15/08/2012

ESTA CIDADE, UM DIA DESTES


A capital da Geórgia foi mais uma das cidades-estreia de 2011. Nunca tinha visitado o Cáucaso - e muito sinceramente, o tempo que lá passei no ano passado (pouco mais de uma semana) não foi suficiente. Um dia destes quero ficar mais tempo, quero explorar melhor o país, atravessar as suas fronteiras e conhecer também a Arménia e o Arzebeijão.




A minha curta estadia em T'bilisi e o passeio a Kazbegi foram uma espécie de trailer, agora resta-me esperar pela estreia do filme.

Não sei quando vou conseguir voltar. Não tenho planos, não tenho tempo, pelo menos num futuro breve. Mas quero - e vou - voltar.

Um dia destes, o meu amigo Davit desafiou-me a comer um kebab que, segundo ele, é o melhor do mundo. Não fiquei muito convencido, para mim kebab é na Turquia... mas quando experimentei... nem queria acreditar. O truque? Coentros, em vez de salsa.

E T'bilisi é assim: fértil em pequenas surpresas, orgulhosa mas tímida, com uma identidade cultural forte e uma discreta criatividade.

Um dia destes, volto para a perceber melhor.














ESTA CIDADE QUE NÃO TEM NADA A VER COM NADA


Depois de quase um mês às voltas em mais uma viagem no Transiberiano (desta vez, com um grupo da nomad), retomo hoje a partilha de fotos e impressões sobre as 11 cidades que marcaram o meu 2011.

E aproveitando o espírito desta última aventura, eis que a cidade escolhida para este post - a 8ª desta série - é a capital da Mongólia, Ulaan Baatar. Ou, como é conhecida entre os amigos: UB.



Com poucos argumentos credíveis para constar seja em que "best of" for, a verdade é que esta cidade tão improvável, tão nada-a-ver-com-nada, me marcou.

Não sei se foi porque vinha de quase um mês na Rússia e estava a precisar de sorrisos e conversa. Não sei se foi porque a Mongólia era um país novo e estava sedento de conhecer esta cultura.

Terá sido o Gengis Khan refastelado no trono, na fachada do Palácio Presidencial? Ou os semáforos temáticos? Ou a estátua dos Beatles naquela rua entre a State Department Store e o Circo? Ou terá sido o maravilhoso churrasco regado a cerveja mongol? Ou, quem sabe, os dumplings. Ou os templos budistas. Terá sido o monumento soviético em cima daquele monte, com vista sobre a suja cidade onde a construção avança sem regras nem bom-senso? Terá sido o céu, o maravilhoso céu, infinito e cheio de possibilidades?

Esta cidade que não tem nada a ver com nada, tem qualquer coisa. Qualquer coisa que eu não sei bem explicar o que é. Um dia, quem sabe, vou descobrir. Voltei a UB há duas semanas - voltei a sentir o mesmo. O que é, ainda não sei. Mas sou paciente. Sou optimista. E sou um previlegiado, porque sei que vou voltar e por isso não tenho pressa em descodificar seja o que for. A seu tempo, a cidade há-de revelar-me o seu segredo.



















14/08/2012

VOLTEI VOLTEI

Voltei de lá
Ainda ontem estava em Pequim
E agora já estou cá

Adeus China, olá Portugal - e olá também ao "mundo virtual". Tenho muitas fotos, histórias e curiosidades para partilhar desta última aventura, e tenho ainda que acabar a série das 11 cidades de 2011. Os próximos dias prometem, aqui no fuidarumavolta. :)

28/07/2012

VOLTO JÁ

Desculpem a interrupção mas estou num comboio a atravessar meia-Rússia.

Saí há 2 dias e 2 noites de Vladimir, a 3 horas de Moscovo... e parei para um "pit-stop" em Novosibirsk.

Duche e jantar. Que maravilha.

Daqui a nada voltamos a entrar numa carruagem e lá vamos - eu e os doze aventureiros da nomad - em mais uma etapa deste transiberiano.

Próxima paragem: Lago Baikal, Irkutsk.

26/07/2012

SORRIA... ESTÁ EM MOSCOVO!

O título deste post pode soar a brincadeira, para quem conhece Moscovo ou já ouviu falar da natural simpatia e hospitalidade dos Moscovitas.

Não é brincadeira. Não a estou a ser sarcástico e não tenho "segundas intenções" - não há truque.

Nesta última semana passada na capital da Federação Russa, deparei com centenas de pequenos grafittis nas paredes, espalhados por toda a cidade. Simples smiles, como que a lembrar as pessoas que não custa nada sorrir.

É a Revolução do Sorriso - digo eu.

Ainda não surtiu grandes efeitos, mas as grandes mudanças são feitas assim, passo a passo, uns maiores que outros. Em conversa com uma russa, percebi que já existe uma parte das novas gerações que anseia por essa mudança, que tem uma consciência mais acolhedora, que procura ver a vida e as pequenas coisas de uma forma mais leve, mais descontraída, mais... sorridente.

Assim: sorria, se estiver em Moscovo. Nem que seja só para dar o exemplo.