09/02/2011

BESIKTAS!

Diz que Portugal joga hoje com a Argentina? Hmm... se calhar devia postar aqui mais uma foto para a colecção dos Cristianos Ronaldos... ou se calhar não. Hoje vou inovar. Nem Cristianos, nem Mourinhos - hoje vamos à bola.











As ruas à volta de Taksim estavam cheias de gente, nessa noite - o que nem é de estranhar. Mas desta vez a multidão era diferente. A multidão vestia camisolas às riscas pretas e brancas, cachecóis, chapéus.

Estava eu na fila para comprar um Big Mac (eu sei... não devia, mas teve de ser, ressaca obriga) quando resolvo tirar uma dúvida com os rapazes à minha frente:

- Olha lá... preto e branco... vocês são do Besiktas, certo?

Certo, pois claro, e em menos de duas frases trocadas já me estavam a convidar para ir ver o jogo com eles.

Abreviando porque a emoção foi toda vivida no estádio, não fora: comprámos bilhetes, comprámos uma camisola para mim, sementes de girassol e cervejas... e lá fomos para o estádio.











E quem era o fenómeno dos fenómenos, o nome por quem toda a gente chamava, a camisola que mais fãs vestiam?

Quaresma!

Ricardo Quaresma!

Já me tinha apercebido nas deambulações pela Turquia que o rapaz era um verdadeiro fenómeno... mas no estádio - no estádio foi outra coisa.











No fim do jogo, perdemos 0-1. Mas mesmo assim se cantava o nome do português, que foi o melhor em campo.

"Perdemos?"

Sim, perdemos. Porque depois desta experiência e com o tempo que já passei na Turquia, precisava de ter alguém por quem torcer. Já tenho - tenho o Besiktas, e como o Benfica começa pela letra "B" e tem a águia como símbolo. E já tenho um bom "desbloqueador" de conversas.

Ainda mais este ano, com Simão, Manuel Fernandes e Hugo Almeida na equipa. :)

08/02/2011

PAPA-PAPA-PAPARAZZI

Peço desculpa se, nestes tempos de "politicamentes correctos", alguém levar a mal eu ser tão directo, mas como pessoalmente não sou de preconceitos, cá vai: há muito tempo que tenho um fetiche, em viagem, de fotografar turistas gordas.

Não é por mal, n\ao é por gozo, e também não é por qualquer curiosidade antropológica, sexual ou seja lá o que for. Há quem perca a cabeça com imagens de santos nas igrejas, crianças ranhosas, pobrezinhos a pedir esmola, "boazonas" de bikini na praia... há quem só tire fotos a monumentos, há quem goste de pegar na Torre Eiffel pela ponta e que finja que está a segurar na Torre de Pisa. Todos temos as nossas manias, quando fotografamos em viagem. Eu próprio gosto de fazer caretas, tirar fotos aos meus pés onde quer que vá, e a sinais de trânsito, erros de inglês, grafittis, etc etc - já partilhei muito aqui, e muito mais virá.

Confesso que tinha algum constrangimento em partilhar este "fetiche fotográfico" no blog, que alguém me levasse a mal. E se não tenho de me justificar porque sinceramente não sinto que seja preciso... ao mesmo tempo, um blog é um blog e mais vale esclarecer que confundir.

Pura opção estética.

Sim: gosto de fotografar turistas gordas, de preferência se estiverem bem coloridas, em anafado destaque num qualquer cenário turístico.

No ano passado, estava com o grupo nomad a visitar Santa Sofia (um dos ex-libris de Istambul, que já foi a maior igreja do mundo, depois mesquita, e agora museu), quando deparo com duas irmãs muito peculiares.






Tive de as perseguir, queria uma foto. Ou duas. Ou mais. Não tanto pelo facto de serem gordinhas... sinceramente uma delas nem sequer se enquadra na minha definição de "gorda". Foi mais pela combinação de vários factores, acho que as imagens falam por si.

Fui atrás delas, portanto. Brincámos aos paparazzi, ao gato e ao rato, elas a ver as vistas, eu a vê-las a elas.

Senhoras e senhores, conheçam duas manas desportistas, provavelmente teletransportadas de um planeta longínquo, situado algures no Universo entre o "Joana come a papa" e o "Paparazzi" da Lady Gaga... e onde os eighies são eternos.

Duas manas muito-muito corajosas. Ou loucas. Ou ambas.













07/02/2011

I ♥ ISTAMBUL

Aproveitando o lançamento das duas edições da nova Odisseia Turca, começo hoje a publicar uma série de posts dedicados à Turquia - e começo bem, com uma declaração de amor a Istambul.

A minha Istambul é feita de encontros e recantos, de sussurros e excessos, melancolia e gritos. É uma cidade que apetece namorar. Onde até a geografia se beija.

A minha Istambul cheira a música. É muito cheia dela própria, grita golo!, gosta de beringela, chora orações, bebe raki, deita-se tarde.

A minha Istambul é assim: