25/07/2011

O LADO DE FORA

Do lado de fora da marshrukta, a paisagem é assim:











15/07/2011

ESTE BOCADINHO DE MUNDO QUE EU HABITO, EM T'BILISI

"Alma", diz-me a empregada em contra-luz, na varanda cheia de sol, enquanto eu afago a simpática boxer que me veio dar os bons-dias à mesa. "Alma", repete com um sorriso curioso. Levo a chávena de café com leite à boca com a mão direita, sem nunca parar de dar festas à cadela, que se abana toda, cauda tronco e pernas, contorce-se e respira como respiram os boxers, e o meu português para ela é o mesmo que russo, o que interessa é o tom que empresto às palavras "ai tão linda que tu ééés, uma cadela muito linda, muito linda, muito linda" - adora-me.

O hotel onde estou hospedado, em T'bilisi, não é bem um hotel. É uma casa de família, enorme como é suposto serem as coisas antigas, agora adaptada à necessidade de "fazer render". Tem quatro quartos de pé direito altíssimo, mobilados ao gosto de quem viveu anos sob domínio soviético, móveis pesados de madeira que conversam à noite connosco, relógios de parede há muito tempo a dar as mesmas horas, sofás que podiam ser tronos, alguns dourados e muitos cristais, porcelanas, cortinados que escondem mais a rua da gente que a gente da rua. Tudo a querer ser clássico. Este hotel não é bem um hotel, é uma casa que queria ser palácio.

O meu quarto tem duas camas: uma grande e uma pequena. Nos lençóis com flores estampadas, há mensagens em inglês. O da cama grande tem escrito "Merry Christmas"; o outro diz "You're very special to me". São as únicas palavras em inglês que cabem no hotel que não é bem hotel. A velha senhora que ontem me deu as boas-vindas - a dona da casa - fala apenas russo, que para mim é chinês. Os gestos ajudam à comunicação, claro - e uma ou outra palavra em francês são recebidas com um sorriso.

Mas voltemos à sala de estar, que não é bem uma sala de estar. É também escritório, é também sala do pequeno-almoço, é também museu. Numa casa antiga cheia de antigas coisas, esta sala é a jóia mais valiosa do tesouro. As paredes estão literalmente cobertas de quadros.

A velhota que fala russo salpicado de francês é, afinal, uma artista. O velho soalho avisa-me da sua chegada, o que não me impede de continuar a tirar fotografias às paredes. Dou-lhe os bons-dias ao vê-la entrar na sala, retribui-me a simpatia com um sorriso georgiano, orgulhosa pelo meu interesse na sua arte. Explico-lhe por gestos e meias-palavras que gosto muito da sala, começa a falar-me sobre a sua paixão, eu nada entendo mas muito sorrio, bêbado com a criatividade que me rodeia, sorrisos de rainhas e czars, cenas napoleónicas, naturezas mortas, cavalos a correr na floresta e camelos a atravessar desertos, mulheres a olhar o mar, o inevitável S. Jorge a matar o dragão. Até uma grávida nua há. Estas paredes contam histórias, contam uma vida.

Quem me dera falar russo.

Olho em redor, estudo os cantos à casa. Não são só as paredes que contam histórias. Há uma miniatura da Torre Eiffel em cima do armário das loiças. Há um computador ligado e muita papelada em cima da mesa de jantar. Há vários relógios de parede, todos eles parados. Um piano que não deve ser usado há muito tempo, vasos com rosas fresquíssimas, miniaturas de barcos, marinheiros a espreitar de uma janela, molduras sem quadro e quadros sem moldura. Há uma estante com livros em russo, livros em francês, livros em georgiano. Há uns cornos (de que animal serão?) pendurados a um canto, por cima de um sofá que às vezes deve servir de cama, pela disposição das almofadas. Uma ventoinha velha, uma ventoinha nova, um aquecedor a óleo, fotografias a preto e branco de um militar.

A novo sorriso meu, a senhora aponta-me o "balcon" e diz-me qualquer coisa que eu traduzo como "vai lá espreitar". Saio para a luz de uma manhã que parece Lisboa e, entre roupa pendurada, molas e vassouras, descubro pincéis e tinta, descubro cores e misturas de cores, descubro um quadro inacabado. "É o meu atelier", diz-me sem que eu entenda uma única palavra.

Depois chama-me de volta para a sala, a casa range à nossa passagem, mas não é um ranger de queixume, é só uma afirmação de idade, como se fosse preciso lembrar "eu sou antiga, eu sei coisas que mais ninguém se lembra, vi muito e ouvi mais ainda.

A cadela a enrolar-se nas minhas pernas num delírio de mimos que a velhota tenta a custo acalmar. Paramos junto a nada e então vejo duas pinturas em cima do aquecimento central. "Baby", diz-me. O inglês libertou-se dos lençóis e, palavra a palavra, promete conquistar terreno. Os retratos na parede não parecem aprovar a ideia, mas também não me parece que se oponham. Tanto lhes faz, já viram o suficiente para não se importarem com pormenores linguísticos. Quanto às pinturas que a senhora me aponta: são dois desenhos feitos pelo neto. Uma família de artistas, portanto.

De repente tocam à campaínha, acordo de uma viagem sonhada e a velhota já não está ali. Novamente a campaínha, oiço gritos e gargalhadas de uma mulher lá fora a chamar a outra cá de dentro, que não aparece. Decido ir ver o que se passa, entreabro a porta e sou surpreendido por uma tempestade de saudades, duas crianças e uma mulher, nem bons-dias nem quem-és-tu, entram a correr e aos gritos, a casa enche-se de alegria e saudades, prevejo beijos e abraços e estás-tão-crescidoooo, mas não fico para assistir. Recolho-me ao meu quarto, quero escrever um texto sobre este bocadinho de mundo que eu habito, em T'bilisi.







14/07/2011

T'BILISI - PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Já acabou a Odisseia Turca - e posso garantir que foi um clássico. Uma aventura cheia de momentos inesquecíveis, desde o voo de balão na Capadócia ao nascer do sol no alto do monte Nemrut... o picnic junto às muralhas de Ani, a paisagem em constante mudança, o nargile e o café curdo no caravanserai de Diyarbakir... a arte e a história em Istanbul, os banhos nas piscinas e Pamukkale, o fogo-de-artifício em Ankara... são muitos (são tantos!) os momentos, foi uma viagem de highlight em highlight, ainda estou a digerir tudo - e, muito em breve, deixo aqui uma série de fotos para eternizar tudo.

Mas hoje escrevo de outras fronteiras. Estou em T'bilisi, na Geórgia.<
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Aproveitei estes dias de férias pós-grupo para variar um pouco de paisagem, e vim dar um salto a este vizinho. Vim sem guias e muito pouco pesquisa - sem informação nenhuma, nem dicas nem nada. E que bem que está a saber.

Assim sendo, e enquanto não partilho as fotos da Odisseia Turca, ficam algumas das imagens que marcaram as últimas 24 horas.





À primeira vista, T'bilisi é uma cidade medieval com muita arquitectura soviética, rasgos de pós-modernismo, boas estradas e condutores agressivos, muita gente a pedir esmola - e, ao fundo, montanhas. Na capital e em todo o país: montanhas.

Quanto aos georgianos: católicos fervorosos, falam russo mas arranham o inglês, orgulhosos porque inventaram o vinho, gostam de esplanadas, de fazer brindes, de conversar em voz alta. São curiosos e muito hospitaleiros. Têm alfabeto próprio, nem todos usam desodorizante - mas têm muito sentido de humor.

Ainda agora cheguei, mas já gosto disto.






















27/06/2011

MERBAHA, TURQUIA!


A Odisseia Turca de 2011 arrancou na sexta-feira, com a chegada a Istambul de 8 aventureiros. Depois de dois dias nesta maravilhosa cidade onde tenho estado a viver no último mês, arrancámos finalmente para Selçuk. Hoje passámos o dia entre ruínas, histórias e História - em Ephesus.

Let the adventure begin!

23/06/2011

CR SUPERSTAR

E não é que desta vez quase me cruzei com o próprio Cristiano?

Estava a descer a Istiklal com duas amigas tugas, trá-lá-lá trá-lá-lá como já é hábito, quando o volume de pessoas aumenta de tal forma que só com muito esforço conseguimos "furar".

"Passa-se alguma coisa aqui. Deve ser o Ricky Martin. Olha lá aqueles ecrãs gigantes... e a quantidade de seguranças e polícia... tem de ser uma rock star qualquer. Será a Amy Winehouse?"

E eis que, de repente, vejo dois "jovens" equipados com a t-shirt do Real Madrid. Uma tinha o número 7 nas costas, a outra o 9 - mas em ambas o mesmo nome: Ronaldo. Saquei uma primeira foto que não ficou tão bem, depois pedimos para eles fazerem o favorzinho... e cá está, dois Cristianos Ronaldos de uma vez só.







Claro que nesta fase, já estávamos a desconfiar se tamanho caos não seria para o próprio Cristiano... "mas não era hoje, o baptizado do menino?"

"E ele saiu do baptizado do próprio filho para vir a Istambul?"

Pouco depois, não só nos confirmavam que era mesmo o Ronaldo que ali vinha, "daqui a vinte minutos", como as nossas fontes em Lisboa nos esclareciam que o baptizado acontecera na sexta.

Não ficámos à espera. A confusão era muita, e aquele fim-de-tarde pedia uma esplanada, uma cerveja, muita conversa. Desculpa lá, ó Ronaldo. Fica para a próxima.







P.S.: Parece que o rapaz ficou tão perturbado com a minha ausência, que cancelou a sessão de autógrafos que tinha agendada. Fontes próximas do jogador adiantaram ao fuidarumavolta que a verdadeira razão desta vinda do CR a Istambul era tentar aparecer na minha série de fotografias alusivas ao próprio, pelo mundo fora.

21/06/2011

PLANOS FURADOS

Estava marcado há muito tempo, as expectativas eram enormes e a minha frustração maior, por não poder estar presente. Falo do primeiro concerto de Amy Winehouse em Istambul.

Desde que cheguei à Turquia que tinha preparado um post sobre o evento. A minha intenção era publicar ontem um post em que falava da minha frustração em não ir ao concerto. Os bilhetes mais baratos custavam 300 liras... traduzindo, cerca de 150 euros! Um roubo. E mesmo assim, a lotação estava quase esgotada.

Resignei-me à ideia de que me ia escapar um momento mais ou menos... hmm... exótico. Amy Winehouse em Istambul. :)

Daí o post. Ia falar de como gostaria de ter do e não fui... e ia mostrar as fotografias que tirei aos autocolantes que estavam espalhados pela cidade, com muita pinta, e uma maneira muito original de promover o concerto.

Ontem vim para Ankara, para preparar o terreno para a viagem nomad que começa na sexta-feira - e os planos sairam-me logo furados. A internet estava "bloqueada" em toda a cidade (nunca tinha visto tal coisa!) por causa de um evento qualquer com o presidente. Não consegui publicar o post, portanto. E mesmo que pudesse... o concerto foi cancelado. Parece que a senhora apresentou-se em Belgrado num estado lastimável, o que nem é grande surpresa. Chegou com uma hora de atraso, não sabia as letras das músicas, tropeçava, olhava para os músicos com ar de quem nem sequer sabe onde está - e saiu de palco sob uma chuva de assobios e vaias.

Pelo que li entretanto, o próprio contrato com a empresa de eventos sérvia foi imediatamente anulado, sem dramas. Istambul ficou sem Amy, nem sóbria nem bêbada... resta ver o que se passa no Sudoeste. Tinha a sua piada, a miúda desaparecer no meio das tendas. Em vez de "Ó Elsa!", o novo grito da Zambujeira ia passar a ser "Ó Amyyyy!".




Quem também veio cantar este fim-de-semana a Istambul foi o Ricky Martin. E os Iron Maiden, Alice Copper e outros da "pesada". Mas a estrela maior foi, de longe, o Cristiano Ronaldo. Conversamos amanhã. :)

17/06/2011

TURQUIA NO SEU MELHOR

Mantendo o espírito da famosa rúbrica "Portugal no seu melhor", apresento hoje a versão turca. Eis um cartaz à porta de um estúdio fotográfico que diz qualquer coisa como: "faça aqui a sua foto de perfil do facebook". eheh


16/06/2011

OS PIU PIUS IMPROVÁVEIS

Estava eu ontem a passear pelas colinas solarengas deste "arquipélago de bairros", trá-lá-lá, trá-lá-lá*, quando vejo um homem encostado a uma parede com ar de filósofo. À sua frente: uma caixa de cartão. Lá dentro: pintainhos. Verdadeiros. Juro.



* e sim, eu quando ando por Istambul vou a cantar trá-lá-lá, tra-lá-lá. OK, não é sempre... é às vezes. Raramente. Está bem: nunca tentei, mas às vezes apetece.

15/06/2011

E POR FALAR EM SANTO ANTÓNIO...

...descobri um spot com uma vista maravilhosa. Fica no último andar de um prédio cheio de galerias de arte, ateliers de arquitectura e estúdios. E tem um restaurante lá em cima - um restaurante cheio de tiques e toalhas imaculadas, copos de cristal e mesas reservadas, olhares de-cima-a-baixo. Que pena.

Mas fica a foto, que tem em primeiro plano a torre e o telhado da Igreja de Santo António, e a toda a volta esse caloroso abraço que é Istambul.


13/06/2011

SENT ANTUAN



Em Istanbul não há Marchas nem Casamentos, nem sardinhas no pão, nem vinho tinto em copos de plástico e muito menos aguardente. Hoje é dia de Santo António, mas esta segunda-feira seria uma segunda-feira normalíssima - não fosse a ressaca da noite eleitoral. O AKP, o partido do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, voltou a ganhar as eleições, desta vez com 50% dos votos.

Políticas à parte, e porque hoje é dia de Santo António, gostava de aproveitar a ocasião para partilhar as fotografias de uma igreja muito especial aqui de Istanbul (sim, uma igreja!, admirem-se todos os que não conhecem a faceta multi-cultural da cidade).

A Igreja de Santo António, ou Sent Antuan como é conhecida pelos Turcos, fica bem no coração da cidade, junto à Istiklal Caddesi, a grande avenida pedonal atravessada por um eléctrico bem ao estilo dos lisboetas.

É a maior igreja católica de Istanbul, e foi construída em 1912, para substituir outra igreja mais velhota que já ali estava, e que remontava a 1725.

Só por curiosidade, o Papa João XXIII deu missa aqui durante 10 anos, quando era o Embaixador do Vaticano na Turquia, mesmo antes de ser eleito Papa.

E espero não desiludir mas não - não fui à missa ontem.








11/06/2011

REFLEXÃO


Amanhã há eleições na Turquia, por isso hoje é dia de reflexão.

Sendo estrangeiro, não voto amanhã. Por isso também não tenciono reflectir muito, hoje. Passei a manhã no "escritório" e publiquei algumas fotografias de Istambul no facebook.

Fica o link, passem por lá - espero que seja do vosso agrado. :)

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.190683117647430.42749.100001172283968#!/media/set/?set=a.190683117647430.42749.100001172283968

08/06/2011

DABLIU CÊ


A Turquia é, provavelmente, um dos países com mais casas-de-banho públicas do Mundo. Pelo menos, do Mundo que eu conheço.

Li na "Time Out" do mês passado que, durante o Império Otomano, em Istanbul já havia mais de mil WCs públicos, quando no resto da Europa isso era impensável. A verdade é que, hoje em dia, entre as casas-de-banho do costume em restaurantes, cafés, bombas de gasolina e escritórios, é normalíssimo encontrar indicações para o WC e respectivos sexos.

Bay para Homem, Bayan para Senhora.

Sendo assim: alguém me explica como é que ontem assisti (em choque, tal como os amigos turcos com quem estava) a duas senhoras, em plena via pública... não estou a brincar... uma delas sacou de uma "encharpe" e abriu-a... e a outra, escondida entre a "encharpe" e um pilar de um viaduto... isso mesmo, xixi!

Não é cultural, porque todos os turcos a quem contei o episódio ficaram escandalizados.

Se calhar estava MESMO aflitinha. Ou então era só para me dar uma história "diferente" para partilhar hoje. :)

07/06/2011

ROTINAS

Há algum tempo, comentava neste blog que o meu escritório não tinha paredes. Para ser mais concreto: às vezes tem. Outras não.

Passo a explicar: agora que estou em Istambul, às vezes o meu escritório tem uma grande parede. Enquanto espero pelo grupo nomad que vem no fim de Junho, preparo a Odisseia Turca, bem como outros projectos... e escrevo. Acordo e saio de casa, atravesso o bairro de Cihangir e venho para bem perto da Istiklal Caddesi, a minha avenida preferida em todo o mundo. Sento-me nesta esplanada a que chamo escritório e "faço o que tenho a fazer", toda a manhã. À tarde vou para casa, ou vou passear, ou encontro amigos para mais esplanadas e conversas.

Ou seja: nestes últimos dias (e nos que aí vêm) tenho viajado pouco, e a minha rotina pouco mais é que casa-esplanada/escritório-passear-casa-night. Istambul está neste momento cheia de luz e de gente com pinta, música e muitas mensagens escritas nas paredes - é uma cidade que conversa connosco, que nos diz segredos, que protesta e canta e inspira.

06/06/2011

CRISTIANOS RONALDOS #08



Apesar da distância física e mental a que esta estadia em Istambul me remete, não consegui deixar de notar alguma agitação no nosso nem-sempre-estimado Rectângulo, durante este último fim-de-semana.

É impressão minha, ou continuamos agarrados à velha máxima do outro senhor - aquela dos 3 Éfes?

E não, não estou a divagar. Afinal, foi um fim-de-semana de Futebol, Fátima e Fado - não foi? Selecção Nacional no sábado à noite, contra a Noruega... e no domingo outra espécie de selecção nacional, mas misturada com os fadinhos do costume, orações e mártires de ocasião, profetas e virgens, milagres... a nossa política é o nosso fado, os nossos políticos são as nossas fátimas. Enfim. E nem vou comentar a abstenção - afinal, este blog é um blog de viagens.

Estou em Istambul. Confesso que não vi o jogo no sábado, nem votei no domingo. É que por aqui, Éfes é nome de cerveja. E este foi - felizmente - um fim-de-semana bem regado, com muito calor, festa, gente na rua... e campanha política, que aqui também se vota (mas só no próximo domingo).

Andei a passear pela cidade e não encontrei referências ao Sócrates... nem ao Passos Coelho... nem aos outros artistas de domingo... mas encontrei um Ronaldo.

Estava em Santa Sofia a tirar uma fotografia a uma professora muito gira e a sua agitada turma, quando reparo que um dos miúdos tinha uma t-shirt do Real Madrid. Olho treinado exige paciência, por isso deixei-me ficar por perto, depois da primeira fotografia tirada - e eis que o puto se vira... e sim!, tinha nas costas o número sete. Pedi para lhe tirar uma foto, expliquei que estava a fazer uma espécie de colecção de Ronaldos pelo mundo fora... e cá está: mais um Cristiano para o blog.



03/06/2011

A CIDADE DAS 7 COLINAS (E 2 CONTINENTES)



Uma das muitas coisas que Istambul tem em comum com Lisboa é o facto de ser também conhecida pela "cidade das sete colinas". E até o logotipo do Município Metropolitano de Istambul, que está presente em toda a cidade - de paragens de metro a torneiras antigas no Palácio de Topkapi, caixotes do lixo e contentores, candeeiros públicos, autocarros - faz referência às colinas.

Criado em 1855, este emblema ilustra bem a identidade multi-cultural da cidade. Os minaretes e mesquitas representam o património histórico da cidade, enquanto os sete triângulos fazem alusão às sete colinas onde a cidade antiga cresceu. As duas faixas "tipo muralha" que estão na base do logotipo, por sua vez, representam a Europa e a Ásia - os dois continentes que, apesar de separados pelo Estreito do Bósforo, estão unidos numa só cidade.