05/05/2010

ODISSEIA TURCA

Ponto de encontro entre civilizações, a Turquia é um dos países mais fascinantes do Mundo - e é onde vou fazer a minha próxima aventura com a nomad. O programa está disponível em www.nomad.pt e as inscrições já estão abertas. Alguém interessado?


29/04/2010

EM JEITO DE DESPEDIDA… (#04)

…um inglês mal-escrito que não soa lá muito bem em português, no Laos.

26/04/2010

EM JEITO DE DESPEDIDA… (#01)

…deixo hoje uma foto tirada há quatro dias, em Bangkok, junto ao Centro Comercial MBK. A capital tailandesa está irreconhecível: depois de várias semanas de protestos pacíficos, os “red shirts” foram postos à prova pelas forças militares e o sangue foi finalmente derramado. E se na Khao San Road quase nem se nota a diferença, a não ser o facto de não estar tão cheia quanto costume – é só passear pelas ruas da cidade para perceber que há muito menos gente, muito mais polícia… e, de vez em quando, isto. E isto vai ter de acabar um dia destes.


25/04/2010

ESTA SEMANA, EM JEITO DE DESPEDIDA

Estou quase-quase de volta a Lisboa, depois de mais umas voltas pela Ásia. E “em jeito de despedida”, vou postar esta semana cinco fotos – uma por dia. É o princípio de uma série de posts a recordar os últimos sete meses.

02/04/2010

WHERE ARE YOU FROM? #01

Ha uns meses, alguns amigos voltavam do Sudeste Asiatico e queixavam-se, tristonhos, que sempre que diziam que eram de Portugal, as pessoas faziam "cara feia" - ninguem conhecia o nosso pequeno rectangulo. Normalmente nao tenho grandes complexos com esse tipo de situacao. Nao gosto, claro, mas nao eh um problema nosso - eh ignorancia. Mas agora que ando por este lado do mundo ha algum tempo, sei o suficiente para ja ter percebido o porque de ninguem entender o nome do meu velho pais.

Na Tailandia e no Laos, Portugal diz-se POH-TU-GUE.

No Vietname... BO-RO-NHA. Isso mesmo.

Agora quero ver quem eh que nao conhece o nosso lusitano cantinho ah beira mar plantado.

30/03/2010

ESTÁ DESTA COR, O VIETNAME




O céu está carregado de nuvens e as temperaturas estão muito mais baixas do que aquelas que apanhei na semana passada, no Cambodja. Choveu em Danang, anteontem. Aqui em Ninh Binh, durmo com endredon e nem me atrevo a ligar a ventoinha. Que bem que sabe o duche quente. Saio à rua de camisola. Alguém tem um saco de água quente a mais que me envie para Hanói?

Os campos de arroz estão tão verdes que quase dói, só de olhar. Por todo o lado água, à minha volta sorrisos desdentados de pessoas que não falam inglês, chapéus de cone que escondem olhares tímidos – é bom voltar ao Povo do Sul.

26/03/2010

"WORKSHOP" EM ANGKOR WAT

A uma semana de começar a terceira edição da viagem pela Indochina, estou de volta ao Vietname.

Nestes dias que me sobram até receber o grupo da nomad no aeroporto de Hanói, espera-me um passeio de mota pelas Central Highlands – mas este post não tem nada a ver com o Vietname. Este post vem a propósito desta semana que passou. Estive a "estudar" em Angkor: ora acompanhado por um guia profissional, que me revelou segredos e pormenores das ruínas; ora a vaguear de bicicleta entre os templos e os turistas.

Já posso afirmar, com um sorriso cansado mas sincero e bronzeado, que completei com mérito a minha "pós-graduação" em Angkor!





















































































































07/02/2010

EXPERIÊNCIAS GOURMET #03

Vientiane, Dezembro de 2009: o segundo grupo da nomad tinha regressado a Portugal há pouco mais de vinte e quatro horas e eu tinha um voo daí a dois dias, em Bangkok, para Singapura.

Passei a noite num nightbus, vindo de Luang Prabang. Cheguei à capital do Laos ainda o sol não tinha nascido, dirigi-me imediatamente ao hotel onde costumo levar os grupos nomad – consegui um preço especial e ali fiquei a dormir toda a manhã. Quando finalmente acordei, tinha uma chamada não atendida no telemóvel: era o Lin.

O Lin – melhor: o mr. Lin – é o driver do riquexó-camioneta que nos acompanha em Vientiane, quando venho com grupos. Vai-nos buscar à fronteira e deixa-nos no hotel, faz o tour pela cidade e ainda nos leva ao Buddha Park, o devaneio kitsch de alguém que tinha muito dinheiro para estoirar e não sabia bem onde. Ainda bem.

Mas adiante: o Lin tinha-me convidado para almoçar. Liguei-lhe, disse-me para ir ter com ele ao “point”, o lugar onde ele costuma estar parado a ver se consegue clientes, e lá fui, sem saber muito bem o que me esperava. E o que me esperavam eram quatro ou cinco amigos, tudo muito animado com o facto de terem uma desculpa para folgarem essa tarde – e a desculpa era eu.

Entrámos para a parte de trás do riquexó-camioneta. Um deles trazia um pato vivo com as patas amarradas, atirou-o para junto dos nossos pés e eu imediatamente tive a certeza que estava ali o almoço.



Cumprimentei os amigos e cumprimentei o almoço – e lá fomos em alegre cavaqueira.

O medo do bicho era tanto que, assim que nos pusemos a caminho, "borrou-se" todo. E com tanto solavanco e travagem, foi ver o almoço a rebolar-se na própria m#*!@, por mais que eu desviasse o olhar, por muito que eu me tentasse abstrair do cheiro.

Chegámos a casa do mr. Lin. Uma boa casa, com um jardim enorme com relva, onde estenderam uns panos enormes e almofadas para nos deitarmos. E assim que nos sentámos no chão à conversa, estava eu a puxar de um cigarro quando se materializou, vinda sabe-se lá de onde, uma grade de Beer Lao. Ora vamos lá ver uma coisa: alguns meses antes, isto não me teria impressionado muito – nunca fui apreciador de cerveja. Mas a Beer Lao mudou tudo.

Quanto ao almoço: o Lin e um dos amigos trataram de tudo. Deram banho ao bicho e deixaram-no de molho ao sol, depois agarraram nele com carinho, gentilmente empurraram a sua cabeça para trás, como amantes que se preparam para lhe beijar o pescoço… e com um golpe certeiro, cortaram-lhe a garganta. O sangue começou a jorrar para dentro de um recipiente ali posto de propósito, depois depenaram o bicho, cortaram a carne aos bocados e cozinharam tudo num wok.



Reparei com curiosidade que tinham guardado o sangue no tal recipiente, onde juntaram cinco colheres de água e cinco de molho de peixe. Quando os vi a preparar o wok, perguntei inocentemente:

“You’re going to cook it with the blood?”

Eles disseram que sim – e eu, sorrindo, expliquei-lhes cheio de inocência que, em Portugal, também tínhamos um prato parecido.

“It’s called cabidela.”


O sangue não foi usado para cozinhar a carne. O sangue (fresco!) era o molho.

Mr. Lin!

04/02/2010

ANJUNA, 2010 A.D.

Vinha eu a arrotar o Kashmiri Dum Aloo que comera nem há cinco minutos ao almoço, aproveitando a caminhada na praia para acelerar a digestão, quando assisto ao seguinte espectáculo:

Um homem nos seus cinquenta e muitos (de idade, porque o peso devia rondar o dobro), vestido apenas com uma tanga preta, o corpo coberto de areia (lembrando-me as tardes passadas com os meus primos na Praia Grande, há mais de vinte anos), andava de gatas na areia molhada, fazendo com as mãos movimentos que normalmente associamos a felinos – o senhor estava a fingir que era um leão.

Um leão – ou um gato selvagem, não me demorei o suficiente para perceber.

À frente dele, uma mulher dez anos ou quinze mais nova. Cabelo louríssimo, manchas vermelhas nos braços e pernas brancos, a rir às gargalhadas enquanto fingia que fugia dele, que entretanto insistia em atirar-lhe água às pernas.

O bikini verde-claro da senhora devia estar guardado no armário desde as últimas férias no Mar Negro, em 1994 – pelo que, além de fora de moda, já não lhe servia como antigamente. A camisa branca, aberta e esvoaçante, tinha um padrão tão feio que nem me dei ao trabalho de identificar.

Não muito longe, um grupo de jovens indianos ficou estagnado a olhar, aparentemente desorientados, mas claramente divertidos, agora que voltavam do seu passeio diário na areia para ver as inglesas a apanhar sol.

Do restaurante ao lado, impunha-se sobre o barulho das ondas a batida irritante de uma música retirada de alguma colectânea tipo Love Parade 97.

Tentei abstrair-me da paisagem.

“Vou voltar para o meu quarto, tenho imenso trabalho para acabar.”

E eis que oiço o homem na areia, aos gritos para o empregado do restaurante, que estava a uns duzentos quilómetros de distância:

“Missstar… vodka!”

Bem-vindos a Goa 2010.

03/02/2010

COM OS PÉS

Assim se rema no Vietname:















Fotos tiradas em Tam Coc, nas duas viagens a Indochina organizadas pela nomad, por: Ana, Filipa, Joao, Jorge, Nuno, Rosa, Sofia C, Sofia L e Teresa.