24/01/2005

Sorry!!!

Em primeiro lugar, peco desculpa por estar tanto tempo sem dizer nada. Primeiro foi o casamento do Abbey: uma semana sempre em festa, nao tive nem tempo nem muita paciencia, confesso... mas sobre essa semana falo depois com mais calma. E depois do casamento, fui para Mandu, um sitio fabuloso cheio de ruinas e templos antigos. O lugar eh tao remoto que nao ha internet e os telefones funcionam de tempos a tempos. Adorei, conheci uns gajos porreiros e agora estou em Indore - que ha partida era so mais uma cidade sem interesse nenhum; mas como vim com dois indianos de Mandu, ate tem sido bem giro.
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Nao tenho muito tempo, ha um autocarro a minha espera na estacao... mas prometo que assim que puder mando fotos e ate vos chateio com descricoes mais pormenorizadas destas ultimas 2 semanas. Ate la... fui!

09/01/2005

Corrupcao

A India eh provavelmente o pais mais corrupto em que ja estive. A coisa esta de tal maneira instalada que eh encarada por toda a gente como parte do sistema, e nao acredito que haja quem seja "puro" na materia. Nas cartas de conducao, por exemplo: nao conheco ninguem que tenha feito o exame - todos pagaram para ter a carta sem se chatearem (o que explica, em parte, a conducao na India). Nas praias de Goa, os vendedores pagam 100 rupias por semana (as segundas feiras, ate tem data marcada) ao policia de plantao. Se mandarmos para o ar um numero tao "por baixo" como 100 vendedores so em Baga (acreditem, sao muito mais), eh so fazer as contas, como diria o outro. Sao pelo menos dez mil rupias por semana, so para os policias de Baga, num pais onde o salario medio ronda as tres mil e quinhentas. Sao so dois exemplos, mas aqui a corrupcao esta em todo o lado, ate para garantir um bilhete de comboio... acrescenta-se uma notazinha e esta feita a coisa - mesmo que o mesmo esteja "esgotado", arranja-se sempre um lugar que sobrou por acaso. Enfim... quem sou eu para mudar o sistema de um pais que nem eh o meu? Alem disso, esta fotografia nem sequer demonstra o tipo de corrupcao que eu estava a criticar, mas outra.
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Quem eh que esta senhora pensa que eh para vir mostrar os seus atributos ah juventude indiana? Sera que nao se ve ao espelho ha alguns anos? Oh pra ela em amena cavaqueira com os (antes) inocentes rapazinhos. Estive muito tentado a aproximar-me da depravada e dar-lhe um caldo: oh minha sehora, tenha la juizo!

Que tres!

Eu sei que esta fotografia nao eh muito diferente da outra... as Loucas das Compras sao as mesmas, so muda o rapazinho na fotografia... em vez de um indiano, um portugues! Eu mesmo, ali escondidinho no meio delas, todo sorrisos com uma gadelha enorme (mae, nao se preocupe que ja fui ao baeta). E que tal a minha t-shirt? Foi o meu presente de Natal para mim, eheh, e assim cumpri uma promessa que tinha feito: comprar a t-shirt da selecao de cricket da India. Algo que nao fiz no ano passado e arrependi-me todos os dias desde que sai de Bombaim ate voltar a India.

Shopping madness!!!

As duas meninas da fotografia revelaram-se umas viciadas em compras. Mas com a ajuda do Shoo Shoo, isso acabou por nem ser um grande problema, porque ele la ia dando umas dicas sobre os precos reais, e elas acabavam por comprar a precos bem razoaveis. Quando ganharam estaleca para a brincadeira, declararam independencia e era ve-las todos os dias a chegar a casa com sacos e mochilas, estafadas mas contentes:
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- Jorge... perdemos a cabeca.
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Ao fim de alguns dias, era ver as vendedoras nas suas bancas a chamar a Joana e a Assuncao pelo nome, algumas vinham a correr atras de nos, houve quem fizesse bloqueios de estrada para nao passarmos com as motas! O PIB da India aumentou drasticamente e em Goa ja se fala sobre uma eventual candidatura das nossas meninas a Patrimonio da Humanidade, "porque nunca se viu consumidores assim, e isto deve ser preservado", confessou-me Benedita de Sousa Menezes, que apesar do nome chique eh apenas uma vendedora de pulseiras e bugigangas. E tudo isto por causa da furia consumista das nossas amigas. No dia em que elas se foram embora, todas as lojas de Goa puseram faixas negras nas montras, em sinal de luto e protesto. Algumas pessoas confessaram-me que iam pedir reforma antecipada, porque com o dinheiro que tinham ganho com as garotas, ja se safavam durante umas boas geracoes.

Por as ideias em ordem

Agora que passou a euforia do Natal e Fim de Ano, parece que estou noutro lugar. Nestes ultimos dias o transito em Goa acalmou drasticamente, ha menos pessoas e confusao, finalmente um bocadinho de paz. Com a Joana e a Assuncao de volta a Lisboa e os meus amigos concentrados em fazer algum dinheiro neste ultimo mes de epoca alta, estou a aproveitar para por em ordem tudo o que escrevi nestes ultimos meses. Hoje passei algum tempo na praia, mas a meio da tarde fui para um cyber cafe e demorei-me o suficiente para passar para o computador algumas coisas que estavam escritas so em papel - nao quero correr o mesmo risco do ano passado, quando me roubaram a mochila e perdi muita coisa que tinha escrito.
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Mas voltando ah praia... eh impressionante a influencia que o maremoto teve neste lado da costa. As mares estao todas alteradas, o areal de Vagator esta repleto de algas trazidas pela mare cheia, e a mare baixa esta mais baixa que nunca, todas as praias estao enormes. Baga, Calangute e Candolim tem uma especie de degrau escavado na areia, de pelo menos meio metro de altura!
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E porque hoje eh domingo, bonito-bonito foi ver a invasao de turistas indianos vindos sei la de onde, a fazer o lixo e a barulheira do costume; a tomar banho completamente vestidos ou entao de cuecas; os rapazes a jogar criquete (e alguns futebol, estamos em Goa!) e as raparigas nos seus coloridos saris a brincar ah cabra-cega; as familias a tirar fotografias ah beira-mar; alguns grupos de rapazes a passear ao longo da praia - de maos dadas, aqui funciona assim - para ver as estrangeiras de bikini, alguns de maquina fotografica sempre pronta!
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Amanha volto para Bombaim e vao ser uns quatro ou cinco dias de festa, a celebrar o casamento do Abbey. Dessas andancas falamos depois.

05/01/2005

Goa / Bombaim / Goa

As meninas ja se foram embora. Depois de uma intensa semana em Goa e uma viagem memoravel para Bombaim, acordamos hoje as quatro da manha e fui deixa-las ao aeroporto. E agora estou tambem eu quase de partida... outra vez para Goa, mas desta vez para ver se descanso um bocadinho. E daqui a uns dias... de volta a Bombaim, para o casamento do Abbey. Esta a tornar-se um bocado monotona, esta rotina, eheheh.

04/01/2005

Trekking

Os dias passados perto de Madikeri foram de uma paz enorme e muito exercicio fisico. Os passeios entre plantacoes de cafe e arrozais, o escalar das montanhas e um banho ao fim do dia que eu nunca hei-de esquecer, so com uma vela a iluminar, a agua aquecida numa lareira dentro da propria da casa de banho... e o cheiro a fumo. Mas nesta fotografia o ar nao podia ser mais puro, e felizmente ate estou lavadinho e a cheirar bem, apesar do esforco fisico.

Om Beach

Palavras pra que?

EU TENHO ORGULHO, ORGULHO...

...em ser uma vaca!

Não é novidade nenhuma: as vacas são sagradas neste cantinho louco do mundo. E também não é a primeira vez que falo de tão santo animal aqui no blog. Mas achei por bem partilhar esta fotografia tirada em Om Beach, ao fim da tarde. Há qualquer coisa de divino na pose, de sagrado no contraste da silhueta negra com o céu.

Ou então é do meu estado de espírito, depois de um dia tão bem passado neste bocadinho especial de Índia. 

O Corpo

De dez em dez anos la mostram em Velha Goa as Sagradas Reliquias de Sao Francisco Xavier - conhecidas aqui pelo "Corpo". Como portugueses e catolicos, nao podiamos deixar escapar esta oportunidade, ainda mais porque se diz que deve ser a ultima vez que o mostram. Eu ja tinha ouvido dizer que havia uma media de dez mil pessoas por dia para o ver, mas quando la chegamos nem queriamos acreditar. Filas colossais, estivemos horas a torrar ao sol e tudo para dar uma espreitadela muito rapida ao santo. Mas valeu a pena, e com tanto tempo de espera provavelmente ja ganhamos um cantinho mais especial la em cima, eheheh.
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Giro-giro foi ver a quantidade de gente capaz de tal sacrificio por um santo que nem eh da sua religiao - sim, porque a maioria do pessoal a fazer a Fila Indiana nem eram catolicos, mas hindus. E ate muculmanos vimos! Um exemplo de fraternidade entre religioes que devia ser seguido por tantos outros lugares pelo mundo fora... muitos ate se auto-intitulam de "Primeiro Mundo".
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Mas aqui fica uma amostra muito pequenina da fila... muito pequenina mesmo! Ah, e confirmei o que ate agora nao passavam de relatos: o dedo grande do pe nao esta la!!!

Pontapes na gramatica

Os indianos sao especialistas nos erros de ingles. Esquecam os "Understands" e outros delirios algarvios e venham dar uma vista de olhos na India. No outro dia vim um placard muita giro ah porta de um restaurante, mas nao tinha a maquina comigo.
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Em vez de:
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INDIAN FOOD
ISRAELI FOOD
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o tal placard tinha escrito:
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INDIAN FOOD
IS REALLY FOOD
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Para que nao haja enganos!

Mysore

Vivia bem, o Sultao. Este eh o Palacio de Mysore, a fotografia nao faz justica a dimensao da coisa mas da para ter uma ideia. E por dentro era de chorar, de uma excentricidade que so mesmo sultoes e marajas podem ter.

01/01/2005

2005!

A passagem de ano foi um espectaculo, com muito fogo de artificio ao longo da praia, musica trance durante toda a noite... e como dizem os entendidos, "noites alegres, manhas tristes". O primeiro dia do ano comecou devagar, nao fizemos nada ate agora - so praia. Esta imenso vento e o mar esta extraordinariamente bravo, o que deve ter a ver com o maremoto, porque as mares agora estao todas alteradas. Ontem de manha falou-se num alerta de maremoto em Goa, claro que era alarmismo desnecessario, mas houve mesmo quem se tivesse ido embora. Nao aconteceu nada, mas o mar subiu, esta bravo... enfim, parece a Praia Grande, mas mais quente (o que optimo para nos, ficamos horas no banho).
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Voltando ao maremoto - peco desculpa, mas eh inevitavel - os numeros continuam a aumentar, o que comecou por parecer um pesadelo esta a transformar-se num daqueles filmes-catastrofe de Hollywood. Mas sem efeitos especiais e finais felizes. Cento e cinquenta mil mortos... nao ha palavras.
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E assim comecou 2005.

28/12/2004

TSUNAMI

Não se fala de outra coisa por aqui - e de certeza que não há-de ser diferente em Portugal e no resto do Mundo. A dimensão da tragédia que se abateu hoje de manhã nesta zona do globo não tem precedentes.

Fui dar uma volta aqui pela internet e parece que já se contam mais de 28 mil mortos e 30 mil desaparecidos.

Estou neste momento em Bombaim, na costa ocidental da Índia, depois de ter passado o Natal em Goa. Estou no "lado certo", portanto. Aqui o tsunami só chegou nos telejornais.

Não há muito mais a dizer, por agora. As imagens que passam na televisão falam por si, e os números só confirmam o horror que se está a viver aqui na Índia, na Indonésia, no Sri Lanka e nas Maldivas, e até na Malásia e Birmânia.

E na Tailândia! Phuket, Phi Phi e o "meu paraíso secreto", Railay... tudo virado de pantanas, mil mortos entre os quais 700 estrangeiros... :(

Volto para Goa daqui a pouco. Já estão comigo a Joana e a Assunção, chegaram ontem à tarde e ao choque natural de chegar à Índia pela primeira vez, estão também a viver este drama emocional que concerteza vai marcar a História deste nosso mundo.

25/12/2004

FELIZ NATAL (DE GOA)

Pelo segundo ano consecutivo, não passo o Natal em casa.

No ano passado pareceu-me um feito inédito. Achei que não voltava a acontecer. Fiquei em Bangkok, onde fui ao cinema e passei a tarde numa piscina com vista para o skyline da cidade. Estava, nessa altura, já na fase final da viagem que serviu de inspiração para este blog.

E agora estou em Goa - quem diria.

Ontem celebrei a véspera de Natal com um jantar muito especial, em casa de um amigo do Caxemira, que cozinhou uma galinha com coentros deliciosa, para mim e mais três pessoas. Eu era o único católico, os outros muçulmanos.

Mas o espírito de Natal ultrapassa credos, e foi realmente uma noite especial.

Depois de jantar saímos para uma festa trance, algures numa floresta não muito longe daqui... mas confesso que no meio destas voltas todas, o coração estava em Sintra. Quando telefonei para casa a desejar boas festas, deu-me um aperto ao ouvir a minha família, do outro lado.

Hoje à noite volto para Bombaim, de autocarro. São catorze ou dezoito horas, conforme o trânsito e o estado de espírito do driver. Daqui a dois dias chega a minha prima Joana e a Assunção, uma amiga da "velha guarda" - ficamos uns dias por Bombaim e depois passamos uma semana juntos em Goa. Calha bem, com as saudades que "bateram" hoje. ;)

20/12/2004

OM BEACH

Tem nome de mantra e ares de paraíso.

Mas não... não vou dizer mais nada sobre esta praia nos arredores de Gokarna - esperem pelas fotografias e confirmem com os próprios olhos.

UMA SEMANA DEPOIS

Eu sei que já passou praticamente uma semana desde a última vez que escrevi alguma coisa - azar!

Mas como dizem os ingleses, "no news is good news", e se não tenho partilhado nada aqui no blog é porque tenho andado ocupado nas voltas da boa vida.

Portanto: a última vez que vim aqui ao cyber-espaco (gosto da expressão, posso?) estava em Bangalore, a tal cidade muito europeia para a India... mas muito indiana para a Europa.

Depois de Bangalore fui para Mysore - que, apesar das expectativas, revelou-se uma surpresa boa. Claro que os inúmeros palácios por todo o lado ajudaram... bem como a ida a um templo no topo de uma montanha, onde fiquei a conhecer a estátua gigantesca de um touro preto, que obviamente é a reincarnação de um qualquer deus hindu (dizem que a estátua cresce um centímetro por ano). Mas o que mais me impressionou - surpresa! - foi o Palácio do Marajá. Não: desta vez não conheci o senhor em pessoa, parece que este vive não-sei-onde e só aqui vem de vez em quando - por isso ficou combinado para outra altura ;)

Vale a pena visitar a cidade, nem que seja pelo Palácio. Nenhuma foto faz justiça ao monumento - e infelizmente só tenho fotos exteriores, uma vez que era proibido levar a câmara para dentro do mesmo.

Enquanto estava em Mysore, ainda fui visitar uma terrinha não muito longe, que em si nem era nada de especial, mas que tinha um forte bem giro - e também o Palácio de Verão do Sultão Tipu.

Mas adiante, porque a praia espera-me. Estou estafado: tantas voltas e palácios depois, preciso de descansar. É que depois de Mysore ainda fui para Madikeri, uma cidadezinha no meio de montanhas, numa área conhecida pelas suas plantações de café, banana, arroz e pimenta. Fiquei em casa de uma família no meio da floresta, sem electricidade e com uma casa-de-banho espectacular, que tinha lareira para aquecer a água; e aqui passei uns dias, servindo a casa de base para vários trekkings entre aldeias e plantações de café, campos de arroz e montanhas, etc. Muito giro. E muuuuuuuito cansativo.

Ontem estive das sete da manhã às dez da noite em quatro autocarros. Primeiro da aldeia nas montanhas para Madikeri; depois de Madikeri para Mangalore; e daqui para Kumta... e finalmente para Gokarna, onde estou. Mais ou menos duzentos quilómetros a sul de Goa. O lugar é lindo e ainda nem vi as praias, que dizem ser do melhor.

Preciso de descanso, já disse.

Preciso de me deitar um bocadinho à sombra de alguma palmeira a ouvir o mar. E assim que puder, assim que tiver energias... volto aqui e conversamos. Espero que não passe mais uma semana.

14/12/2004

A CRÓNICA DO KARNATAKA

E depois de Goa: Hampi.

Confesso que não fazia parte dos meus planos iniciais, vir agora a Hampi - estava a guardar esta volta para quando a Joana e a Assunção viessem a Goa, no fim do mês. Mas afinal elas têm ainda menos tempo que o previsto, por isso devemos ficar só por Bombaim e pela antiga colónia portuguesa - o que já não é nada mau, acreditem.

Ir a Hampi implicava pelo menos dois dias e três noites, no mínimo... por isso decidi aventurar-me agora, e não me arrependo nada.

Hampi é aquele tipo de lugares que... é obrigatório. Pronto, já disse.

E com isto não devia ser preciso dizer mais nada, mas deixem-me explicar melhor o que é Hampi.

Hampi é uma antiga capital de um império qualquer, não me perguntem agora o nome porque não me lembro - mas só para terem uma ideia do fausto que a dada altura se viveu, contam os antigos que há uns quinhentos anos chovia ouro por lá. As ruas da cidade eram decoradas com diamantes, rubis e outras pedras, e o rei de vez em quando tinha a mania de oferecer ao povo o seu peso em ouro. Claro que depois de muitas guerras e saques e séculos de abandono, resta pedra e pouco mais. Mas que ruinas!!! São quilómetros e quilómetros (e quilómetros!) de templos e monumentos, uns em bom estado e outros mais degradados; e estátuas, aquedutos e todo o tipo de intervenção na paisagem que se pode esperar de uma "cidade perdida", incluindo uma espécie de praca que é o exlibris de Hampi, onde está uma enorme carruagem de Vishnu, em pedra, mais um pavilhão onde as colunas fazem música, quando se bate nelas - e que aparece em tudo o que é postais. Dizem os guias que o rei Não-Sei-Quantos ficou de tal forma impressionado com esta praça que a considerou bonita demais até para um rei, e por isso mudou-se para outro palácio, por não se considerar digno de viver ali.

Estou a viajar pelo Karnataka, portanto.

Depois de dois dias a passear numa mota alugada pelas ruínas de Hampi; depois de uma breve passagem por Hospet e algumas aventuras de riquexó; estou finalmente em Bangalore, capital do estado e uma cidade muito ao estilo europeu, nem parece que estou na India. Relativamente limpa, cheia de jardins e parques e avenidas enormes, centros comerciais e lojas... enfim, estou aqui há sete ou oito horas, já me fartei de passear e estou quase de partida outra vez, apetece-me qualquer coisa mais calma.

Vou hoje à tarde para Mysore, dizem que é um espectáculo bonito de se ver, uma espécie de Sintra daqui da zona - a ver vamos.

10/12/2004

EU (EM GANAPATIPULE, SEM LIGADURA)

Sim: sou eu.

Sim: em Ganapatipule (adoro este nome).

E sim: já não tenho a ligadura na perna.

Tirei esta fotografia no primeiro dia em que tirei a ligadura; na verdade ainda tenho a compressa, mas aqui não se vê. Já estou quase "curado", já sou eu que limpo a ferida todos os dias, já mudo a compressa e até voltei a pôr a ligadura, mais por uma questão de conforto que outra coisa. E quando voltar a Goa, daqui a uma semana ou duas, estarei pronto para me vingar e ficar horas e horas no mar.

GANAPATIPULE

Deliciem-se, babem-se, chorem e façam o drama que quiserem fazer. Batam com as mãos no peito, arranquem os cabelos e desmaiem entre gritos, se forem mais facilmente impressionáveis e adeptos do estilo Bollywood.

Senhoras e senhores: apresento-vos a praia de Ganapatipule, onde estive uns dias (e onde espero voltar em breve).

Um paraiso perdido a quinhentos quilómetros de Bombaim e trezentos de Goa.