chá
Isto ia acontecer, mais cedo ou mais cedo. Cheguei a Hànôi há quatro dias e fiz um esforço para resistir à tentação... mas hoje não consegui aguentar mais.
Voltei ao lugar onde, há oito meses, descobri com o Tiago Costa o melhor bun chá do Universo.
Está um bocadinho diferente: antes era preciso entrar por um corredor estreito entre dois prédios, ao fundo havia um pequeno pátio onde os clientes se apertavam para de deliciarem com a iguaria que é símbolo de uma cidade. Agora o "34" ganhou fama, conquistou a garagem virada para a rua, o passeio em frente, o passeio ao lado, e até o outro lado da rua.
Só locais: e todos sabem ao que vêm. Como eu.
No primeiro dia tinha comido bun chá aqui na rua, mesmo à frente do meu hotel. No segundo dia, fui ao "sítio do costume", a caminho do lago, onde fui recebido com um sorriso de "há muito tempo!".
Estava só à espera que chegasse a Maria José e a Conceição, duas aventureiras que vão fazer a viagem da Indochina, mas que vieram uns dias mais cedo para Hànôi. Já nos conhecemos de outras viagens, por isso combinámos uns programas "extra". E começámos por esta deliciosa aventura, uma viagem de paladares única, uma surpresa que provoca sorrisos, no curto prazo - e saudades, um dia mais tarde.
O que eu gosto de bun chá! :)
Voltei pra lá
O lugar onde eu comi
O mais delicioso bun chá
Isto ia acontecer, mais cedo ou mais cedo. Cheguei a Hànôi há quatro dias e fiz um esforço para resistir à tentação... mas hoje não consegui aguentar mais.
Voltei ao lugar onde, há oito meses, descobri com o Tiago Costa o melhor bun chá do Universo.
Está um bocadinho diferente: antes era preciso entrar por um corredor estreito entre dois prédios, ao fundo havia um pequeno pátio onde os clientes se apertavam para de deliciarem com a iguaria que é símbolo de uma cidade. Agora o "34" ganhou fama, conquistou a garagem virada para a rua, o passeio em frente, o passeio ao lado, e até o outro lado da rua.
Só locais: e todos sabem ao que vêm. Como eu.
No primeiro dia tinha comido bun chá aqui na rua, mesmo à frente do meu hotel. No segundo dia, fui ao "sítio do costume", a caminho do lago, onde fui recebido com um sorriso de "há muito tempo!".
Estava só à espera que chegasse a Maria José e a Conceição, duas aventureiras que vão fazer a viagem da Indochina, mas que vieram uns dias mais cedo para Hànôi. Já nos conhecemos de outras viagens, por isso combinámos uns programas "extra". E começámos por esta deliciosa aventura, uma viagem de paladares única, uma surpresa que provoca sorrisos, no curto prazo - e saudades, um dia mais tarde.
O que eu gosto de bun chá! :)
CRISTIANOS RONALDOS #12
Nos últimos meses fui muito preguiçoso com os "Cristianos Ronaldos" que vou encontrando em viagem. Até os registo, normalmente - mas não tenho partilhado quase nada aqui. A ver se me redimo, um dia destes.
Mas esta semana já publiquei a foto de um rapaz na Birmânia, que encontrámos a meio do trekking nas aldeias em redor do lago Inle; e agora passo a partilhar uma foto bem fresca, feita hoje de manhã, vem ainda quentinha ;)
Foi a meio de um passeio por Hànôi, a caminho do West Lake, que dei de caras com esta loja. Não percebi muito bem o que era, perguntei à porta e não me souberam responder, podia ter entrado mas não tive paciência. Penso que era uma espécie de cybercafe onde os miúdos vão jogar videojogos - e, muito provavelmente, onde se juntam para assistir aos jogos de futebol europeus. E pelo aparato Ronaldo/Messi, e Real/Barcelona, deve ser também onde se juntam os fãs de um e outro.
E esta, hem?
Mas esta semana já publiquei a foto de um rapaz na Birmânia, que encontrámos a meio do trekking nas aldeias em redor do lago Inle; e agora passo a partilhar uma foto bem fresca, feita hoje de manhã, vem ainda quentinha ;)
Foi a meio de um passeio por Hànôi, a caminho do West Lake, que dei de caras com esta loja. Não percebi muito bem o que era, perguntei à porta e não me souberam responder, podia ter entrado mas não tive paciência. Penso que era uma espécie de cybercafe onde os miúdos vão jogar videojogos - e, muito provavelmente, onde se juntam para assistir aos jogos de futebol europeus. E pelo aparato Ronaldo/Messi, e Real/Barcelona, deve ser também onde se juntam os fãs de um e outro.
E esta, hem?
06/11/2013
SABIA QUE... #16
...o Vietname é o país com o maior número de motas per capita, em todo o Mundo.
Esqueçam os Easy Riders e os Hell's Angels, os motoqueiros de cabedal e caveiras e loiras à pendura, as Harley Davidson e o circo à volta. E os italianos todos kitados a exibir-se estilosos, muito direitinhos nas suas Vespas? Uns meninos. Esqueçam a Concentração de Faro - quantos são? Vinte mil, trinta... quarenta, aceito quarenta, se quiserem. Quantos são? Migalhas. Nicles.
Só nas ruas de Hànôi, a capital do país - que tem uma população de sete milhões - circulam diariamente quase quatro milhões de motas. Um espectáculo de dimensão bíblica, que só conhece quem já cá esteve. É único, acreditem.
Há três ou quatro anos li um artigo que afirmava existirem, em todo o país, mais de dez milhões de motas. Não sei quantas são hoje, mas estima-se que em 2020 (já não falta muito!) sejam cerca de trinta e seis milhões. E estamos a falar de contas "por baixo". Num país que atingiu, ainda este ano, a marca dos noventa milhões de habitantes.
Concentração de Faro? Vejo-a todos os dias ao pequeno-almoço.
Esqueçam os Easy Riders e os Hell's Angels, os motoqueiros de cabedal e caveiras e loiras à pendura, as Harley Davidson e o circo à volta. E os italianos todos kitados a exibir-se estilosos, muito direitinhos nas suas Vespas? Uns meninos. Esqueçam a Concentração de Faro - quantos são? Vinte mil, trinta... quarenta, aceito quarenta, se quiserem. Quantos são? Migalhas. Nicles.
Só nas ruas de Hànôi, a capital do país - que tem uma população de sete milhões - circulam diariamente quase quatro milhões de motas. Um espectáculo de dimensão bíblica, que só conhece quem já cá esteve. É único, acreditem.
Há três ou quatro anos li um artigo que afirmava existirem, em todo o país, mais de dez milhões de motas. Não sei quantas são hoje, mas estima-se que em 2020 (já não falta muito!) sejam cerca de trinta e seis milhões. E estamos a falar de contas "por baixo". Num país que atingiu, ainda este ano, a marca dos noventa milhões de habitantes.
Concentração de Faro? Vejo-a todos os dias ao pequeno-almoço.
APERTEM OS VOSSOS CINTOS
Já quase toda a gente assistiu, provavelmente vezes sem conta, a demonstrações de segurança das companhias aéreas. Por vezes são as hospedeiras a realizar a mesma coreografia de sempre, tantas vezes sem qualquer inspiração, já em piloto automático. Outra vezes temos de "gramar" com videos chatos, iguais aos que vimos mil vezes noutras companhias, com instruções que praticamente sabemos de cor. A maior parte dos passageiros já não liga-meia a nada.
Ou seja: as companhias aéreas não tiveram alternativa senão encontrar soluções que captem a atenção dos passageiros. Surgiu recentemente uma nova tendência, que já tem direito a prémios e tudo: os "originais" videos com as instruções de segurança.
A TAP foi, inclusive, premiada nos conceituados APEX Awards, na categoria "Best Inflight Video" - vencendo fortes candidatos como a Virgin America e a Air New Zealand, bem como videos da Emirates e da japonesa EVA.
Já partilhei no facebook os videos da TAP e da Virgin. Hoje deixo, no blog, estes dois e os outros candidatos. Escolham os vossos preferidos:
Além destes, não queria deixar de partilhar um mais antigo, mas que vai agradar a todos os portugueses. A Turkish Airlines tinha, há poucos anos, um video de segurança com a participação de alguns jogadores do Manchester United - com destaque para o Nani. Não percam este video, está muito engraçado:
"By the way... interesting choice of colors, Nani."
Eheh.
Ou seja: as companhias aéreas não tiveram alternativa senão encontrar soluções que captem a atenção dos passageiros. Surgiu recentemente uma nova tendência, que já tem direito a prémios e tudo: os "originais" videos com as instruções de segurança.
A TAP foi, inclusive, premiada nos conceituados APEX Awards, na categoria "Best Inflight Video" - vencendo fortes candidatos como a Virgin America e a Air New Zealand, bem como videos da Emirates e da japonesa EVA.
Já partilhei no facebook os videos da TAP e da Virgin. Hoje deixo, no blog, estes dois e os outros candidatos. Escolham os vossos preferidos:
Além destes, não queria deixar de partilhar um mais antigo, mas que vai agradar a todos os portugueses. A Turkish Airlines tinha, há poucos anos, um video de segurança com a participação de alguns jogadores do Manchester United - com destaque para o Nani. Não percam este video, está muito engraçado:
"By the way... interesting choice of colors, Nani."
Eheh.
05/11/2013
O FUTURO AINDA NÃO É HOJE
Tenho que confessar que esperava mais.
Quando em Fevereiro publiquei um post chamado "A REVOLUÇÃO DO SILÊNCIO", fiz saber do meu feeling acerca das mudanças que Hànôi ia viver com a introdução das motas eléctricas. Imaginei uma cidade silenciosa, onde apesar do trânsito se pode ouvir os passarinhos a cantar... e anunciei que aquela era, provavelmente, a última vez que via a Hànôi "antiga".
Acho que fui um bocadinho optimista demais.
Passaram-se sete, oito meses. E se é verdade que vejo mudanças - há mais motas eléctricas que nunca - não posso negar as evidências: também há mais automóveis. E as motas "normais" são ainda a grande maioria. Não posso, por isso, afirmar que a "Revolução" já ganhou... mas continuo a acreditar, e escrevo isto do coração, que uma mudança está em curso.
Vou por isso dar tempo ao tempo, gozar os ritmos desta cidade louca - e continuar a deliciar-me com o que Hànôi tem de melhor. A comida.
Desde que cheguei, ontem, já matei saudades de bun chá, nem chua, nem ram, pho bo, bia hoi - e até uns bifinhos com gengibre, um sumo de cenoura na esquina ao pé do hotel... e muito mais há-de vir, que apetite não me falta. :)
Quando em Fevereiro publiquei um post chamado "A REVOLUÇÃO DO SILÊNCIO", fiz saber do meu feeling acerca das mudanças que Hànôi ia viver com a introdução das motas eléctricas. Imaginei uma cidade silenciosa, onde apesar do trânsito se pode ouvir os passarinhos a cantar... e anunciei que aquela era, provavelmente, a última vez que via a Hànôi "antiga".
Acho que fui um bocadinho optimista demais.
Passaram-se sete, oito meses. E se é verdade que vejo mudanças - há mais motas eléctricas que nunca - não posso negar as evidências: também há mais automóveis. E as motas "normais" são ainda a grande maioria. Não posso, por isso, afirmar que a "Revolução" já ganhou... mas continuo a acreditar, e escrevo isto do coração, que uma mudança está em curso.
Vou por isso dar tempo ao tempo, gozar os ritmos desta cidade louca - e continuar a deliciar-me com o que Hànôi tem de melhor. A comida.
Desde que cheguei, ontem, já matei saudades de bun chá, nem chua, nem ram, pho bo, bia hoi - e até uns bifinhos com gengibre, um sumo de cenoura na esquina ao pé do hotel... e muito mais há-de vir, que apetite não me falta. :)
CRISTIANOS RONALDOS #11
E por falar em Ci-Ronaldo, hoje partilho uma foto tirada durante o trekking que fiz nos arredores do Lago Inle, por aldeias e plantações várias. Já na fase final do passeio, parámos junto a uma pequena barragem para dar um mergulho - e eis que surgem dois rapazes numa mota.
Um deles estava assim vestido:
Claro está que levou com os tugas todos a tirar-lhe fotos, eheh.
Um deles estava assim vestido:
Claro está que levou com os tugas todos a tirar-lhe fotos, eheh.
WHERE ARE YOU FROM #05
De vez em quando lá aparece um velhote a explicar que "vocês foram os primeiros a cá chegar" - mas a maioria dos birmaneses, quando sabe que sou de Portugal, associa o país ao futebol. É inevitável.
Os nomes de Mourinho e Nani são repetidos muitas vezes, mas nenhum bate o Cristiano - ou, como é chamado aqui:
"Ci Ronaldo".
:)
Já agora, para quem estiver a pensar vir ao Myanmar, fica uma dica. Quando vos perguntarem de onde são, não respondam "Portugal", nem que seja com sotaque inglês. A resposta certa é:
"POH-TU-GUI"
Os nomes de Mourinho e Nani são repetidos muitas vezes, mas nenhum bate o Cristiano - ou, como é chamado aqui:
"Ci Ronaldo".
:)
Já agora, para quem estiver a pensar vir ao Myanmar, fica uma dica. Quando vos perguntarem de onde são, não respondam "Portugal", nem que seja com sotaque inglês. A resposta certa é:
"POH-TU-GUI"
04/11/2013
ROUBADO!
Escrito assim - a seco, um título de uma só palavra e ponto de exclamação, sem
nenhuma contextualização ou paisagem - até parece um daqueles livros-testemunho
em que uma inocente europeia se apaixona por um muçulmano, acabando escravizada
algures muito longe de casa.
A história que tenho para lembrar também tem o seu lado
dramático. E é real. Passou-se na Índia, há dez anos, na véspera do meu
primeiro Diwali - e explica o facto de não ter uma única fotografia deste
evento supostamente auspicioso.
Depois de quase um mês a viajar com três amigos,
estava prestes a ficar on my own na Índia. O Diogo foi o primeiro a ir
embora, a seguir a visitarmos o Taj Mahal; os outros ainda ficaram para
conhecer Gwalior, Khajuraho... e Varanasi.
Foi no regresso a Jaipur, num comboio superfast que demorou vinte e
quatro horas para percorrer não-sei-quantos quilómetros... quantos são, de
Varanasi à capital do Rajastão? Não sei. É uma noite e um dia. Nunca hei-de
esquecer.
O drama começou ainda em Varanasi, na plataforma em que o comboio
estava parado. Oito da noite, tudo às escuras, faltava meia hora para partir, tanta
gente a entrar e a sair. E nós à procura da carruagem que vinha indicada nos
bilhetes.
"É esta!"
Entrámos, apesar das luzes continuarem apagadas - achámos estranho
mas "estamos na Índia", "tudo é possível", as desculpas do
costume. Sentámo-nos onde o bilhete mandava sentar, arrumámos as mochilas
grandes debaixo dos beliches e as pequenas no upper sleeper, junto às ventoinhas do
tecto, quem já viajou num comboio indiano conhece esta geografia.
Enquanto a confusão reinava no corredor às escuras, do
lado de fora apareceu um miúdo a fazer caretas, oito ou nove anos muito
fotogénicos, e nós nem um mês de Índia... que ingénuos. O Gonçalo começou a
tirar-lhe fotografias, eu e o Manel só a ver e a rir das palhaçadas - e nem
demos pelo tempo a passar, foram cinco, foram dez minutos, foi o tempo
suficiente. Quando as luzes se acenderam, o comboio começou a andar; o
miúdo ficou para trás e nós partilhámos os últimos sorrisos da noite.
Últimos: porque nesse exacto momento olhei para cima do
beliche, para a cama mais alta, onde tinha guardado a mochila... mas não a vi. Levantei-me calmamente para ver
se estava arrumada mais para trás... e eis que o coração inchou para o triplo do
tamanho, o ritmo cardíaco disparou, por momentos faltou-me o ar e o chão e o
mundo todo à minha volta. A mochila tinha desaparecido. Procurei onde era lógico procurar, fiz saber do
sucedido e quando percebi o que se tinha passado, o sangue gelou: fora roubado!
As caretas e as palhaçadas - que estúpidos! Enquanto ríamos da distracção lá fora, alguém passou por trás,
camuflado na confusão de escuro e gente e cheiros... caímos que-nem-patos!
Máquina fotográfica e alguma roupa, felizmente o passaporte
e cartões estavam comigo. Alguns livros, coisas práticas... e o meu diário de
viagem! Nem queria acreditar: o caderno onde tinha escrito a "crónica dos
100 dias", onde fazia um balanço dos primeiros três meses a viajar sozinho
pelo mundo.
Arranquei disparado pelo comboio fora, por corredores e carruagens, à procura de um
polícia, funcionários do comboio - alguém minimamente fardado a quem me pudesse
queixar. Encontrei quatro polícias a dormir, deitados como se o mundo fosse
perfeito e a sua profissão e funções um capricho social sem lógica, sem razão de ser. Tentei explicar-me,
falavam mal inglês mas não tiveram alternativa senão entender-me. Fui roubado! Acompanharam-me ao local
do crime, dois deles. Ouviram o relato mais três ou quatro vezes, inspeccionaram o que eu já tinha
inspeccionado e desistiram quase imediatamente. Disseram-me para apresentar queixa na esquadra, quando
chegássemos a Jaipur. E voltaram para as suas camas.
Será preciso descrever o meu estado de espírito nas
seguintes vinte e quatro horas? Acho que dispenso as palavras,
até porque algumas poderiam chocar os leitores mais sensíveis.
Mas só para dar uma ideia, passo a lembrar um momento que
diz-tudo:
Passou-se a noite, não-sei-como mas acabei por dormir.
Passou-se a manhã e meia-Índia pela janela, almoçámos - e ao princípio da tarde
o Manel levantou-se para ir fumar um cigarro à porta da carruagem. Pouco depois
dele se ter levantado, decidi acompanhá-lo (sou fumador por sugestão, é uma
chatice) e fui também para perto da porta. "Cravei-lhe" um Gold Flake, pedi o isqueiro emprestado, estava um "pica" presente, a
mostrar serviço, depois do "serviço" feito. Enfim.
Fumei meio-cigarro a ver a paisagem passar, e já quase no
fim o "pica" resolveu, sabe-se lá por que lógica ou raciocínio, avisar-me que
era proibido fumar. Tinha-me visto a acender o cigarro, fumei-o quase todo na
sua presença... mas só na fase final é que disse alguma coisa. Apontou para uns
gatafunhos em hindi e disse-me em inglês: "no smoking".
Quem sou eu para fazer frente à autoridade - por muito
revoltado que estivesse, naquele dia. Pedi desculpa, atirei o cigarro borda
fora, está resolvido o assunto. Pensava eu. Porque apesar de um silêncio de
trinta segundos, um minuto, dois... subitamente o agente da (in)segurança
encheu-se de coragem e voltou a apontar para o misterioso stencil na parede, o
único sem tradução em inglês, e repetiu sem emoção:
"No smoking."
Sim, eu ouvi à primeira. E apaguei o cigarro. Quer o quê,
este-agora?
"One hundred rupees."
"What?"
"One hundred rupees. Fine for smoking."
Mas ó amigo: viste-me a acender o cigarro e não disseste
nada. Fumei-o à tua frente e não disseste nada. E quando estava quase a
apagá-lo, de repente lembraste-te que, dos quatro ou cinco avisos escritos na
parede da carruagem, o único não-traduzido para inglês queria dizer "no
smoking"... hmmmm... algo aqui não bate certo.
"One hundred rupees", era só o que sabia dizer.
Irritado, apontei para um aviso em hindi. E depois para a
tradução em inglês. E repeti o gesto para todos os avisos:
"Hindi. English. Hindi. English. Hindi. English. This
one hindi... no english. Why?"
"One hundred rupees."
O momento que se segue está hoje, passado dez anos, envolto em incertezas e romance. Já contei que
rasguei a nota, que a atirei pela porta, que a guardei de novo no bolso. Na
verdade não me recordo ao certo do que fiz, estava tão irritado que não me lembro. Mas de uma coisa tenho a certeza: tirei uma nota do bolso - uma nota de
cem rupias, um Gandhi azul a sorrir numa paisagem azul - e estiquei-a em frente
aos olhos do corrupto que me tentava roubar:
"Estás a ver estas cem rupias? Estas não as vais pôr ao
bolso. Roubaram-me uma vez neste comboio, não me roubam segunda. Vai chamar o teu chefe, ele que me venha cá pedir as cem rupias."
E lá está: rasguei a nota, atirei-a porta fora, enfiei-a de
novo no bolso. Não me lembro. Mas não a dei ao polícia, disso sei eu. Ele saiu nervoso pelo
corredor e nunca mais voltou, claro está, nem com chefe nem com reforços nem
nada. Este estrangeiro não está para brincadeiras, é melhor não levantar ondas.
As vinte e quatro horas arrastaram-se naquilo que me
pareceram vinte e quatro vidas. Mas chegámos a Jaipur, como tinha-de-ser. Eram quase nove da noite e apesar de cansados fomos directamente para a esquadra junto à
estação. O hotel podia esperar.
E aqui começou outro drama: preencher a declaração. Tudo
feito à mão, claro. Em inglês e hindi. Todos os meus dados, do nome à
profissão, da morada à idade, nacionalidade, passaporte, visto, nome do meu pai, qual a minha
casta...
"Casta? Não temos castas, no meu país."
Mas isso não fazia sentido, para o oficial em serviço. Eu
tinha que ter casta. Expliquei-lhe que só na Índia é que funcionava este esquema, que
na Europa o conceito era inconcebível... mas ele insitia: a casta, qual é a sua casta, tem que ter casta, ou pelo menos o seu pai... ok: qual a profissão do seu
pai?
Já tenho casta.
Depois dos dados (só faltou dar o nome e a raça do meu cão, a cor do piriquito e que alpista lhe dou), a descrição detalhada dos eventos. E a
lista de tudo o que estava na mochila. E os dados e contactos das
testemunhas... foram três ou quatro páginas de tempo perdido, isto não vai dar em nada, isto não deu em nada, passaram-se dez anos e nunca deu em nada. Todos os
pormenores traduzidos em duas línguas, e:
"O melhor é ir para o seu hotel agora, volte amanhã de
manhã porque temos de fazer duplicado e triplicado" e sabe-se lá quantas
cópias... tudo à mão.
Obedeci. No dia seguinte, o Manel e o Gonçalo
foram embora para Bombaim, de onde voaram para Lisboa. Eu fui buscar a
declaração, três páginas cosidas com um cordel - tenho-a guardada como
recordação, é um tesouro de viagem, um dia destes partilho-a aqui.
Nunca mais vi o conteúdo daquela mochila. Só alguns dias
depois comprei uma máquina descartável - e os únicos registos fotográficos que
tenho do segundo mês na Índia são as poucas (e más) fotografias que fiz com essa máquina.
E voltando ao tema que serviu de mote para este post: do que não tenho fotografias, mas que guardo memória com
carinho e nostalgia, foi o meu primeiro Diwali. Nesse dia em que os meus amigos
foram embora, celebrava-se o Festival das Luzes na Índia. O Ishaak, que fora o
nosso driver nas voltas pelo
Rajastão, levou-me a dar uma volta de mota pelos arredores da cidade.
Atravessámos bairros e aldeias iluminados com velas acesas nos parapeitos das
janelas, e no chão e por todo o lado onde fosse possível acender uma vela.
Luzinhas de árvore de Natal a piscar (sem árvore), gente a rebentar foguetes e a
lançar fogo-de-artifício. Parecia um presépio vivo, mas a celebrar o Ano Novo,
e foi um dos momentos mais bonitos que vivi. Parámos em casa de um amigo do Ishaak,
entrámos e a família recebeu-nos com sorrisos e doces. Depois voltámos para o
centro, decorado a rigor, cheio de gente a festejar - não tenho uma única
foto dessa noite, mas guardo-a religiosamente na memória. Basta assim, pelos vistos.
UM OVO PODRE
No aeroporto:
Porque será que, assim que abre a porta de embarque - e por
muito que as meninas avisem alto-e-bom-som para virem primeiro os passageiros
de executiva e aqueles com crianças de colo, e depois os da fila não-sei-quê à fila não-sei-quantos -, noventa por cento
das pessoas levanta-se a correr, como se tivesse soado o alarme de incêndios, quem sabe um ataque terrorista... mas
depois ficam meia hora a olhar sobre o ombro da pessoa à frente, à espera em
pé, numa fila que não faz sentido, não tem lógica, não se explica...
...será que gostam assim tanto
de andar de avião? Será que estão assim tããão
desejosos de viajar, de partir, de levantar voo?
Podia perder-me em filosofias e esoterimos, sobre a vontade do ir, a eterna insatisfação de que somos reféns, a condição humana, quem sou eu, para onde vou. Mas não.
Fila para entrar. E eu sentado à espera, a olhar. Quando estiverem cinco pessoas à minha frente, dez no máximo: levanto-me e entro.
E lá-dentro é o que se sabe: conforto-pouco, comida em
caixinhas, o café sempre o mesmo, a revista de bordo com o sudoku já preenchido, o ligeiro desconforto de estar sentado ao lado de um desconhecido, cada movimento nosso gera uma reacção alheia, cada movimento alheio gera uma reacção nossa. Não me interpretem mal,
não tenho nada contra aviões. Também não posso dizer que adoro - faz parte, especialmente tendo em conta a quantidade de voltas que dou. E há bons serviços de bordo, há até boas refeições... mas comer sentado num
espaço mínimo, com talheres de plástico num "prato" de alúminio... enfim. Justifica a pressa? Explica o desespero?
E mesmo que.
Então porque raio a mesma correria, na hora de sair? Toca o
sinal de desapertar os cintos e é ficar-a-ver. Empurrões, cotoveladas, olhares
fatais, uma autêntica batalha de corredor, cada centímetro uma vitória. A
sério. Só falta uma hospedeira gritar:
"O último a sair do avião é um ovo podre!"
03/11/2013
SABIA QUE... #15
...hoje comemora-se na Índia o Diwali, conhecido pelo "Festival das Luzes".
Este festival tem a duração de cinco dias e celebra a consciência de uma luz interior, algo que ultrapassa o corpo físico e até a mente. Algo puro e eterno, a que chamam Atman - qualquer coisa como aquilo a que chamamos Alma - e que vence a Ignorância.
O Diwali celebra a vitória do Bem sobre o Mal.
O Diwali comemora-se na Índia, Nepal, Sri Lanka, Myanmar, Malásia, Singapura e até nas Ilhas Fiji, Maurícias, Trinidade e Tobago - entre outros. Normalmente tem a duração de cinco dias, cada um dedicado a um evento ou ritual, que varia de região para região.
Mas o que é comum a todas as celebrações do Diwali são as luzes. As velas e as luzinhas de árvore de Natal. Os foguetes e o fogo-de-artifício. Uma das lendas associadas a este festival diz que um demónio proibiu as pessoas de uma cidade de acenderem luzes. Mergulhados nas trevas, só encontraram salvação depois do demónio ser derrotado - e até hoje, o dia festeja-se com luz. Mas há mais. Há muitas lendas, mitologia, superstições. Ou não fosse isto ser na Índia.
Queria partilhar aqui uma história relacionada com o meu primeiro Diwali, há dez anos, em Jaipur - mas o computador hoje não está a colaborar. Não me liga ao wifi, não reconhece a pen nem o cartão de memória da maquina... espero não estar com algum vírus, ou outro problema.
Por isso vim a um cybercafe aqui na Bukit Bintang, no centro de Kuala Lumpur. Apesar da falta de acentos e de pouca paciência para um teclado que já pede reforma, não queria deixar passar a oportunidade de desejar a todos um Feliz Diwali.
Este festival tem a duração de cinco dias e celebra a consciência de uma luz interior, algo que ultrapassa o corpo físico e até a mente. Algo puro e eterno, a que chamam Atman - qualquer coisa como aquilo a que chamamos Alma - e que vence a Ignorância.
O Diwali celebra a vitória do Bem sobre o Mal.
O Diwali comemora-se na Índia, Nepal, Sri Lanka, Myanmar, Malásia, Singapura e até nas Ilhas Fiji, Maurícias, Trinidade e Tobago - entre outros. Normalmente tem a duração de cinco dias, cada um dedicado a um evento ou ritual, que varia de região para região.
Mas o que é comum a todas as celebrações do Diwali são as luzes. As velas e as luzinhas de árvore de Natal. Os foguetes e o fogo-de-artifício. Uma das lendas associadas a este festival diz que um demónio proibiu as pessoas de uma cidade de acenderem luzes. Mergulhados nas trevas, só encontraram salvação depois do demónio ser derrotado - e até hoje, o dia festeja-se com luz. Mas há mais. Há muitas lendas, mitologia, superstições. Ou não fosse isto ser na Índia.
Queria partilhar aqui uma história relacionada com o meu primeiro Diwali, há dez anos, em Jaipur - mas o computador hoje não está a colaborar. Não me liga ao wifi, não reconhece a pen nem o cartão de memória da maquina... espero não estar com algum vírus, ou outro problema.
Por isso vim a um cybercafe aqui na Bukit Bintang, no centro de Kuala Lumpur. Apesar da falta de acentos e de pouca paciência para um teclado que já pede reforma, não queria deixar passar a oportunidade de desejar a todos um Feliz Diwali.
02/11/2013
É O GANGNAM STYLE!
O fenómeno "Psy" ainda resiste na Ásia. Apesar da música propriamente dita já não ser omnipresente - como há um ano atrás -, o merchandising à volta do mais famoso coreano do mundo ainda é visível um bocadinho por todo o lado. Pelo menos na Birmânia.
É nas lojas de souvenirs, nas feirinhas locais e até em templos budistas!
Senhoras e senhores, cantem em coro comigo... heeeeey, sexy lady! ;)
É nas lojas de souvenirs, nas feirinhas locais e até em templos budistas!
Senhoras e senhores, cantem em coro comigo... heeeeey, sexy lady! ;)
01/11/2013
BEST OF MYANMAR
Comecei hoje a partilhar no facebook uma colecção de fotos feitas ao longo do mês passado na Birmânia. Hoje foram umas 30-e-tal, outras virão ao longo da próxima semana... tantas vivências e experiências, tantos os sabores e cheiros e cores, tantas sensações e momentos. Foi um mês em cheio.
Ficam aqui algumas das fotos publicadas no álbum "BIRMÂNIA | Outubro 2013", a não perder no perfil de facebook do FUI DAR UMA VOLTA. Passem por lá e partilhem :)
Ficam aqui algumas das fotos publicadas no álbum "BIRMÂNIA | Outubro 2013", a não perder no perfil de facebook do FUI DAR UMA VOLTA. Passem por lá e partilhem :)
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